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Dos
3.000 biólogos que se formam todos os anos, dois
terços continuam na escola, onde viram professores ou
pesquisadores. Quem não se imagina feliz numa sala de
aula costuma trabalhar em laboratórios de análises
clínicas ou na industria farmacêutica. Mas a
profissão começa a encontrar novas oportunidades na
consultoria ambiental a indústrias. Desde 1986, o
governo exige que toda construção ou ampliação de
grandes obras, como fábricas e estradas, apresente um
relatório de impacto ambiental, o Rima. Nele, avalia-se
o que deve ser feito para evitar ou atenuar os efeitos
da obra sobre o ecossistema da região. Em 1991, o BNDES
investiu 200 milhões de reais em gerenciamento
ambiental nas indústrias brasileiras. O Conselho
Federal de Biologia, calcula que atualmente existam mais
de 1.000 empresas de consultoria de projetos em meio
ambiente. Juntas faturam algo em torno de 300 milhões
de reais por ano. Há uma década, elas não passavam de
300. Claro que essas empresas não contratam apenas
biólogos, mas eles são imprescindíveis. O Biólogo
pode ser mestre em instituições de ensino e ao mesmo
tempo participar de escritório especializado em
projetos ambientais, que pode por exemplo elaborar um
relatório de impacto ambiental de uma estrada. A
maioria dos biólogos está concentrada na pesquisa
acadêmica. Mas, como a legislação só autoriza o
funcionamento de empresa após o relatório de impacto
ambiental, os biólogos ganharam boa área de trabalho.
Dicas:
Esse profissional tem sido muito valorizado,
encontrando oportunidades de trabalho em institutos de
pesquisas públicas e privadas, Jardins botânicos,
centros de pesquisas agrícolas, pecuária e de saúde,
parques, reservas ecológicas, etc. Um bom negócio para
a natureza é a atual tendência. Em tempos de
internacionalização, globalização e ecologicamente
correto, muitas empresas correm atrás do certificado
ISO 14.000, espécie de prêmio para os mais zelosos do
meio ambiente. É o biólogo quem orienta as fábricas
sobre como evitar que o aumento da produção cause
danos à natureza. Poucas empresas e industrias
brasileiras foram certificadas. Uma das primeiras a
receber o certificado foi a gaúcha Petroflex, que
exporta borracha sintética. Com o certificado
reconhecido mundialmente as vendas aumentam. Além
disso, ao controlar os efluentes líquidos de sua
fábrica, a Petroflex reduziu seus gastos
consideravelmente nos últimos anos. Enfim, é bom para
todo mundo. Para os empresários, que economizam gastos
e vendem mais. Para os biólogos, que expandem seu campo
de atuação.
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