Principais regras do novo Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa
Pelo
novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa essas são as
novas formas de se escrever. O documento unifica o idioma em
todos os países que o adota e começa a valer a partir de 1º de
janeiro de 2009 no Brasil. Até dezembro de 2012, a forma atual
também é aceita. O resumo tem como colaboradora a professora
Stella Bortoni, linguista da Universidade de Brasília (UnB).
Confira:
Alfabeto
Antes do acordo, tinha 23 letras, agora passa a ter 26. O k, w
e y voltam ao alfabeto oficial, porque o acordo entende que é
um contra-senso haver nomes próprios e abreviaturas com letras
que não estavam no alfabeto oficial (caso de kg e km). Além
disso, são letras usadas pelo português para nomes indígenas
(as línguas indígenas são ágrafas, mas os linguistas
estudiosos desses idiomas assim convencionaram). Na prática:
nenhuma palavra passa a ser escrita com essas letras - “quilo”
não passa a ser “kilo” - por serem “pouco produtivas” ao
português, na opinião da linguista.
Somem da Ortografia
Trema
Desaparecem de toda a escrita os dois pontos usados sobre a
vogal “u” em algumas palavras, mas apenas da escrita. Assim,
em “linguiça”, o “ui” continua a ser pronunciado. Exceção:
nomes próprios, como Hübner.
Acento diferencial
Também somem da escrita. Portanto, pelo (por meio de, ou
preposição + artigo), pêlo (de cachorro, ou substantivo) e
pélo (flexão do verbo pelar) passam a ser escritos da mesma
maneira. Exceções: para os verbos pôr e pode - do contrário,
seria difícil identificar, pelo contexto, se a frase “o país
pode alcançar um grande grau de progresso” está no presente ou
no passado.
Acento circunflexo
Não é mais usado nas palavras terminadas em êem (terceira
pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de
crer, ver, dar…) e em oo (hiato). Caso de crêem, vêem, dêem e
de enjôo e vôo.
Acento agudo
1 - Nos ditongos abertos éi e ói, ele desaparece da
ortografia. Desta forma, “assembléia” e “paranóia” passam a
ser assembleia e paranoia. No caso de “apóio”, o leitor deverá
compreender o contexto em que se insere - em “Eu apoio o
canditato Fulano”, leia-se “eu apóio”, enquanto “Tenho uma
mesa de apoio em meu escritório” continua a ser escrito e lido
da mesma forma.
2 - Desaparecem no i e no u,
após ditongos (união de duas vogais) em palavras com a
penúltima sílaba tônica (que é pronunciada com mais força, a
paroxítona). Caso de feiúra.
Uso do Hífen
Deixa de existir na língua em apenas dois casos:
1 - Quando o segundo elemento
começar com s ou r. Estas devem ser duplicadas. Assim,
contra-regra passa a ser contrarregra, contra-senso passa a
ser contrassenso. Mas há uma exceção: se o prefixo termina em
r, tudo fica como está, ou seja, aquela cola super-resistente
continua a resistir da mesma forma.
2 - Quando o primeiro elemento
termina e o segundo começa com vogal. Ou seja, as rodovias
deixam de ser auto-estradas para se tornarem autoestradas e
aquela aula fora do ambiente da escola passa a ser uma
atividade extraescolar e não mais extra-escolar.
Em Portugal
Caem o “c” e o “p” mudos, como “óptimo” e “acto”. Passam a ser
grafadas como o Brasil já fazia. Palavras como “herva” e
“húmido” também passam a ser escritas como aqui: erva e úmido.
Fonte:
Ministério da Cultura