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O aumento do rigor na fiscalização da procedência e da validade
das matérias-primas nas indústrias alimentícias, pelos ministério
da Saúde e da Agricultura, está ampliando o mercado para controle
de qualidade. A sofisticação tecnológica das linhas de produção
abre oportunidades de trabalho também em automação de processos e
projetos agroindustriais, em empresas como a Cutrale, de Araraquara,
interior de São Paulo. Outra empresa que aumenta as contratações
é a Forno de Minas, na cidade mineira de Contagem. Adquirida
recentemente pela americana Pillsbury, a fabricante de pão de
queijo tem planos de triplicar a produção e, para isso, precisou
empregar mais três engenheiros de alimentos.
PARA
SUBIR NA CARREIRA
Você pode fazer um curso de pós-graduação em tecnologia, voltado
especificamente para uma das várias áreas da indústria alimentícia,
como carnes, açúcar, pescados, cereais, frutas ou gorduras.
O engenheiro de alimentos cuida de todas as etapas de
preparo e conservação de alimentos de origem animal e
vegetal, da seleção da matéria-prima (como leite,
carnes, peixes, legumes e frutas) ao controle de qualidade
final. Nas fábricas, define a melhor forma de
armazenagem, acondicionamento e preservação dos
produtos, antes e depois da industrialização, projetando
equipamentos e embalagens. Em laboratório, cria novas
receitas, para determinar o valor nutricional, o sabor, a
cor e a consistência dos alimentos e os tipos de
conservante que serão aplicados. A crescente sofisticação
das linhas de produção abre campo de trabalho nas áreas
de automação, projetos agroindustriais e controle de
qualidade.
Durante muito tempo considerou-se natural que o lugar do
trabalhador sem qualificação era no campo. A pressão provocada pela abertura
comercial e pela exigência dos consumidores em relação à qualidade dos
alimentos, provocou uma modernização sem precedentes na economia rural,
surgindo no Brasil setores agro-exportadores extremamente sofisticados que
competem e tomam mercado de muitos países ricos.
Com
mais de 1 milhão de hectares de plantas cítricas em seu território, o Brasil
tornou-se, na década de 80, no maior produtor mundial. É o setor de ponta da
agroindústria nacional; atua com a melhor tecnologia e dispõe do melhor
sistema logístico de transporte existente no mundo. A maior parte da produção
brasileira de laranjas destina-se à indústria do suco, concentrada no estado
de São Paulo, responsável por 70% das laranjas e 98% do suco que o Brasil
produz.
Exemplos de excelência como estes não param por aí. A
modernização de certos setores agrícolas brasileiros continua com as cadeias
de produção de aves, suínos, café e de calçados, desde o beneficiamento do
couro até o produto final. O Rio de Janeiro, Estado sem tradição agrícola,
está investindo na criação de quase 40 mil empregos no pólo de fruticultura
na região Norte e Noroeste do Estado, com a implantação de três mil hectares
irrigados de cultivo de frutas. O início do projeto já foi dado com a instalação
da Fazenda Bela Joana, que faz sucos concentrados e polpas. A empresa tem
capacidade de produzir 60% a mais do que a atual produção de frutas na região.
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