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Existencialismo
Termo usado para
designar a filosofia de pensadores que se preocupam
com a existência finita do homem no mundo,
descartando questões metafísicas como a imortalidade
e a transcendência.
Como é aplicado a
filósofos muito diferentes, há quem negue sua
existência como escola de pensamento.
Os nomes mais
identificados com o existencialismo são os dos
franceses Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty
(1908-1961).
É um movimento do
século XX, mas tem fortes raízes na obra de
filósofos do século XIX, como Sören Kierkegaard
(1813-1855) e Nietzsche.
Os existencialistas rejeitam o princípio do
cartesianismo de que o homem existe porque pensa.
Para eles, o ser humano pensa porque existe.
A consciência, para os
existencialistas, não antecede a experiência. Ela é
parte da existência, que, por sua vez, é construída
com a vivência, o contato com outras pessoas e
objetos.
O próprio homem cria
essa existência em função de seus sentimentos,
desejos e, principalmente, de suas ações. Ele se
forma a partir de suas escolhas.
Por isso, os existencialistas prezam a liberdade e a
responsabilidade e rejeitam o conformismo.
Para eles, essa
posição estende-se à política. Depois da II Guerra
Mundial, o movimento influencia a literatura.
Nos séculos XVIII e XIX, o francês Jean-Jacques
Rousseau e os alemães Immanuel Kant e Friedrich
Hegel (1770-1831) são os principais filósofos a
discutir a ética.
Segundo Rousseau, o
homem é bom por natureza e seu espírito pode sofrer
aprimoramento quase ilimitado.
Para Kant, ética é a
obrigação de agir segundo regras universais, comuns
a todos os seres humanos por ser derivadas da razão.
O fundamento da moral
é dado pela própria razão humana: a noção de dever.
O reconhecimento dos
outros homens, como fim em si e não como meio para
alcançar algo, é o principal motivador da conduta
individual.
Hegel divide a ética em subjetiva ou pessoal e
objetiva ou social.
A primeira é uma
consciência de dever; a segunda, formada por
costumes, leis e normas de uma sociedade. O Estado
reúne esses dois aspectos em uma "totalidade ética".
Nietzsche critica a moral tradicional, derivada da
religião judaico-cristã, pelo fato de subjugar os
instintos e as paixões à razão.
Essa é a "moral dos
escravos", que nega os valores vitais e promove a
passividade e o conformismo, resultando no
ressentimento. Em oposição a ela, propõe a "transvaloração
de todos os valores", que funda a "moral dos
senhores", preconizando a capacidade de criação, de
invenção, de potência.
O ser humano que assim
consegue superar-se é o super-homem, o que transpõe
os limites do humano.
Ética contemporânea – A valorização da
autonomia do sujeito moral leva à busca de valores
subjetivos e ao reconhecimento do valor das paixões,
o que acarreta o individualismo exacerbado e a
anarquia dos valores.
Resulta ainda na
descoberta de várias situações particulares com suas
respectivas morais: dos jovens, de grupos
religiosos, de movimentos ecológicos, de
homossexuais, de feministas, e assim por diante.
Essa divisão leva ao relativismo moral, que, sem
fundamentos mais profundos e universais, baseia a
ação sobre o interesse imediato.
É dentro dessa
perspectiva que o filósofo inglês Bertrand Russell
(1872-1970) afirma que a ética é subjetiva, não
contendo afirmações verdadeiras ou falsas.
Defende, porém, que o
ser humano deve reprimir certos desejos e reforçar
outros se pretende atingir a felicidade ou o
equilíbrio.
Como reação a essas posições, o novo iluminismo,
representado por Jürgen Habermas (1929-), desenvolve
a Teoria da Ação Comunicativa, dentro da qual
fundamenta a ética discursiva, baseada em diálogo,
por sujeitos capazes de se posicionar criticamente
diante de normas.
É pelo uso de
argumentos racionais que um grupo pode chegar ao
consenso, à solidariedade e à cooperação
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