Formações
Fitogeográficas do Brasil |
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Formações
Fitogeográficas do Brasil
Fitogeografia vem do grego, phytón (planta), geó
(terra), grap de grapheîn (descrever), ou seja,
descrição da distribuição geográfica das plantas,
vegetais nas diversas regiões do globo conforme as
zonas climáticas e factores que possibilitam a sua
adaptação.
No Brasil ela está dividida em nove partes:
Caatinga, Mata de Araucária, Cerrado, Mata
Atlântica, Floresta Amazônica, Pampas, Mangue, Mata
dos Cocais, Complexo do Pantanal. Vamos falar de
cada uma separadamente:
CAATINGA
Nome de origem tupi-garani que significa mata
branca. É o principal ecossistema existente na
Região Nordeste, estendendo-se pelo domínio de
climas semi-áridos, numa área de 73.683.649
hectares, 6,83% do território nacional. Ocupa os
estados da BA, CE, PI, PE, RN, PB, SE, AL, MA e MG.
É um bioma único, pois apesar de estar localizado em
área de clima semi-árido, apresenta grande variedade
de paisagens, relativa riqueza biológica.
Chove 2 a 4 meses, depois um longo período sem
chuva. Petrolina é a cidade com o menor índice de
chuvas no verão. Os rios secam no verão, com exceção
de alguns, como o São Francisco.
É dominada por tipos de vegetação xerófilas (plantas
adaptadas à aridez) com arbustos e árvores de porte
baixo ou médio, e plantas caducifólias (folhas que
caem na seca) e também, grande quantidade de plantas
espinhosas (exemplo: leguminosas), entremeadas de
outras espécies como as cactáceas e as bromeliáceas.
O solo é tipo litosolo. Sofre pouco intemperismo
químico, dado a pouca chuva, no entanto sofre
bastante a ação do intemperismo físico,
principalmente pela ação dos raios solares.
O desmatamento e as queimadas são práticas comuns no
preparo da terra para a agropecuária que, além de
destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção
de populações da fauna silvestre, a qualidade da
água, e o equilíbrio do clima e do solo.
Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já
foram destruídos.
MATA DE ARAUCÁRIA
A mata de Araucárias recebe esse nome porque a
espécie vegetal predominante é Araucaria
angustifolia ou Pinheiro-do-Paraná. Também é chamada
de Mata dos Pinhais, Mata Temperada de Pinheiros,
abrange Paraná e Santa Catarina. Encontram-se também
outros tipos de vegetais, como: cedro, gameleira,
angico, imbuia, podocarpos, erva-mate etc.
O clima é quente temperado sempre úmido. Verão
bastante quente e inverno razoavelmente frio. Não é
clima temperado típico. Chuvas regulares. A
topografia é suave, ligeiramente ondulante. O solo é
razoavelmente fértil, às vezes manchas de
terra-rocha.
A exploração madeireira é a responsável direta pela
ameaça à Imbuia, assim como ao Pinheiro-do-Paraná,
que é uma das espécies mais extraídas do sul do
Brasil. A destruição dessas matas, sem deixar
reservas em seu lugar, vem aumentando gradativamente
a variação das precipitações na região Sul. Existem
atualmente, segundo estimativas, cerca de 200 mil
hectares que representam 5% da área original. Sua
fauna é constituída de diversas espécies de roedores
que se alimentam do Pinhão, além de inúmeras aves e
insetos. É uma floresta homogênea, de fácil
penetração e aciculifoliada (folhas em forma de
agulha).
CERRADO
O Cerrado é conhecido também por Savana brasileira,
pois é considerado como um ecossistema tropical de
Savana, com similares na África e na Austrália.
Também é reconhecido como o bioma mais rico do mundo
em biodiversidade com a presença de diversos
ecossistemas, pois contém riquíssima flora com mais
de 10.000 espécies de plantas.
Está distribuído principalmente, pelo Planalto
Central Brasileiro, nos Estados de GO, TO, MT, MS,
parte de MG, BA e DF, abrangendo 196.776.853
hectares, cobrindo 25% do território brasileiro,
ocupando, aproximadamente dois milhões de
quilômetros quadrados. O clima é tropical, com uma
estação de seca bem pronunciada. A vegetação típica
que ocorre no Cerrado possui seus troncos tortuosos,
de baixo porte, ramos retorcidos, cascas espessas e
folhas grossas, contudo essa vegetação nativa do
Cerrado não apresenta essa característica pela falta
de água, mas sim, devido a outros fatores edáficos
(de solo), como o desequilíbrio no teor de micro
nutrientes (como exemplo o alumínio). O Cerrado
contém basicamente dois estratos: um superior,
formado por árvores e arbustos dotados de raízes
profundas que lhes permitem atingir o lençol
freático, situado entre 15 a 20 metros; e um
inferior, composto por um tapete de gramíneas de
aspecto rasteiro, com raízes pouco profundas, no
qual a intensidade luminosa que as atinge é alta, em
relação ao espaçamento. Na época seca, este tapete
rasteiro parece palha, favorecendo, sobremaneira, a
propagação de incêndios.
Há outras áreas de Cerrado, chamadas periféricas ou
ecótonos (transições com os biomas Amazônia, Mata
Atlântica e Caatinga). São, assim, reconhecidos
devido às suas diversas formações ecossistêmicas.
Sob o ponto de vista fisionômico temos: o cerradão,
o cerrado típico, o campo cerrado, o campo sujo, e o
campo limpo que apresentam altura e biomassa vegetal
em ordem decrescente. O cerradão é a única formação
florestal.
A partir da década de 1990, governos e diversos
setores organizados da sociedade debatem como
conservar o que restou do Cerrado, com a finalidade
de buscar tecnologias embasadas no uso adequado dos
recursos hídricos, na extração de produtos vegetais
nativos, nos criadouros de animais silvestres, no
ecoturismo e outras iniciativas que possibilitem um
modelo de desenvolvimento sustentável e justo. Em
2001, o Cerrado foi declarado "Sítio do Patrimônio
Mundial" pela UNESCO.
Fontes: wikipedia.org/wiki/Geografia_do_Brasil e
ibama.gov.br/ecossistemas/ -
Colaboração de Isabele Santos e Clarissa Bianco |
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