Quinhentismo
A literatura
informativa, também chamada de literatura dos
viajantes ou dos cronistas, reflexo das grandes
navegações, empenha-se em fazer um levantamento da
terra nova, de sua flora, fauna, de sua gente.
É, portanto, uma
literatura meramente descritiva e, como tal, sem
grande valor literário
A principal característica dessa manifestação é a
exaltação da terra, resultante do assombro do
europeu que vinha de um mundo temperado e se
defrontava com o exotismo e a exuberância de um
mundo tropical.
Com relação à
linguagem, o louvor à terra aparece no uso exagerado
de adjetivos, quase sempre empregados no superlativo
(belo é belíssimo, lindo é lindíssimo etc)
O melhor exemplo da
escola quinhentista brasileira é Pero Vaz de
Caminha. Sua "Carta a El Rei Dom Manuel sobre o
achamento do Brasil", além do inestimável valor
histórico, é um trabalho de bom nível literário.
O texto da carta
mostra claramente o duplo objetivo que, segundo
Caminha, impulsionava os portugueses para as
aventuras marítimas, isto é, a conquista dos bens
materiais e a dilatação da fé cristã
Literatura jesuíta - Conseqüência da Contra
Reforma, a principal preocupação dos jesuítas era o
trabalho de catequese, objetivo que determinou toda
a sua produção literária, tanto na poesia quanto no
teatro.
Mesmo assim, do ponto
de vista estético, foi a melhor produção literária
do Quinhentismo brasileiro.
Além da poesia de
devoção, os jesuítas cultivaram o teatro de caráter
pedagógico, baseado em trechos bíblicos, e as cartas
que informavam aos superiores na Europa sobre o
andamento dos trabalhos na colônia.
Não se pode comentar, no entanto, a literatura dos
jesuítas sem referências ao que o padre José de
Anchieta representa para o Quinhentismo brasileiro.
Chamado pelos índios
de "Grande Piahy" (supremo pajé branco), Anchieta
veio para o Brasil em 1553 e, no ano seguinte,
fundou um colégio no planalto paulista, a partir do
qual surgiu a cidade de São Paulo.
Ao realizar um
exaustivo trabalho de catequese, José de Anchieta
deixou uma fabulosa herança literária: a primeira
gramática do tupi-guarani, insuperável cartilha para
o ensino da língua dos nativos; várias poesias no
estilo do verso medieval; e diversos autos, segundo
o modelo deixado pelo poeta português Gil Vicente,
que agrega à moral religiosa católica os costumes
dos indígenas, sempre com a preocupação de
caracterizar os extremos, como o bem e o mal, o anjo
e o diabo.
Conheça os
principais autores brasileiros do quinhentismo
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