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Nietzsche -
Niilismo
O que é niilismo?
Do latin – Nihilismus.
Doutrina segundo a qual não existe qualquer verdade
moral ou hierarquia de valores. Em Nietzsche é
empregado como para qualificar sua oposição radical
aos valores morais tradicionais e às tradicionais
crenças. Os valores devem ser afirmativos da
existência real do homem, de sua vontade e não da
tradição.
A decadência dos
valores teria surgido com Sócrates, que elevou a
questão da moral ao comportamento humano,
desvinculando-o do prazer que deveria ser buscado
por todos.
A moral defendida por
Nietzsche é radical, anticristã e o seu objetivo é o
poder, a força e vê na compaixão uma fraqueza a ser
combatida.
O Eterno Retorno
É a fórmula que pode
sintetizar todo o pensamento de Nietzsche. Ele ataca
o platonismo (dualismo platônico) e o paraíso
cristão (mundo divino). Para ele só esse mundo é
real com suas constantes mudanças. Há apenas
perspectivas diferentes sobre um real em
transformação e que se repete num eterno retorno
→
teste pelo qual o homem deveria
passar: a vida,
revivida inúmeras vezes, não trazendo nada de novo o
que pode levar o homem à destruição ou exaltação,
dependendo de sua capacidade para superar e admitir
essa contínua repetição. Deve-se aceitar a vida como
ela é.
O super-homem
Übermensche: aceitar a
vida não é o mesmo que aceitar o homem. O
super-homem é a vontade de poder, determinando a
nova ordem de valores. É o líder guerreiro,
altamente disciplinado. É o novo homem que quebrará
as velhas cadeias e criará um novo sentido na terra.
É o homem que vai além do homem. O cristianismo doma
o espírito e enfraquece a vontade de poder, da
conquista, da paixão. O santo cristão é o resultado
do medo do inferno e não do amor à humanidade.
A racionalização
histórica levava o homem a "perder-se ou destruir
seu instinto fazendo com que ele não ouse soltar o
freio do 'animal divino' quando a sua inteligência
vacila e o seu caminho passa por desertos. A idéia
da necessidade da formação de uma nova elite - não
contaminada pelo cristianismo e pelo liberalismo - e
que ao mesmo tempo os transcendesse, acometeu
Nietzsche desde muito cedo. mostrou-se obcecado pela
formação de uma seleta falange intelectual
responsável pela transmutação de todos os valores,
cuja obrigação e dever maior era a proteção de uma
cultura superior ameaçada pela vulgaridade
democrática.
O Crepúsculo dos
Ídolos
É obra que apresenta
uma crítica aniquiladora de todas as "verdades" que
se entronizaram no Ocidente. Crepúsculo do Ídolos é
um dos escritos centrais de Nietzsche pela violência
com que fustiga a religião, a política, a razão e a
ciência, ao mesmo tempo que promove a imagem do
homem vitalmente liberto.
“Não sou, por exemplo,
nenhum bicho-papão, nenhum monstro de moral – sou
até mesmo uma natureza oposta à espécie de homem que
até agora se venerou como virtuosa. Entre nós,
parece-me que precisamente isso faz parte de meu
orgulho. Sou um discípulo do filósofo Dionísio,
preferiria antes ser um sátiro do que um santo”. (Ecce
Homo, prólogo). É assim que Nietzsche se descreve em
sua autobiografia. Idolatrado por alguns,
menosprezado por outros, ele é, de fato, um
irreverente – ou talvez, melhor seria dizer, um
extemporâneo.
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