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História - Expansão marítima

Simulado com gabarito

Este simulado contém questões específicas de matérias que mais caem nos vestibulares. Cada questão é de um vestibular diferente que selecionamos os assuntos mais exigidos. Assinale a resposta para conferir o gabarito no final.   Boa Sorte !
 

 Questões

 

Expansão marítima


01. (Fuvest-SP) Portugal, nos séculos XV e XVI, exerceu importante papel no cenário europeu graças ao pioneirismo de sua navegação pelo Atlântico.
a) Qual o objetivo da política portuguesa de incentivo à navegação?
b) Cite duas inovações técnicas de navegação adotadas pelos portugueses.
c) Quais as vantagens econômicas colhidas por Portugal nessas viagens?


02. (Vunesp-SP) No século XV, Portugal e Espanha deram início à expansão marítima européia, da qual resultaram grandes impérios coloniais.
a) Apresente um motivo de ordem econômica que impulsionou essa expansão.
b) Justifique, com dois exemplos, o pioneirismo português nessa empresa expansionista.


03. (Unicamp-SP) A expansão marítima da Península Ibérica (Espanha e Portugal) nas Américas foi orientada por um projeto colonizador que, além da exploração econômica das terras, tinha por objetivo a imposição de uma cultura européia e cristã.
Qual foi o papel da Igreja Católica nesse projeto colonizador?


04. (Fuvest-SP) Explique como a formação do Estado Nacional português contribuiu para o pioneirismo de Portugal na expansão comercial marítima.


05. (Fuvest-SP) "Antigamente a Lusitânia e a Andaluzia eram o fim do mundo, mas agora, com a descoberta das Índias, tornaram-se o centro dele". Essa frase, de Tomás de Mercado, escritor espanhol do século 16, referia-se:
a) ao poderio das monarquias francesa e inglesa, que se tornaram centrais desde então.
b) à alteração do centro de gravidade econômica da Europa e à importância crescente dos novos mercados.
c) ao papel que os portos de Lisboa e Sevilha assumiram no comércio com os marajás indianos.
d) ao fato de a América ter passado a absorver, desde então, todo o comércio europeu.
e) ao desenvolvimento da navegação a vapor, que encurtava distâncias.


06. (UFRJ) "À frente do projeto de expansão do luso-cristianismo estavam os monarcas portugueses, aos quais, desde meados do século XV, os papas haviam concedido o direito do padroado (...). Quando se iniciou o ciclo das grandes navegações. Roma decidiu confiar aos monarcas da Península Ibérica o padroado sobre as novas terras descobertas."

Azzi, Riolando. A cristandade colonial:mito e ideologia.
Petrópolis: Vozes, 1987, p.64

As relações entre os Estados nascentes e a Igreja Católica constituíram-se em um dos mais importantes eixos de conflito ao longo da etapa final da Idade Média. Ao contrário de outra regiões, na Península Ibérica a resolução do problema implicou o estreitamento das interações entre uma e outra instituição.
          Questão 1
Cite duas das atribuições das Coroas Ibéricas contidas na delegação papal do padroado, cujo fim último era a expansão do catolicismo nas terras recém-descobertas da América.
          Questão 2
Indique a principal fonte de arregimentação de recursos para a realização das tarefas que, por meio do Padroado, estavam a cargo das Coroas Ibéricas na América nos séculos XVI e XVII.


07. (UFCE) Dispostos a participar do lucrativo comércio de especiarias, realizado pelos portos do levante mediterrâneo e controlado pelos venezianos, os portugueses buscaram um caminho alternativo. Em 1498, Vasco da Gama conseguiu chegar à Índia:
a) através dos portos do poente mediterrâneo.
b) utilizando as antigas rotas terrestres do Meio Oriente.
c) utilizando o canal do Panamá.
d) através do Estreito de Magalhães.
e) circunavegando a África.


08. (Unifesp-SP) "Se como concluo que acontecerá, persistir esta viagem de Lisboa para Calecute, que já se iniciou, deverão faltar as especiarias às Galés venezianas e aos seus mercadores."

Diário de Girolamo Priuli. Julho de 1501

Esta afirmação evidencia que Veneza estava:
a) tomada de surpresa pela chegada dos portugueses à Índia, razão pela qual entrou em rápida e acentuada decadência econômica.
b) acompanhando atentamente as navegações portuguesas ao Oriente, as quais iriam trazer prejuízos ao seu comércio.
c) despreocupada com a abertura de uma nova rota pelos portugueses, pois isto não iria afetar seu comércio e suas manufaturas.
d) impotente para resistir ao monopólio que os portugueses iriam estabelecer no comércio de especiarias pelo Mediterrâneo.
e) articulando uma aliança com outros estados italianos para anular os eventuais prejuízos decorrentes das navegações portuguesas.


