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HISTÓRIA

Corrida Espacial

 



 

 

- CORRIDA ESPACIAL -

 

 

GUERRA FRIA

 

Depois da Segunda Guerra Mundial, havia duas superpotências econômicas e militares: os EUA e a URSS. Os EUA lideravam o bloco de países capitalistas e a URSS liderava o bloco socialista.

A tensão permanente entre esses rivais caracterizou a época da Guerra Fria. Período assustador, em que o mundo viveu o perigo de uma nova guerra mundial. Essa disputa foi o grande impulso para a exploração espacial e resultou em grandes avanços científicos e tecnológicos além de muitas descobertas importantes.

 

 

CORRIDA ESPACIAL

 

O passo inicial foi dado em 1957 pela URSS que tiveram uma importância muito grande para a historia da exploração espacial, pois lançaram o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial a entrar em órbita. Uma semana depois, foi lançado o Sputnik 2, com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ir para o espaço. O treinamento dos astronautas soviéticos era rígido e bem planejado. Os soviéticos supunham que as condições de um vôo espacial era severas e que só "super-homens" poderiam suportá-la.  Quatro meses após o lançamento da Sputnik I, os EUA responderam com seu primeiro satélite, o Explorer I, em 31 de janeiro de 1958 e depois criando a Nasa (National Aeronautics & Space Administration), responsável pelo programa espacial do país.

A partir de 1960, o principal objetivo das viagens espaciais passou a ser o envio do homem ao espaço. De novo a União Soviética saiu na frente, lançando em 1961 a viagem tripulada por Iuri Gagarin em um vôo orbital de 48 minutos, a bordo da nave Vostok I. O vôo de Gagarin ocorreu em 12 de Abril de 1961. Neste vôo ele disse a famosa frase: "A Terra é azul, e eu não vi Deus". Em 62, os americanos enviaram John Glenn para o espaço.

O número de satélites artificiais terrestres e sondas espaciais lançados pelos EUA e pela URSS multiplicaram-se nos primeiros anos da corrida espacial. Aos Sputniks da URSS seguiram-se, além do Explorer I, as Vanguard I, II e III dos EUA, e uma grande quantidade de satélites de comunicação, meteorológicos e espiões. Por volta da metade da década de 1960 ambos, EUA e URSS, haviam lançado Além das Sputniks, os soviéticos haviam lançado 12 satélites da série Cosmos, e os EUA haviam lançado 16 satélites Explorers e mais 38 satélites de reconhecimento Discoverer, só para citar alguns.

Na década de 60 havia o interesse de explorar Marte. Então, em 1962 houve o envio de Marte 1, feito pelos soviéticos, para o espaço, com o objetivo de explorar Marte. Mas acabou perdendo contato com a Terra no caminho. Os EUA também fracassaram em 1964 quando mandaram a Mariner 3 e os painéis solares não se abriram. No mesmo ano, os americanos enviaram a Mariner 4 que orbitou a 9.920 km de Marte e enviou 22 fotos, as primeiras da superfície deserta e cheia de crateras. A URSS faz uma nova tentativa em 1971 enviando Marte 2, que acaba sendo destruída por uma tempestade de areia. Logo depois enviam Marte 3, que fez o primeiro pouso bem sucedido, apesar de ter enviado informações durante apenas 20 segundos.

O projeto soviético para enviar o homem à Lua começou com a nave Soyuz 1, mas dessa vez os americanos que alcançaram o objetivo primeiro. O projeto americano, o Projeto Apollo, tinha como objetivo enviar homens à Lua e trazê-los de volta a salvo, sendo que a possibilidade de não dar certo era muito grande. Foram enviadas ao todo 17 naves. Delas, somente 6 cumpriram sua missão de pousar em solo lunar. A missão Apollo 11 pousou na superfície lunar em 20 de Julho de 1969, em um local chamado "Sea of Tranquility" (Mar da Tranquilidade). Neil Armstrong (que disse a famosa frase: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade") e Edwin Aldrin tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar e deram fim a corrida espacial.

O fracasso soviético pode ser atribuído a muitas causas, entre elas a morte prematura do engenheiro-chefe do programa, Sergei Korolev em 1966, a morte em 1967 do astronauta Vladimir Komarov durante o pouso devido a graves problemas técnicos com a nave Soyuz 1 causando um atraso de 18 meses no programa espacial Soviético e, finalmente, a explosão na plataforma de lançamento, do maior foguete já construído, o N1 em 1969, que matou muitos engenheiros e técnicos do programa. Estes fatos somados a falta de verbas, pouco controle de qualidade da indústria soviética e o desinteresse dos militares da cúpula do regime com o programa espacial foram os principais motivos deste fracasso. 

Em 1970, o objetivo passou a ser a pesquisa científica e tecnológica para criação e aperfeiçoamento de estações espaciais, sondas e ônibus espaciais. A União Soviética saiu na frente com a estação espacial Salyut, lançada em 19 de abril de 1971, para a realização de vários estudos sobre a ausência da gravidade. Em resposta, os americanos lançaram, em maio de 1973, a Skylab. Em 1986, a URSS lançou a Mir, que continua funcionando, mas que deve ser desativada.

Em 1977 foi lançada a sonda americana Voyager 1, que foi a Júpiter e a Saturno e a Voyager 2, lançada no mesmo ano, que visitou Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As duas sondas encontram-se agora fora do sistema solar.

