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Tradução

 


No mundo globalizado o profissional da tradução merece destaque


Na era da informação, da digitalização, da virtualização, da globalização e da instantaneidade da comunicação, um profissional merece destaque, o tradutor. 

É ele que possibilita que num mundo com uma diversidade tão grande de línguas e culturas, um texto falado ou escrito possa ser compartilhado. Mesmo sem nos darmos conta, usufruímos do trabalho do tradutor quando lemos manuais de aparelhos eletrônicos, bulas de remédios, rótulos de embalagens, revistas científicas, documentos legais expedidos em outras línguas, assistimos aos programas de TV legendados ou dublados, palestras ou entrevistas com interpretação simultânea ou consecutiva, entramos em sites de internet, usamos softwares moderníssimos e outros mais. 

Mesmo assim, o tradutor e seu trabalho permanecem, muitas vezes, invisíveis aos olhos de grande parte da população do país. Citando Lia Wyler em seu livro Línguas, poetas e bacharéis: uma crônica da tradução no Brasil, de 2003, “são tantas as circunstâncias que convergem para tornar o tradutor invisível, que a maioria dos brasileiros ainda não tomou conhecimento que a tradução se tornou profissão liberal no final da década de 1980, o que impõe uma formação intelectual específica em cursos superiores de tradução.”

Além de profundo conhecimento das línguas com as quais trabalha, principalmente do português, o tradutor deve conhecer a cultura dos povos falantes da língua de origem e estar sempre atualizado sobre assuntos diversos. De acordo com o tradutor Paulo Henriques Britto, “... necessário para o tradutor é uma certa paixão pelo trato da palavra, o gosto pela escrita, pela leitura, e uma certa curiosidade intelectual generalizada”. 

Tantas vezes injustiçado por críticos que não conhecem o ofício da tradução, o tradutor é exaltado na “Introdução dos tradutores” da versão autorizada da Bíblia Sagrada de 1611 que vê o tradutor como alguém que retira o véu e fornece a luz:

“É a tradução que abre a janela, para deixar a luz entrar; que quebra a casca, a fim de podermos comer a polpa; que abre a cortina, a fim de podermos olhar o lugar mais sagrado; que remove a tampa do poço; a fim de retirarmos água...”

Lúcia Maria Guimarães Nassim - Diretora e professora do curso de Tradutor e Intérprete da Unifran

 
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 Fonte: Unifran

 
 
 
 

  

  

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