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Período Arcaico
A Evolução política
A colonização provocada pela primeira Diáspora tinha
ampliado os horizontes do mundo grego; o contato dos
colonos com a metrópole era cada vez mais intenso; e
o mar Egeu se transformou num ativo centro de
comércio.
Apesar de não ter
participado ativamente da colonização, Atenas foi
beneficiada devido a sua estratégica posição
geográfica, transformando-se num centro distribuidor
no meio do Egeu.
Como resultado, os
comerciantes e artesãos tornaram-se cada vez mais
numerosos e iniciaram um processo de ascensão na
escala social. E em breve eles começariam a fazer
oposição a oligarquia dos eupátridas.
Assim, as classes
fortalecidas pelo comércio desejavam participar da
vida política de Atenas, monopolizadas pelas
aristocracias.
As camadas mais pobres
exigiam a repartição das terras e a limitação do
poder aristocrático. Houve uma reforma iniciada
pelos legisladores numa tentativa de solução
pacífica para o conflito social e político.
Dracón codificou a
lei, até então oral. Sólon estabeleceu um critério
econômico de participação política e aboliu a
escravidão por dívida.
Os tiranos apareceram quando as tensões sociais se
tornaram mais agudas; eles se aproveitaram das
tensões sociais para tomar o poder.
Os tiranos governavam
em nome das camadas populares. Mas, foi Clístenes
que realizou as reformas que implantaram a
democracia em Atenas.
O direito a
participação política foi estendida a todos os
cidadãos; a participação tornou-se direta, segundo o
critério do sorteio, que tomava por base as 10
tribos políticas.
O governo passou a ser
exercido então por três poderes: legislativo
(conselho e Assembléia ), judiciário e executivo.
Foi instituído também o ostracismo, o exílio dos
maus cidadãos.
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