Em 1989 foi lançada a nave Galileu, que passou pelas órbitas da Terra, da Lua e de Vênus até chegar a Júpiter. Em dezembro de 1995 a sonda Galileu enviou informações importantes para a Nasa durante 75 minutos. Os dados eram sobre a estrutura e composição do planeta. A sonda foi destruída pela enorme pressão atmosférica à qual estava submetida.

Em 1989 criou-se um observatório no sul do Arizona, pelos EUA, e em 1995 criou-se outro no Havaí, também criado pelos EUA.

Os ônibus espaciais também entraram em órbita na década de 80. Em resposta ao ônibus norte-americano (Space Shuttle), da Nasa, a Rússia lançou o Buran, que fez apenas um vôo com piloto automático.

Finalmente, com o fim do comunismo, a URSS desmoronou, em 1991, e seu programa espacial foi herdado pela Rússia. Atualmente, a Rússia participa da construção da Estação Espacial Internacional.

Outros projetos espaciais relevantes foram realizados após a Guerra Fria, mesmo com uma grande crise econômica que assolava os países investidores. O Telescópio Espacial Hubble, a nave Galileu, a Estação Espacial Internacional Alpha, a exploração de Marte e o Neat (Programas de Rastreamento de Asteróides Próximos da Terra) fazem parte dessa geração.

 

 

TEORIA DE QUE OS AMERICANOS NÃO PISARAM NA LUA EM 1969

 

1) ESTRELAS NO CÉU

 

  • Por que é verdade

 

Nas fotos da Nasa, não se vêem estrelas. Como na Lua não há atmosfera, elas deveriam estar bem mais nítidas. As estrelas teriam sido, então, apagadas das fotos! Isso evitaria que os astrônomos, observando a posição delas, provassem que as imagens foram feitas na Terra ou que foi tudo filmado num estúdio!

 

  • Por que é mentira

 

         Para fotografar objetos que emitem pouca luz, como estrelas, é preciso expor o filme por um tempo maior ou usar um filme muito sensível. Por causa da alta exposição à luz solar e das roupas brancas dos astronautas, isso poderia queimar fotos históricas.

 

2) LUZ NA ESCURIDÃO

 

§         Por que é verdade

 

         Num quarto escuro, com só uma fonte de luz, você não vê nada fora desse feixe – os objetos só são vistos quando refletem uma luz. Como na Lua não tem atmosfera – que reflete a luz solar – seria impossível ver os astronautas em áreas de sombra, como aconteceu em algumas fotos. A não ser que um refletor de imagem estivesse em ação!    

 

§         Por que é mentira

 

         O Sol não é a única fonte de luz na Lua. O solo lunar tem silicatos brilhantes que refletem de volta uma parte considerável da luz solar. Isso explica a visibilidade de objetos que, nas fotos, estão em áreas de sombra.

 

3) VISÃO DA TERRA

 

§         Por que é verdade

 

O tamanho da Terra no céu da Lua deveria ser 13,5 vezes maior do que o tamanho com que a gente enxerga a lua aqui da Terra. As fotos da agência espacial americana, porém, não mostram essa proporção. A Terra parece bem menor do que deveria ser. Foi, sem dúvida, um dos principais furos da megaprodução feita para a TV!

 

§         Por que é mentira

 

         O problema eram as lentes das máquinas. Apesar de serem de 70mm, o dobro de uma câmera comum, não eram suficientes para captar uma boa imagem da Terra. Se você fotografar uma Lua cheia com uma câmera comum, não verá muito mais que um pontinho de luz.    

 

4) SOMBRA VARIÁVEL

 

§         Por que é verdade

        

Se na Lua só existe uma fonte de luz (o Sol), uma mesma foto não poderia mostrar sombras de astronautas próximos um do outro com tamanhos diferentes. Isso só aconteceria se, mais uma vez, refletores e luminárias de um set de filmagem estivessem ajudando na iluminação!

 

§         Por que é mentira

        

         O solo da lua, como o da Terra, é irregular. Dois astronautas posicionados em níveis diferentes produzem sombras de diferentes tamanhos em qualquer lugar no Universo. Até mesmo alguns conspiracionistas admitem isso.

 

5) FLAGRA SUSPEITO

 

§         Por que é verdade

 

Para montar uma farsa tão realista, a Nasa recorreu ao diretor Stanley Kubric, que na época havia feito um dos maiores filmes de ficção científica do cinema, 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968). Uma foto com Kubric dirigindo a filmagem secreta vazou!

 

§         Por que é mentira

        

A suposta foto com Stanley Kubric agachado mostra, na verdade, uma outra pessoa. Essa foto retrataria um técnico da Nasa em um dos vários ensaios feitos pelos astronautas para a missão.

 

6) BANDEIRA DOS EUA

 

§         Por que é verdade

Sem atmosfera, na Lua não há vento. Então, seria impossível a bandeira fincada pelos astronautas americanos aparecer tremulando nas fotos. A não ser, claro, que fosse tudo armação!  

 

§         Por que é mentira

        

Além do mastro, a bandeira americana tinha duas hastes nas extremidades para mantê-la esticada. Porém os astronautas não conseguiram armar a haste inferior e tiveram que esticá-la manualmente. O que se vê nas fotos, portanto, não é a bandeira tremulando, mas os vincos das dobras.

 

FONTE: Revista Mundo Estranho, http://www.comciencia.br/reportagens/espaco/espc09.htm,
Colaboração de Isabella Santos

 


 
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