Saiba mais sobre as mudanças na FUVEST

Saiba mais sobre as mudanças na FUVEST

O vestibular mais tradicional do país está sempre mudando. Saiba porque e como isto está acontecendo. Veja as reportagens abaixo:

PRIMEIRA FASE DA FUVEST NÃO TEM DIVISÃO POR DISCIPLINAS

Candidatos têm cinco horas para responder às 90 questões de múltipla escolha, nove delas interdisciplinares

A primeira fase do vestibular da Fuvest não tem mais a tradicional divisão por disciplinas. A prova tem 90 questões de múltipla escolha – nove delas interdisciplinares – e as demais matérias são distribuídas aleatoriamente no caderno de perguntas. Segundo um dos assessores da coordenação do vestibular, a mudança foi baseada em critérios pedagógicos e não deve causar confusão nos vestibulandos.

Isso implicou uma mudança radical na organização da prova. O candidato que estava acostumado a responder às questões de acordo com o seu conhecimento (começando pela matéria com mais afinidade, por exemplo) não tem mais essa possibilidade. As perguntas não são formatadas em um único bloco e estão espalhadas. “O ideal é que o candidato dê uma lida rápida nas questões antes de começar a respondê-las para ter uma noção geral da prova”, disse o assessor da coordenação.

Questionado se a leitura da prova inteira não atrapalharia o rendimento desse candidato, o assessor da coordenação disse que não. “Foi por isso que a Fuvest diminuiu o número de questões (reduziu de 100 para 90) e aumentou o número de horas para a realização do exame (passou de quatro horas para cinco horas)”.

O assessor da coordenação disse que a Fuvest vai manter um equilíbrio na organização das questões, levando em consideração as disciplinas obrigatórias do ensino médio. A recomendação da pró-reitoria de graduação da USP e da Fuvest aos candidatos, para que sejam bem sucedidos, é a de que

”estudem, estudem, estudem… muito todas as disciplinas.

Este ano, 141.977 candidatos se inscreveram para o vestibular da Fuvest. A fundação oferece 10.202 vagas para a Universidade de São Paulo (USP), cem para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e outras 180 para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Os locais de exame da primeira fase serão anunciados em novembro. A prova está marcada para o mesmo mês.

 

PROVA DA FUVEST COM QUATRO MUDANÇAS

Menos questões e bônus extra para alunos que estudaram o ensino médio em escolas públicas são algumas das novidades.

O processo seletivo da Fuvest terá quatro mudanças significativas a partir deste ano: a prova terá 90 questões de múltipla escolha e não mais 100 questões como acontecia anteriormente, haverá um bloco com nove perguntas interdisciplinares, três candidatos serão convocados para a segunda fase independente do curso escolhido e os vestibulandos que estudaram o ensino médio inteiro em escolas públicas terão um acréscimo de 3% na nota da prova (na primeira e na segunda fase).

O assessor da direção para concursos da Fuvest, disse que as mudanças foram estudadas por uma comissão e foram avaliadas detalhadamente. “A primeira mudança significativa é a redução do número de questões. Alguns candidatos reclamavam que nem sempre dava tempo de responder às 100 perguntas em cinco horas de prova. Analisamos o gráfico de notas dos candidatos e entendemos que o rendimento deles seria melhor se diminuíssemos o número de questões”, afirmou o professor.

Acrescentou, no entanto, que não é a primeira vez que a Fuvest promove mudanças no número de perguntas da prova. Segundo ele, o exame já chegou a ter 72 questões, 86 questões e até 160 questões – quando o vestibular era realizado em dois domingos. “É uma questão de adaptação da prova”, disse.

Outra mudança na elaboração das questões é a criação de um bloco específico de perguntas interdisciplinares (que englobam mais de uma disciplina, como é feito no Exame Nacional do Ensino Médio). O professor afirmou que a Fuvest sempre teve questões interdisciplinares embutidas na prova, mas, neste ano, fará um grupo de questões separadas. “Oficializamos a separação das questões interdisciplinares seguindo uma recomendação do Ministério da Educação. Mas esse é um conceito antigo, que sempre existiu nas provas da Fuvest”.

Segunda fase

Outra novidade no vestibular é a ampliação do número de candidatos que serão convocados para fazer a segunda fase da prova da Fuvest. Segundo o professor, anteriormente apenas as carreiras mais fortes (como medicina, direito e engenharia) tinham três candidatos por vaga concorrendo na segunda fase. Para as outras profissões, a Fuvest chamava cerca de dois candidatos por vaga.

“Com isso vamos ter mais estudantes participando da segunda fase da prova. É uma maneira que encontramos de dar mais chances para os vestibulandos, especialmente os de escolas públicas, que normalmente têm desempenho menor na prova da primeira fase”, disse.

