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Centenário Machado de Assis (1839-1908)
O centenário da morte
de Machado de Assis é momento para se revisar um
tesouro e, também, para colocarmos perguntas
fundamentais à sociedade brasileira sobre nossa
literatura e nossa cultura, de fazermos o confronto
com os valores do tempo dele.
Joaquim Maria
Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo,
jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e
ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21
de junho de 1839, tinha saúde frágil, epilético era
gago e era filho de um operário mestiço de negro e
português. Casa de Rui Barbosa cria página
eletrônica em homenagem ao escritor
Em comemoração ao
Centenário de Machado de Assis - considerado um dos
mais importantes nomes da literatura do país - uma
equipe de pesquisadores, e bolsistas de iniciação
científica da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)
produziram um site com biografia, bibliografia,
artigos e busca de citações nos contos e romances do
escritor brasileiro.
Na página eletrônica www.machadodeassis.net, o
amante da história machadiana encontrará uma
biografia resumida do autor; bibliografia básica,
com cerca de 30 títulos de livros; artigos sobre a
obra de Machado de Assis; ferramenta de busca de
citações e alusões a fatos históricos ou a
personagens; dentre outras interatividades.
Jornalista, cronista, contista, romancista, poeta e
teatrólogo, Joaquim Maria de Machado de Assis nasceu
em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro, cidade
onde também faleceu, em 29 de setembro de 1908.
Filho de um operário e uma dona de casa, perdeu a
mãe muito cedo e, como não teve condições de
realizar estudos regulares, foi um autodidata. É o
fundador da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de
Letras (ABL), tendo sido seu primeiro presidente,
cargo que ocupou por mais de dez anos.
Na verdade Machado
é um escritor que, embora geograficamente limitado à
sua província, aos seus amigos, à sua cidade, é
também um homem universal, porque o que ele reflete,
o que ele pensa, é de tal ordem, que os
acontecimentos que passavam pelo mundo encontravam
sempre no comentário do cronista a expressão
correspondente de um homem absolutamente atualizado.
Além do esforço intelectual, notável em vista da sua
origem humilde e da cor, em país de convivência
racial porém de preconceito, distingue-o a
concentração na análise das paixões humanas, que
dele faz um prosador conceptual.
Sua obra abrange,
praticamente, todos os gêneros literários. Na
poesia, inicia com o Romantismo de Crisálidas (1864)
e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em
Americanas (1875) e o Parnasianismo em Ocidentais
(1897-1880). Paralelamente, apareceram as coletâneas
de Contos Fluminenses (1870) e Histórias da
Meia-Noite (1873), e os romances Ressurreição
(1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá
Garcia (1878).
Depois, Machado de Assis entrou na grande fase das
obras-primas - Memórias Póstumas de Brás Cubas
(1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899),
Esaú e Jacob (1904) e Memorial de Aires (1908) -,
que fogem a qualquer denominação de escola literária
e que o tornaram o escritor maior das letras
brasileiras e um dos mais significativos autores da
Literatura de língua portuguesa.
Sua obra inclui poesias, peças de teatro e crítica
literária, destacam-se o romance e o conto. Em seus
romances e contos, e também nas crônicas políticas,
é possível acompanhar-se a história dos últimos 50
anos do século 19 no Rio de Janeiro. Com base em
textos machadianos, aspectos do poder e das funções
institucionais, a emergência dos militares como
camada social representativa, o poder do clero, os
limitados meios de ascensão social, favoráveis
apenas aos comerciantes e financistas especuladores
— uma vez que até os homens de letras eram
marginalizados em sociedade governada pelo dinheiro
oriundo, em grande parte, das heranças e do título
nobiliárquico.
Efetivamente os
romances de Machado são textos influentes e nos
permite ver o alcance da visão deste grande
escritor, atento às grandes produções literárias,
crítico em relação às tendências de seu tempo. A
obra deste grande escritor é sempre um ponto de
partida para outras obras, outros pensamentos,
outros mundos e isso é apenas mais um elemento que
constitui a sua grande força.
O estilo literário deste autor tem inspirado muitos
escritores brasileiros ao longo do tempo e sua obra
tem sido adaptada para a televisão, o teatro e o
cinema. A galeria de tipos e personagens que criou
revela o autor como um mestre da observação
psicológica.
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