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Dogmatismo
Termo usado pela
filosofia e pela religião, dogmatismo (do grego
dogmatikós, que se funda em princípios) é toda
doutrina ou atitude que afirma a capacidade do homem
de atingir a verdade absoluta e indiscutível.
Na religião
corresponde ao conjunto de dogmas - crenças que não
admitem contestação - considerado a palavra de Deus.
Na filosofia é o
pensamento contrário à corrente do ceticismo, que
contesta a possibilidade de conhecimento da verdade.
O dogmatismo
filosófico pode ser entendido de três formas: a
possibilidade de conhecer a verdade, a confiança
nesse conhecimento e a submissão a essa verdade sem
questionamento.
Desde a Antiguidade existem filósofos dogmáticos,
como Parmênides (515 a.C.-445 a.C.), Platão e
Aristóteles, e céticos, que se recusam a crer nas
verdades estabelecidas.
No século XVIII o
dogmatismo racionalista prega a total confiança na
razão como meio de chegar a verdades seguras. Com
Immanuel Kant o termo adquire novo sentido.
Em Crítica da Razão
Pura o filósofo faz uma oposição entre o criticismo
— doutrina que estuda as condições de validade e os
limites do uso da razão —, o dogmatismo e o
empirismo, que se diferencia daqueles por reduzir o
conhecimento à experiência.
Para Kant, o
dogmatismo é "toda atitude de conhecimento que
consiste em acreditar na posse da certeza ou da
verdade antes de fazer a crítica da faculdade de
conhecer".
O antagonismo entre
dogmatismo e ceticismo aparece também na obra de
Auguste Comte (1798-1857), que considera que a vida
humana existe em estado dogmático ou estado cético.
Este último, segundo
ele, não é mais do que uma passagem de um dogmatismo
anterior a um novo dogmatismo.
Para os filósofos de
tradição marxista o termo dogmático é usado para a
tendência de se manter uma teoria com fórmulas
estereotipadas, tirando-a da prática e da análise
concreta.
Segundo Friedrich
Engels (1820-1895), "o marxismo não é um dogma, mas
um guia para a ação".
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