Segundo o professor, até o ano passado a Fuvest convocava cerca de 31 mil candidatos para a segunda fase. Esse ano a ideia é chamar 37 mil vestibulandos.

Bônus extra

Por fim, a mudança “mais sensível” e “mais polêmica” do processo seletivo da Fuvest é a pontuação extra para os candidatos de escolas públicas. Esses alunos terão 3% a mais na nota da prova na primeira e na segunda fase. Com a medida, a USP calcula ter 600 alunos a mais de escolas públicas aprovados no vestibular. Atualmente, dos 10.000 alunos da USP cerca de 2.200 estudaram o ensino médio em escolas públicas.

Mas, mesmo com os pontos extras, o professor admite que o benefício terá um reflexo maior para os candidatos que escolherem as carreiras menos concorridas. “De um modo geral, o maior número de beneficiados deve ficar entre as carreiras com menos prestígio. Mas haverá reflexo também nos cursos mais concorridos. O problema é que não temos como calcular isso antes da prova”, disse.

A prova no geral

Na primeira fase, a prova da Fuvest terá 90 questões de múltipla escolha, incluindo as questões interdisciplinares. Na área de humanidades (português, inglês, historia e geografia), as questões priorizam a interpretação de texto. Na área de exatas, prevalece a capacidade de resolver um problema. Nessa fase o exame vale 160 pontos. A segunda fase é composta por perguntas dissertativas e uma redação e a partir desse ano também passará a valer 160 pontos. O objetivo é valorizar a prova escrita.

As questões são elaboradas por uma banca de professores entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre. “Demora meses para elaborar uma prova, não é uma coisa que a gente faz de um dia para o outro”, disse.

Após a elaboração da prova, as questões são revisadas por outros professores e a prova passa por uma revisão específica de língua portuguesa. “O exame é elaborado com muito cuidado. Se houver algum erro, ele será muito sutil.” Nos últimos oito anos, a Fuvest só anulou uma questão de matemática por causa de uma palavra usada inadequadamente na formulação da questão.

A Nota de Corte

A nota mínima de corte passou de 22 para 27, a nota da primeira fase passou a ser considerada na cálculo da pontuação final, a proporção de candidatos que passam para a segunda fase passou a ser de dois até três candidatos por vaga, o segundo dia de prova da segunda fase passou a ter 16 questões em vez de 20 e a partir da 3ª chamada tornou-se possível alterar a opção de curso.

Vagas pelo Enem

Unidades da USP que oferecem alguns dos cursos mais concorridos, como a medicina e em São Paulo, o audiovisual e a engenharia, ficaram de fora da adesão ao Enem. Outros, como direito no Largo São Francisco e relações internacionais, passam a oferecem vagas pelo Sisu.

USP ADOTA O ENEM
O valor representa 13,5% do total de vagas nos cursos de graduação da USP, mas a decisão de aderir ou não ao Sisu é feita em cada unidade. A Faculdade de Medicina da Capital, por exemplo, se recusou a aderir ao Enem. Já a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto terá 10% das vagas selecionadas pelo Sisu e 90% pela Fuvest.

Cotas
Ao definir se queriam ou não aderir ao Enem, as unidades também definiram quantas vagas pretendem oferecer em cada modalidade de concorrência. O Sisu tem diferentes opções: ampla concorrência e reserva de vagas (para estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos e indígenas que cursaram a rede pública, e segundo a renda familiar -candidatos com renda de até 1,5 salário mínimo que tenham cursado escola pública e candidatos na mesma situação, mas autodeclarados pretos, pardos e indígenas).

No total das 1.499 vagas destinadas ao Sisu, a grande maioria (1.159) deve ser reservada para estudantes da rede pública. Isso significa que, pela primeira vez, a USP terá garantia de que pelo menos 10,5% das vagas da Fuvest serão preenchidas por estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública.

Parte dessas vagas será reservada para cotas raciais em 14 cursos: bacharelado em sistemas de informação, licenciatura em ciências da natureza, educação física e saúde, gerontologia, obstetrícia, bacharelados em têxtil e moda, lazer e turismo e gestão ambiental, gestão em políticas e marketing na USP Leste, saúde pública nas Clínicas, fonoaudiologia em Bauru, psicologia e relações internacionais em São Paulo. Porém, o número exato não foi informado por todas as unidades.

 

Fonte: adaptações de reportagens do G1.

Você acabou de ver o Saiba mais sobre as mudanças na FUVEST, veja agora, Saiba como encarar a nova prova da Fuvest, Visite Faculdades e faça sua opção! Confira as novas vagas nos vestibulares da Fuvest – Veja na seção! Confira o que pode cair por causa do eleitor – Veja na seção! Faça Teste de raciocínio conosco, Veja Gabaritos/Correções.

 

Share On Facebook
Share On Twitter
Share On Google Plus
Share On Linkedin
Contact us