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Estado de Mato Grosso
Limita-se ao norte com o Amazonas e o Pará, a leste com o Tocantins e o
Goiás, ao sul com o Mato Grosso do Sul e a oeste com Rondônia e a Bolívia.
Também conhecido como Terra dos Índios Cavaleiros,
está localizado na parte ocidental da Região Centro Oeste do País e ocupa
área de 906.806,9 km2. Seu
território é caracterizado pela predominância de planaltos, apresentando
também chapadas e planícies inundáveis. Nele se encontra parte do Pantanal Matogrossense, extensa baixada na porção centro-ocidental do Estado. O clima
é tropical semi-úmido e tropical de altitude, com chuvas de verão e inverno
seco. A temperatura média na maior parte do Estado varia entre 23º e 26 ºC. O
índice pluviométrico varia de 1.500 mm a 2.000 mm por ano.
A bacia hidrográfica ocupa toda a extensão do Estado e se
encontra distribuída entre as Bacias Amazônica, com 615.020,1 km2 e do
Tocantins, com 116.486,5 km2. Os rios Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia,
Paraguai, Piqueri, São Lourenço, o Rio das Mortes e o rio Cuiabá
encontram-se entre os mais importantes do Estado.
A energia elétrica produzida no Estado é fornecida por usinas hidrelétricas
e termelétricas, cuja capacidade total alcança 436 milhões de MW.
O Estado possui 82.004 km de rodovias, 4,8% dos quais estão pavimentados.
A população do Estado de Mato Grosso é de 2.177.602 habitantes, distribuídos
entre 117 municípios, com densidade populacional de 2,4 habitantes por km2.
A população na faixa etária de 0 a 14 anos representa 37,7%, entre
15 e 59 anos representa 57,9% e acima de 60 anos representa 4,4%. A maior parte da população, 73,23%,
vive nas áreas urbanas, e na zona rural 26,77%. Cuiabá, a capital, é também a cidade mais importante e mais populosa
do Estado, seguem-lhe as cidades de Várzea Grande,
Rondonópolis, Cáceres, e Barra do Garças. A taxa de
mortalidade do Estado de Mato Grosso é de 4,4 por mil habitantes. No que se
refere à mortalidade infantil, a taxa é de 27 mortes antes de completar um
ano de vida, por cada grupo de mil nascidos vivos.
O índice de alfabetização no Estado de Mato Grosso é de 80,5 %.
Economia - As atividades econômicas do Estado de Mato Grosso
baseiam-se na agricultura, pecuária e indústria extrativista — madeira,
mineração e borracha. Entre os principais produtos agrícolas cultivados no
Estado destacam-se a cana-de-açúcar, a soja, o milho e o arroz. O rebanho bovino, a criação de
galináceos e os suínos. Existem jazidas significativas de calcário
e ouro. Embora pequeno, o parque industrial do Estado envolve indústrias
alimentícias e metalúrgicas. A indústria do turismo ecológico vem se
desenvolvendo no Estado, aproveitando o potencial natural oferecido pelo
Pantanal, Chapada dos Guimarães e as belíssimas praias do rio Araguaia,
entre outros atrativos.
Formação Histórica - Os bandeirantes e
aventureiros foram os primeiros colonizadores a chegar ao interior da América do Sul,
e foram atraídos pelos
fantásticos relatos sobre imensas riquezas existentes naquela região. O
pioneiro da penetração na área foi o português Pedro Aleixo Garcia, que ali chegou em 1525. Pelo Tratado de
Tordesilhas, a região pertencia à Espanha e jesuítas espanhóis começaram a
fundar missões entre os rios Paraná e Paraguai desde o início do século
XVII. A descoberta de ouro em grande quantidade a partir de então, passou a
atrair maior número de desbravadores, o que acelerou o povoamento da área.
Em 1748, Portugal expandiu seus domínios e criou a capitania de Mato Grosso,
construindo vilas e fortes para protegê-la dos espanhóis, até que Espanha e
Portugal definissem suas fronteiras, pelos Tratados de Madri (1750) e Santo
Ildefonso (1777).
Com o declínio na produção de ouro, a partir do início do século XIX, a
economia da região passou por um período de decadência. Em 1892, ocorreu no
Estado um movimento separatista fracassado contra o Governo Federal do
Presidente Floriano Peixoto. Em 1917, o Estado sofreu intervenção federal em
função de sérias disputas ocorridas entre o norte e o sul. Na primeira
metade do século XX, com a chegada de seringueiros, criadores de gado e
exploradores de erva-mate à região, o crescimento econômico foi retomado. Em
1977, o Estado foi desmembrado, com a criação do Estado de Mato Grosso do
Sul.
A denominação Mato Grosso tem origem em meados da década de 1730, e foi dada
pelos exploradores que chegaram a uma região do atual Estado, onde as
matas eram muito espessas. Embora a vegetação do Estado não seja cerrada e
densa em toda a sua superfície, o nome foi mantido e se tornou oficial a
partir da Carta Régia de 9 de maio de 1748.
