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Ceticismo
Escola filosófica
fundada pelo grego Pirro (360 a.C.-272 a.C.) que
questiona as bases do conhecimento metafísico,
científico, moral e, especialmente, religioso. Nega
a possibilidade de se conhecer com certeza qualquer
verdade e recusa toda afirmação dogmática - aquela
que é aceita como verdadeira, sem provas. O termo
deriva do verbo grego sképtomai, que significa
olhar, observar, investigar.
Para os céticos, uma afirmação para ser provada
exige outra, que requer outra, até o infinito. O
conhecimento, para eles, é relativo: depende da
natureza do sujeito e das condições do objeto por
ele estudado. Costumes, leis e opiniões variam
segundo a sociedade e o período histórico, tornando
impossível chegar a conceitos de real e irreal, de
correto e incorreto. Condições como juventude ou
velhice, saúde ou doença, lucidez ou embriaguez
influenciam o julgamento e, conseqüentemente, o
conhecimento.
Por isso, os seguidores de Pirro defendem a
suspensão do juízo, o total despojamento e uma
postura neutra diante da realidade. Se é impossível
conhecer a verdade, tudo se torna indiferente e
equilibrado. Para eles, o ideal do sábio é a
indiferença.
Ainda na Antiguidade, o grego Sexto Empírico (século
III?) e os empiristas vêem o ceticismo como um modo
de obter o conhecimento pela experiência. Não
excluem a ciência, mas procuram fundamentá-la sobre
representações e fenômenos encontrados de modo
indiscutível e inevitável na experiência.
Esse ceticismo positivo tem papel fundamental no
pensamento do escocês David Hume (1711-1776), um dos
maiores expoentes da filosofia moderna. Para os
empiristas modernos, na impossibilidade de conhecer
as coisas em si, o homem se utiliza da crença e do
hábito para poder agir.
A filosofia contemporânea, inspirada no ceticismo,
discute questões da relatividade do conhecimento e
dos limites da razão humana.
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