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As
tendências da carreira de medicina, que começa com a
especialização, sim, mas de olho no doente. Com o
aumento da expectativa de vida, no Brasil, cresce
a procura pelas especialidades relacionadas à velhice:
geriatria, cardiologia, oncologia ou ortopedia. Outras
áreas em expansão são aquelas sob o domínio da alta
tecnologia, como oftalmologia e alguns tipos de
cirurgia. Com o desenvolvimento da Internet, há também
uma demanda de consultores para sites especializados
dirigidos para médicos. Suas perspectivas atuais
profissionais são numerosas, pode atuar na área de
prevenção, no tratamento e como integrante de equipes
de planejamento, supervisão e avaliação de programas
de saúde e campanhas de saúde. Além do estudo e da
especialização, é preciso ter o dom. Quem não tem
mão deve ficar longe dos bisturis. Quem acha que os
exames resolvem tudo talvez precise fazer um curso
complementar de psicologia. A medicina é também uma
ciência humana. Traduzindo: o bom médico sabe ouvir
seu paciente e, mais do que isso, sabe interpretar o que
ouve. Dados da Sociedade Brasileira de Clínica Médica
mostram que uma boa conversa pode ser bem melhor do que
um punhado de exames. De cada dez diagnósticos, oito
podem ser resolvidos durante uma entrevista bem feita,
coisa que os recém formados só vão aprender com o
tempo, pois só o tempo faz o bom médico. Muitos dizem
que já se identificam com a carreira desde cedo,
estudando biologia, onde aparece a sensação subjetiva
da vocação, mas para ser um médico de primeira linha,
tem de estudar muito, no curso, na residência, no
mestrado, no doutorado, cursos de especialização e aí
vai. Além disso, deve ter disposição para trabalhar
em dois ou três empregos, até conseguir abrir um
consultório particular, para trabalhar mais. Sem dizer
nos plantões de fins de semana em hospitais diversos.
Enfim a medicina atual exige mais de seus candidatos:
dedicação, idealismo, disposição e conhecimento
científico aprimorado.
Dicas:
Medicina é uma profissão cujo nome da faculdade
onde se estudou acompanha o profissional para o resto da
vida. Ter cursado uma escola renomada ajuda a carreira.
E nas boas faculdades a relação candidato/vaga
ultrapassa 100 para um. Vencido o vestibular, vem o
curso, sem dúvida a mais puxado de todos. São seis
anos, quarenta horas por semana, período integral.
Depois da graduação, é hora da residência médica,
que pode durar de dois a quatro anos. Com o diploma na
parede e título de especialista, tudo resolvido? Não.
O bom médico não para de estudar nunca. Vive em
congressos, participa de pesquisas acadêmicas, escreve
artigos científicos, faz cursos, assina revistas
especializadas para não ficar desatualizado.
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