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Filosofia Clássica
De 470 a.C. a 320 a.C., a filosofia da Grécia antiga
teve seus principais expoentes nos sofistas e em Sócrates.
Distinguem-se pela
preocupação metafísica, ou procura do ser, e pelo
interesse político em criar a cidade harmoniosa e
justa que tornasse possível a formação do homem e da
vida de acordo com a sabedoria.
Período
que corresponde ao apogeu da democracia e é marcado pela
hegemonia política de Atenas.
Nascido em Atenas, Sócrates (469-399 a.C.) é
tradicionalmente considerado um marco divisório da
história da filosofia grega.
Por isso, os filósofos
que o antecederam são chamados pré-socráticos e os
que o sucederam, de pós-socráticos.
O próprio Sócrates não
deixou nada escrito, e o que se sabe dele e de seu
pensamento vem dos textos de seus discípulos e de
seus adversários.
Os sofistas, como Protágoras de Abdera e Górgias de
Leontinos, são educadores pagos pelos alunos.
Pretendem substituir a educação tradicional,
destinada a preparar guerreiros e atletas, por uma
nova pedagogia, preocupada em formar o cidadão da
nova democracia ateniense.
Com eles, a arte da
retórica — falar bem e de maneira convincente a
respeito de qualquer assunto — alcança grande
desenvolvimento.
Etimologicamente, o termo sofista significa sábio.
Entretanto, com o decorrer do tempo, ganhou o
sentido de impostor, devido, sobretudo, às críticas
de Platão.
Conhecido somente pelo testemunho de Platão, já que
não deixou nenhum documento escrito, Sócrates
desloca a reflexão filosófica da natureza para o
homem e define, pela primeira vez, o universal como
objeto da ciência.
Dedica-se à procura
metódica da verdade identificada com o bem moral.
Seu método se divide em duas partes.
Pela ironia (do grego
eironéia, perguntar) ele força seu interlocutor a
reconhecer que ignora o que pensava saber.
Descoberta a ignorância, tenta extrair do
interlocutor a verdade contida em sua consciência
(método denominado maiêutica).
Discípulo de Sócrates, Platão afirma que as idéias
são o próprio objeto do conhecimento intelectual, a
realidade metafísica. Para melhor expor sua teoria,
utiliza-se de uma alegoria, o mito da caverna, no
qual a caverna simboliza o mundo sensível, a prisão,
os juízos de valor em que só se percebem as sombras
das coisas.
O exterior é o mundo
das idéias, do conhecimento racional ou científico.
Feito de corpo e alma, o homem pertenceria
simultaneamente a esses dois mundos.
A tarefa da filosofia
seria libertar o homem da caverna, do mundo das
aparências para o mundo real, das essências.
Diferenças ente Sócrates e os sofistas:
- o sofista é um professor ambulante. Sócrates é
alguém ligado aos destinos de sua cidade.
- O sofista cobra para ensinar. Sócrates vive sua
vida e essa confunde-se com a vida filosófica: “
Filosofar não é profissão, é atividade do homem
livre”
- O sofista “sabe tudo”, e transmite um saber
pronto, sem crítica ( que Platão identifica com uma
mercadoria, que o sofista exibe e vende). Sócrates
diz nada saber e, colocando-se no nível de seu
interlocutor, dirige uma aventura dialética em busca
da verdade, que está no interior de cada um
- O sofista faz retórica. Sócrates faz dialética. Na
retórica o ouvinte é levado por uma enxurrada de
palavras que, se adequadamente compostas, persuadem
sem transmitir conhecimento algum.
Na dialética, que
opera por perguntas e respostas, a pesquisa procede
passo a passo, e não é possível ir adiante sem
deixar esclarecido o que ficou para trás.
Aristóteles aperfeiçoa e sistematiza as descobertas
de Platão e Sócrates.
Desenvolve a lógica
dedutiva clássica, que postula o encadeamento das
proposições e das ligações dos conceitos mais gerais
para os menos gerais.
A lógica, segundo ele,
é um instrumento para atingir o conhecimento
científico, ou seja, aquilo que é metódico e
sistemático.
Ao contrário de
Platão, afirma que a idéia não possui uma existência
separada - ela só existe no ser real e concreto.
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