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Período Arcaico
séculos VIII-VI a.C.
ESPARTA
Esparta foi uma das primeiras Cidades–Estado a
surgir na Grécia.
Em termos sociais Esparta apresentava 3 camadas
básicas:
- os dórios,
- aqueus e
- os escravos.
Os dórios eram a
camada social dominante, eram guerreiros por
excelência e recebiam uma educação militar especial.
Os aqueus, habitantes
da periferia, eram chamados de periecos; suas
condições materiais eram boas, mas não tinham
direitos políticos.
Os escravos eram
denominados hilotas. Não eram protegidos pela
lei e a sua condição humana era uma das mais
miseráveis do mundo antigo.
Na constituição espartana o poder legislativo era
exercido pela Assembléia que tinha plenos poderes
nas guerras e práticas religiosas. Os Reis
executavam as determinações da Assembléia.
Nesse período houve uma guerra travada na Messênia,
em duas etapas, provocando mudanças sensíveis na
estrutura econômica, social e política de Esparta,
por causa do grande número de escravos, que passaram
a constituir uma ameaça permanente para os
espartiatas.
Uma das mudanças foi a
divisão nas três camadas sociais básicas: dórios,
aqueus e hilotas.
A constituição foi modificada eoO poder passou para
os gerontes, membros do conselho. Estes consultavam
formalmente a Assembléia. O executivo era exercido
pelos Reis e pelos éforos (vigilantes do rei).
A educação espartana visava exclusivamente o
interesse do Estado. Limitava o espiríto crítico
através do laconismo (falar tudo de maneira
sintética) e da xenofobia (aversão a estrangeiros).
Para realizar a
educação o Estado selecionava os mais fortes e os
mais hábeis.
Até os 7 anos as
crianças ficavam com as mães; dos 7 aos 12 meninos e
meninas recebiam educação cívica; dos 12 aos 17 anos
os rapazes recebiam treinamento militar;
submetendo-se no fim a provas da kripitia,
que lhes permitia tornarem–se cidadãos.
O assassinato sistemático de escravos limitava o seu
crescimento, afastando assim os perigos de revoltas.
Mas o sistema limitava
também o crescimento dos espartíatas.
A mulher espartana era
muito livre, dedicada ao Estado; a sua função era
procriar os filhos e indispensáveis a supremacia do
espartíatas.
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