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A
tendência do momento e o filão é dar aulas
particulares, tornando-se o chamado
"personal-trainer", além de trabalhar ou
abrir numa boa academia de ginástica. Não
esquecendo-se ainda das chamadas escolinhas de futebol.
Mas atenção: tentar a vida como graduado em educação
física é decisão das mais arriscadas. Emprego não
falta, já que a feiúra humana é inesgotável. Nos
últimos anos a onda ao corpo fez explodir o número de
academias de ginástica, abertas a ritmo de três por
dia. Existem cerca de 15.000, o dobro do início da
década. Elas mantém, em média, 1 milhão de pessoas
por ano trabalhando o corpo e malhando, pedalando ou
dando pulinhos em suas salas, faturando 400 milhões de
reais. Mais da metade das 7.000 pessoas que se formam a
cada ano em educação física vai trabalhar nesse ramo.
O problema é que os salários estão baixos demais
porque não se exige nenhum tipo de qualificação do
orientador de academia. Basta o sujeito ser meio
forçudo e capaz de dizer meia dúzia de asneiras sobre
exercícios, pronto, já tem o emprego na qual ganha um
salário baixo. Um professor de verdade sabe que é
preciso checar a respiração do aluno, conferir o
batimento cardíaco, o cansaço, sempre evitando que ele
ultrapasse o limite. Aquecimentos e movimentos corretos
são preocupações constantes. A alternativa atual é
virar professor particular, que cobra atualmente em
média 40 reais a hora aula. Nesse filão especial,
pode-se ganhar bem mais por mês que em alguma
academia que paga atualmente em torno de 1.500 reais.
Mas só chega ao sucesso como personal-trainer o
professor que conquista uma clientela considerável por
intermédio das academias.
Dicas:
A maioria dos alunos que opta por esse curso, tem
paixões por atividades físicas ou por balé. Deve-se
gostar de fazer ginástica desde pequeno e querer
entender as mudanças do corpo. No curso, estuda-se o
funcionamento do corpo humano em aulas de anatomia,
inclusive com dissecação de cadáveres, biologia e
fisiologia, entre outras disciplinas. Com essa bagagem,
pode além de dar aulas em academias, acompanhar
pacientes de clínicas de obesidade ou de exercícios
especiais. Além do salário baixo, a carreira do
profissional de academia é curta. Aguenta o professor
de Educação Física em torno de cinco anos. Depois
disso, ninguém tem mais saúde para ficar pulando o dia
inteiro. Aí só com o papo ficará difícil achar
colocação, daí ter na concorrência muita gente de
papo macio. Mas encontra-se ainda espaço em
instituições públicas e privadas como clubes, centros
comunitários, creches, hospitais, spas, hotéis,
empresas e escolas.
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