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Filosofia de Descartes
A Idade Moderna é
marcada por uma série de transformações tanto na
área cultural, religiosa, política e social quanto
na área econômica. Tais transformações
possibilitaram um novo modo do homem europeu
conceber o mundo. O Período Moderno da história do
pensamento filosófico marca uma reviravolta, tanto
na maneira de se produzir o conhecimento e as
técnicas, quanto na maneira de as nações se
organizarem comercial e socialmente. Com a dúvida
metódica, Descartes, em o “Discurso do Método”,
procura estabelecer os princípios de um método, de
análise e de desenvolvimento do conhecimento, que
não esteja apoiado nas orientações flutuantes dos
sentidos, mas que se apóiem no uso ordenado da razão
( cogito ).
As regras:
1° regra da
evidência:
“Jamais admitir coisa alguma como
verdadeira se não
reconheço
evidentemente como tal”; a não ser que se imponha a
mim como evidente, de modo claro e distinto, não me
permitindo a possibilidade de dúvida. Em outras
palavras, precisamos evitar toda precipitação e
todos os preconceitos. Só devo aceitar o que for
evidente, quer dizer, aquilo do qual não posso
duvidar.
2° regra da
análise:
“Dividir cada uma das dificuldades em
tantas parcelas
quantas forem
possíveis”.
3° regra da
síntese:
“Concluir por ordem meus pensamentos,
começando pelos
objetos mais simples e
mais fáceis de serem conhecidos para, aos poucos,
como que por degraus, chegar aos mais complexos”.
4° regra do
desmembramento/inventariar:
“Para cada caso, fazer
enumerações o mais
exatas possíveis... a ponto de estar certo de nada
ter omitido” (Cf. Discurso do Método, II Parte).
As partes da obra “Discurso
do Método”
– seis partes.
Na primeira,
encontrar-se-ão diversas considerações atinentes às
ciências. Na segunda, as principais regras do
método. Na terceira, algumas das regras da
moral que tirou desse método. Na quarta, as
razões pelas quais prova a existência de Deus e
da alma humana, que são o fundamento de sua
metafísica.
Na quinta, a ordem das
questões de física que investigou, e,
particularmente, a explicação do movimento do
coração e algumas outras dificuldades que
concernem à Medicina, e depois, também a
diferença que há entre nossa alma e a dos animais.
E, na última, que coisas crê necessárias para ir
mais adiante do que foi na
pesquisa da natureza e que razões o
levaram a escrever.
A questão do corpo e
da alma:
-
A essência
do homem está no pensamento. Descartes considera,
pelo Cogito
( o pensamento), a
natureza do SUM ( a existência ). Dualismo de
espírito e matéria.
- O animal possui como
o homem o corpo… o homem, porém, possui a alma
(linguagem e liberdade ).
- Funcionamento do
corpo ( máquina ) – coração.
- Um aspecto
importante na filosofia de Descartes é sua concepção
de homem em dualidade corpo-espírito. O universo
consiste de duas diferentes substâncias: as mentes,
ou substância pensante, e a matéria, a última sendo
basicamente quantitativa, teoreticamente explicável
em leis científicas e fórmulas matemáticas.
A dúvida cartesiana:
- Não é qualquer tipo
de dúvida, ela é metódica; bem diferente das dos
céticos.
- A dúvida é o método
de sua filosofia.
- É preciso por em
dúvida todas as coisas, pelo menos uma vez na vida,
diz Descartes.
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