09. (UEL-PR) Para compreender a expansão marítima nos séculos XV e XVI, é necessário considerara a importância da cartografia. Sobre o tema, é correto afirmar que os cartógrafos representaram o mundo:
a) valendo-se de conhecimentos acumulados e transmitidos por meio da filosofia, da astronomia e da experiência concreta.
b) desconhecendo o valor político de sua arte de cartografar para os rumos da rivalidade castelhano-portuguesa.
c) ignorando a hagiografia medieval e as crenças na existência de monstros marinhos e de correntes de ventos nos oceanos.
d) confirmando os conhecimentos estáticos sobre o planeta, resultante da observação direta dos espaços desconhecidos.
e) anotando nos mapas pontos geográficos, longitudes e latitudes com exímia precisão, em função dos eficazes instrumentos de navegação.


10. (PUC-SP)
"Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."

Fernando Pessoa, "Mar Português", in Obra poética. Rio de Janeiro,
Editora José Aguilar, 1960, p. 19

O trecho de Fernando Pessoa fala da expansão marítima portuguesa. Para entendê-lo, devemos saber que:
a) "Bojador" é o ponto ao extremo sul da África e que atravessá-lo significava encontrar o caminho para o Oriente.
b) a "dor" representa as doenças, desconhecidas dos europeus, mas existentes nas terras a serem conquistadas pelas expedições.
c) o "abismo" refere-se à crença, então generalizada, de que a Terra era plana e que, num determinado ponto, acabaria, fazendo caírem os navios.
d) a menção a "Deus" indica a suposição, à época, de que o Criador era contrário ao desbravamento dos mares e que puniria os navegadores.
e) o "mar" citado é o oceano Índico, onde estão localizadas as Índias, objeto principal dos navegadores.


11. (Poli) Os europeus ocidentais, com exceção de alguns comerciantes empreendedores, italianos e judeus, conheciam apenas vaga e fragmentariamente as grandes civilizações asiáticas e norte-africanas. Estas, por sua vez, sabiam pouco ou nada da Europa que existia no norte dos Pirineus e da África ao sul do Sudão (...), e desconheciam tudo acerca da América. Foram os pioneiros portugueses e os conquistadores castelhanos da orla ocidental da cristandade que uniram, para o melhor e para o pior, os ramos diversificadores da grande família humana.

Charles Boxer, O Império Marítimo Português, 1415-1825

Acerca da expansão marítima e de suas conseqüências, podemos afirmar que:
a) foi responsável pela transferência do eixo econômico do Atlântico para o mar Mediterrâneo e pelo contato entre os europeus, africanos e habitantes do Novo Mundo.
b) propiciou o primeiro contato entre os europeus e os habitantes do que, anos depois, viria a ser chamado de América. Como resultado desse contato, os habitantes do Novo Mundo entraram numa fase de grande desenvolvimento.
c) desencadeou uma profunda crise econômica em Portugal, conhecida por "Revolução dos preços", uma vez que a colonização acabou por empobrecer o reino português ao consumidor muitos de seus recursos.
d) proporcionou uma fase de pleno desenvolvimento socioeconômico no continente africano, decorrente da implantação, por parte de Portugal, de um sistema de colonização conhecido como colônia de povoamento.
e) estimulou e consolidou a emergência do capitalismo mercantil no velho continente e foi responsável pela ampliação dos horizontes físicos e mentais do homem europeu.


12. (Poli) "A obra da consolidação da monarquia portuguesa, condicionada pelo capitalismo político, chegará ao seu ponto culminante por meio de uma revolução, a mais profunda e permanente de todas as revoluções que varreram a História do pequeno reino".

Raymundo Faoro. Os donos do poder: formação do patronato brasileiro.
vol. I. 10 ed. São Paulo: Globo - Publifolha, 2000 p. 37.

No que diz respeito a essa "revolução", assinale a alternativa correta.
a) A Revolução de Avis foi responsável pela expulsão dos judeus de Portugal, devido, entre outros fatores, ao seu caráter de fervor religioso.
b) a Revolução Liberal do Porto foi responsável direta pela consolidação da nobreza em Portugal.
c) a Revolução de Avis cria condições para expansão comercial portuguesa, uma vez que o rei a partir de então é apoiado e apóia a burguesia.
d) a Revolução de Borgonha, fim do processo de independência contra Leão, consolida de maneira definitiva a união entre a burguesia e a Igreja em Portugal.
e) a Revolução de Avis justifica a exclusão dos interesses da burguesia em Portugal devido a derrota deste frente as forças de Castela.


