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O
administrador público se diferencia do administrador de empresas pela formação
voltada para promoção do interesse social e distanciada da busca pelo lucro.
Essa característica, a princípio, parece restringir o mercado de trabalho dos
administradores públicos exclusivamente aos cargos governamentais. No entanto,
existe um outro campo de atuação para esses profissionais: o trabalho em
Organizações Não-Governamentais (ONGs).
A
administração pública fora dos órgãos estatais é um campo que vem
crescendo nos últimos anos, em função da política adotada no país. Segundo
o professor Sérgio Azevedo Fonseca, coordenador do Conselho do curso de
Administração Pública da UNESP, o Estado vem se afastando do exercício de
certas gestões públicas, que passaram a ser desempenhadas por outras
entidades.
“Essas
funções vem sendo ocupadas por instituições que se situam entre o Estado e
as empresas”, diz o professor. São ONGs, fundações e sociedades civis,
instituições sem fins lucrativos que precisam de um administrador com uma visão
voltada para o interesse público e não só para o aspecto financeiro.
Por
outro lado, as ONGs pensam que é preciso ter mais do que ideal e vontade para
mudar o quadro social: organização e profissionalismo são também
fundamentais. Para isso, as ONGs estão recrutando cada vez mais profissionais
qualificados no mercado de trabalho. A busca por profissionais qualificados visa
dotar as ONGs de melhores condições para defender suas causas com mais
profissionalismo, receber mais recursos e, conseqüentemente, melhorar os serviços
prestados.
Os
trabalhadores do Terceiro Setor observam que quem trabalha em uma ONG está
abrindo um caminho porque não existem cursos universitários, nem cadeiras
específicas para este tipo de atividade. O aprendizado é feito na prática. A
única diferença entre trabalhadores do Terceiro Setor e outros que atuam em
empresas tradicionais é que, o primeiro grupo, tem que ter visão social do
trabalho e estar afinado com a causa em questão.
À medida que o país se moderniza, mais eficientes devem
ser os serviços prestados por seus órgãos governamentais. Os profissionais
responsáveis por essa eficiência e pela organização desses serviços são os
administradores públicos e os gerentes de políticas públicas.
Mercado
de trabalho e perspectivas
O mercado de trabalho para administradores públicos e
gerentes de políticas públicas é promissor. Com a profissionalização e
modernização do serviço público, essa carreira tende à expansão, a exemplo
do que ocorre nos países desenvolvidos. Com a descentralização da administração
pública, as prefeituras, por exemplo, têm assumido cada vez mais funções e
procurado empregar esses profissionais para traçar suas políticas sociais e
gerenciar sua máquina administrativa. Outro bom campo de trabalho para esses
profissionais são as Organizações Não-Governamentais (ONGs), fundações e
instituições filantrópicas voltadas para o setor público.
Condições
de Trabalho
Os administradores públicos e os gerentes de políticas públicas
trabalham geralmente em ambientes fechados e refrigerados, usam computadores e têm
entre seus auxiliares secretárias, escriturários, assistentes sociais,
economistas, contadores, sociólogos, estatísticos e pesquisadores. Longas
reuniões fazem parte do cotidiano desses profissionais, que precisam estar
preparados para liderar grandes equipes formadas por especialistas de diversos
setores. Nessas reuniões, coordenam as discussões, avaliam as tendências do
grupo e cobram desempenho. Geralmente trabalham 40 horas semanais, mas a jornada
pode aumentar um pouco quando há atrasos no cronograma de algum projeto.
Algumas universidades oferecem o curso de administração
com habilitação em administração pública, entre elas:
• Universidades federais (UF):
BA: Salvador - UFBA
DF: Brasília - Universidade
de Brasília (UNB)
PE: Recife - UFPE
PB: João Pessoa - UFPB
RJ: Itaguaí - UF Rural (UFRRJ)
• Outras instituições:
MG: Belo Horizonte - Escola de
Governo de Minas Gerais
MG: Belo Horizonte - Faculdades Minas Gerais - Clique
aqui!
DF: Brasília - Centro de
Ensino Unificado de Brasília
DF: Brasília - Fundação
Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)
ES: Vitória - Faculdades
Associadas Espírito-Santenses - FAESA
PA: Belém - Faculdade
Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana
RJ: Rio de Janeiro - Fundação
Escola do Serviço Público
SP: São Paulo - Universidade
Estadual Paulista (UNESP)
Pós-graduação:
• Universidades federais (UF):
DF: Brasília - Universidade
de Brasília (UNB)
RN: Natal - UFRN
BA: Salvador - UFBA
SC: Florianópolis - UFSC
PE: Recife - UFRPE
• Outras instituições:
RJ: Rio de Janeiro - Fundação
Getulio Vargas (FGV)
SP: São Paulo - FGV
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