|
Empirismo
Termo empirismo tem
sua origem no grego empeiria, que significa
“experiência” sensorial.
O empirismo é considerado uma doutrina relativa à
natureza do conhecimento.
Restringiu-se amiúde o
termo “empirismo” à filosofia clássica moderna,
contrastando-se o “empirismo inglês” (Francis Bacon,
Hobbes, Locke, Berkeley, Hume) com o “racionalismo
continental” (Descartes, Malebranche, Spinoza,
Leibniz, Wolff).
Indicou-se por muitas vezes que para os empiristas
modernos a mente é como que uma espécie de
receptáculo no qual se gravam as “impressões” do
mundo externo.
Quando se comparam
entre si as filosofias dos grandes empiristas
ingleses verifica-se que isto é uma simplificação
excessiva.
Entretanto, há algo
comum a todos esses pensadores, que é a tendência de
proporcionar uma explicação genética do conhecimento
e a usar termos como “sensação”, “impressão”,
“idéia”, etc..
Nome genérico das doutrinas filosóficas em que o
conhecimento é visto como resultado da experiência
sensível. Limita o conhecimento à vivência, só
aceitando verdades que possam ser comprovadas pelos
sentidos.
Rejeita os enunciados
metafísicos, baseados em conceitos que extrapolam o
mundo físico, devido à impossibilidade de teste ou
controle.
A noção de gravidade,
por exemplo, faz parte do mundo sensível; já o
conceito de bem é do mundo metafísico.
O empirismo provoca revolução na ciência.
A partir da
valorização da experiência, o conhecimento
científico, que antes se contentava em contemplar a
natureza, passa a querer dominá-la, buscando
resultados práticos.
O inglês John Locke (1632-1704) funda a escola
empirista, uma das mais importantes da filosofia
moderna.
Apesar de partir do
cartesianismo, Locke discorda de Descartes sobre a
existência de idéias inatas produzidas pela
capacidade de pensar da razão.
Para Locke, as idéias
vêm da experiência externa, pela sensação, ou da
interna, via reflexão. São também simples ou
compostas.
A idéia de
comprimento, por exemplo, é simples: vem da visão. A
de doença, fruto da associação de idéias, é
composta.
No século XVIII, o escocês David Hume (1711-1776)
leva mais longe o empirismo ao negar a validade
universal do princípio de causalidade, uma vez que
não pode ser observado.
O que se observa é a
seqüência temporal de eventos, e não sua conexão
causal.
Só por uma questão de
hábito pensamos que o fato atual se comportará como
outros que já observamos no passado.
Para o empirismo
contemporâneo, também chamado de positivismo lógico,
representado pelo austríaco Ludwig ittgenstein
(1889-1951), a filosofia deve limitar-se à análise
da linguagem científica, expressão do conhecimento
baseado na experiência.
Empirismo
Os defensores do
empirismo afirmam que a razão, a verdade e as idéias
racionais são adquiridos por nós através da
experiência. Antes da experiência, dizem eles, nossa
razão é como uma “folha em branco”, onde nada foi
escrito; uma “tábula rasa”, onde nada foi gravado,
como uma cera sem forma e sem nada impresso nela,
até que a experiência venha escrever na folha,
gravar na tábula, dar forma à cera.
- Maior representante
é John Locke.
- Emperia /
experiência.
- “Nada vem a mente
sem antes ter passado pela experiência”
|