13. (UFMG) Com referência à História da expansão portuguesa (Navarra: Círculo de leitores, 1998. p.458.)
Nesse período constitui-se uma alegoria, em que eram representadas as armas reais portuguesas ladeadas pelas alegorias da fé e do comércio.
a) Indique um episódio, ocorrido no início da época moderna, em que esses mesmos agentes - Estado, Igreja e mercadores - se associaram.
b) Analise como ocorreu essa associação no episódio indicado, a partir do exame das diferentes atuações e interesses dos três agentes envolvidos.


14. (UFMG) "O tempo concreto da Igreja é (...) o templo dos clérigos, situados pelos ofícios religiosos, pelos sinos que os anunciam, pelo rigor indicado pelos quadrantes solares, imprecisos e variáveis (...) mercadores e artifícios substituem esse tempo da Igreja pelo tempo mais exatamente medido utilizável para as tarefas profanas e laicas, o tempo dos relógios".

(Le Goff, Jacques - Tempo da Igreja, Tempo de Mercados)

Esse trecho refere-se a um aspecto das transformações ocorridas no início dos tempos modernos. Todas as alternativas apresentam outras características desse processo de mudança, exceto:
a) Ascensão da classe senhorial.
b) Desenvolvimento de rotas terrestres e marítimas.
c) Expansão da utilização da moeda.
d) Formação das monarquias nacionais.
e) Renascimento da vida urbana.


 

 Gabarito do seu teste


 


Resposta 01:
a) A política portuguesa de incentivo à navegação tinha como objetivo a descoberta de novas rotas comerciais do Oriente para a Europa, controlando as melhores fontes produtoras de especiarias, ouro, prata, marfim e outros produtos.

b) Utilização da bússola para a orientação dos navegantes e as caravelas.

c) A descoberta dos caminhos para o Oriente pelo Atlântico, no século XV, permitiu aos portugueses o domínio do comércio de especiarias, aumentando os lucros mercantis lusitanos. No século XVI, as viagens portuguesas pelo Atlântico permitiram o desenvolvimento de colônias, principalmente na América.


Resposta 02:
a) A necessidade de metais preciosos para a cunhagem de moedas.

b) A precoce centralização política em Portugal e a tradição econômica do país voltada para a exploração das riquezas do mar.


Resposta 03:
- A Igreja Católica, através das ordens religiosas, particularmente a Companhia de Jesus, agiu como elemento justificador do escravismo negro-africano; realizou a catequese dos gentios nas missões; assumiu o controle da educação, além de participar da organização do aparelho burocrático da colônia.


Resposta 04:
- Portugal reuniu, no século XIV, uma série de fatores que contribuíram para o pioneirismo na expansão comercial marítima. Um deles foi, sem dúvida, a precocidade da formação do Estado Nacional, em relação aos outros países europeus.
- As grandes descobertas e a vultosa empresa mercantil que foram montadas no século XV só se tornaram viáveis graças à aliança entre o rei e a burguesia mercantil. Para isso foi fundamental o apoio do rei ao comércio e à navegação, a superação dos obstáculos à expansão da atividade marítima, a aplicação de uma política mercantilista que iria assegurar a livre circulação do capital comercial.


Resposta 05: letra b


Resposta 06:
Questão 1
Entre outras podemos citar que os reis da Espanha e de Portugal deviam enviar missionários para as suas conquistas, construir igrejas e conventos, fundar paróquias e dioceses, subvencionar o culto, bem como remunerar o clero diocesano, escolher bispos, párocos e missionários, financiar expedições evangelizadoras, preencher cargos e, em circunstâncias especiais, fornecer ajuda aos religiosos, como no caso dos aldeamentos indígenas.
Questão 2
A principal fonte de arregimentação de recursos era o dízimo. A Coroa, mediante o padroado, passava a recolher e administrar o equivalente à décima parte da riqueza social.


Resposta 07: letra e


Resposta 08: letra a


Resposta 09: letra a


Resposta 10: letra c


Resposta 11: letra e


Resposta 12: letra c


Resposta 13:
a) Expansão marítima.

b) Ao Estado interessava se fortalecer política e economicamente a partir da posse de colônias e de metais preciosos; a Igreja, ampliar o número de fiéis e impedir o avanço do protestantismo sobre as colônias e a burguesia visava aumentar o volume de comércio.


Resposta 14: letra a


 

 

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