Cuiabá - Capital do Estado de Mato Grosso desde 1823, o município de Cuiabá
ocupa área de 12.790 km2, a uma altitude de 176 m. O clima é
quente durante todo o ano, com temperaturas médias de 30º e precipitação
anual de aproximadamente 1.400 mm.
A história do município tem início em 1718, quando dois bandeirantes de São
Paulo, Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil, encontraram ricas jazidas de
ouro próximas aos rios Cuiabá e Coxipó. No ano seguinte, os agrupamentos de
garimpeiros transformaram-se no Arraial de Cuiabá, sob a direção de Moreira
Cabral. Em 1727, o povoado recebeu o status de "vila", tornando-se cidade em
1818.
A economia do município de Cuiabá baseia-se na agricultura, na pecuária, no
comércio e no setor de serviços. Entre as principais lavouras cultivadas no
município encontram-se a mandioca, a cana-de-açúcar, o milho, a soja, o
feijão e a laranja.
Os principais pontos turísticos da cidade de Cuiabá incluem o Museu de Arte
Sacra, situado na Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho, na Praça do
Seminário; o Museu de Arte e Cultura Popular, vinculado à Universidade
Federal de Mato Grosso; o Museu de História Natural e Antropologia; o Museu
Histórico da Fundação Cultural de Mato Grosso; o Museu do Artesanato,
situado na Casa do Artesão; o Museu Rondon, também conhecido como Museu do
Índio, que possui vasta coleção de armas e instrumentos utilizados pelos
indígenas da região; a Casa Artíndia, loja comercial administrada pela
Fundação Nacional do Índio (FUNAI), onde podem ser encontrados artigos
artesanais diversos, feitos pelos indígenas; e a Capela de São Benedito,
edificação em estilo colonial, datada de 1722.
Indígenas - No Estado de Mato Grosso concentra-se uma das maiores
comunidades indígenas do País. Existem atualmente 16 mil índios vivendo no
Estado, espalhados em 57 grupos, que vivem numa área de 17.342.409 hectares.
Um total de 11.015.459 hectares dessa área já está demarcado pelo Governo
Federal, onde vivem 38 comunidades. As 19
tribos restantes, encontram-se
em áreas reservadas, mas ainda não definitivamente demarcadas pela FUNAI.
São ao todo 39 os municípios onde existem comunidades indígenas no Estado de
Mato Grosso.
Pantanal - O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense ocupa área total de
10 mil hectares, localizada nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A área que se encontra no Estado de Mato Grosso abrange 140 hectares e está
localizada no município de Poconé. Constitui reserva natural e vem sendo objeto de cuidadosa
preservação por parte do Estado.
A região conhecida como Complexo do Pantanal é muito procurada por turistas
de todas as partes do mundo, por apresentar grande diversidade de fauna e
flora tropical, com espécies típicas de florestas, cerrado, campos e
caatinga. Nela se encontra também grande variedade de animais selvagens,
entre eles: felinos predadores, jacarés, crocodilos, cobras gigantes, capivaras, e
muitas espécies de pássaros. No período das chuvas, a área fica quase
totalmente inundada, fazendo crescer as gramíneas, que são utilizadas como
pastagens no período seco.
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães - A área foi descoberta por
bandeirantes que exploravam a região em busca de ouro e pedras preciosas no
século XVIII. Com 33.000 hectares de extensão, o parque encontra-se
localizado a 64 km da cidade de Cuiabá, na direção nordeste. Nele podem ser
encontrados 32 sítios arqueológicos diferentes, nos quais existem diversos
tipos de rochas cobertas por inscrições muito antigas. Há ainda cerca de 200
cachoeiras diferentes, com águas que caem ao longo de paredões íngremes de
rochas, chegando a alcançar mais de 50 metros de altura, e formações
rochosas gigantes, moldadas pelo efeito das erosões ao longo do tempo. A
maior cachoeira da região chama-se Véu da Noiva e apresenta queda
deslumbrante de 86 metros de altura. Destacam-se, também, como importantes
pontos turísticos do parque, a cachoeira de Salgadeira, cuja queda alcança
10 metros de altura ao longo de rochas de cor avermelhada e formatos
originais; a Cachoeirinha; a queda das Andorinhas; e a Casa de Pedra, uma
caverna de razoáveis proporções, incrustada no relevo rochoso do local.
Ao sul do Parque Nacional, encontra-se a cidade de Chapada dos Guimarães. Fundada como pequena aldeia no século
XVIII, a cidade preserva hoje muitas edificações datadas daquela época,
entre as quais se destaca a igreja de Nossa Senhora Santana, construída em
1779. Exatamente a 8 km da cidade, no alto de um terraço de onde pode ser
descortinada linda paisagem da região, encontra-se o Ponto Geodésico da
América do Sul, que marca o centro geográfico do continente.
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