Resumão - Revisão de Matérias

Revisando seus conhecimentos



 
História com a Profa. Zezé
 

Ensino de História com a Professora Zezé

 


Orientação>>

A primeira etapa é um texto resumido.
A segunda faça um breve fichamento com o que entenderam da leitura, para minha análise.
A terceira seria questões dissertativas sobre o texto, solicitando envio das
resposta para análise da professora.

1a. Etapa

EMILE DURKHEIM

Durkheim assistiu e participou de acontecimentos marcantes e que podemos notar diretamente em sua obra, pelas conseqüências diretas da derrota francesa e das dívidas humilhantes da guerra, e por uma série de medidas de ordem política.

Vivenciou em momento de crises econômicas, onde provocaram conflitos entre as classes trabalhadoras e os proprietários dos meios de produção, influenciando assim, sua afirmação de que os problemas da sociedade européia eram “morais” e não econômicos, acontecendo freqüentemente devido à fragilidade da época. 

Desenvolveu um método próprio para seus estudos, incluindo o suicídio, devido ao enorme índice constatado por ele. Acreditava também, que os seus estudos pudessem ajudar a sociedade futuramente.

Seu posicionamento frente às mudanças é defender a tese de que a Sociologia é “uma ciência essencialmente francesa”, dado seu nascimento com Augusto Comte. E que a atividade intelectual sociológica de seus discípulos foi superada pelas preocupações políticas. E a Sociologia imobilizou-se durante toda uma geração na França. Mas prosseguira, enquanto isso, seu caminho na Inglaterra, A França pós-napoleônica e viveu um período marcante que só se interromperia momentaneamente com a Revolução de 1848.  Podemos notar a preocupação de Durkheim quando pensava e/ou dizia:

“... É tempo de entrar mais diretamente em relação com os fatos, de adquirir com seu contato o sentimento de sua diversidade e sua especificidade, a fim de diversificar os próprios problemas, de determinar e aplicar-lhes um método que seja imediatamente apropriado à natureza especial das coisas coletivas...”

Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras, sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia.

A sociologia, entretanto, permaneceu embrionária durante um longo período, percebendo Durkheim, de que a sociedade era basicamente um produto da ação humana, fruto, pois da arte e da reflexão das pessoas. Havia um certo consenso em relação a este pressuposto racionalista em que o coletivo seria uma construção deliberada de um grupo. A sociedade deveria ser vista e estudada como um fato natural, e, portanto deveria ser regida pelas mesmas leis da natureza, apenas foi encontrar eco. Fora da sociedade o homem não existe, ele se torna egoísta. Acentua um reaquecimento dos ideais coletivos para garantir coesão social.

Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste. A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de “Socialização”, a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse “tudo” ele chamou de “Fatos Sociais”, e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia. 

Durkheim acreditava que as sociedades têm prioridade lógica sobre os indivíduos, porque se a solidariedade mecânica precede a solidariedade orgânica, não se pode explicar a diferenciação social a partir dos indivíduos, pois a consciência de individualidade não pode existir antes da solidariedade orgânica e da divisão do trabalho social.  Acreditando em duas formas de solidariedade social podem ser constatadas: a

Solidariedade mecânica típica das sociedades pré-capitalistas, onde os indivíduos se identificam através da família, da religião, da tradição, dos costumes. É uma sociedade que tem coerência porque os indivíduos ainda não se diferenciam. Reconhecem os mesmos valores, os mesmos sentimentos, os mesmos objetos sagrados, porque pertencem a uma coletividade. E a solidariedade orgânica, característica das Sociedades

Capitalistas, onde, através da divisão do trabalho social, os indivíduos tornam-se interdependentes, garantindo, assim, a união social, mas não pelos costumes, tradições etc. Os indivíduos não se assemelham, são diferentes e necessários, como os órgãos de um ser vivo. Assim, continuava dando efeito na divisão do trabalho não um aumento da produtividade, mas a solidariedade que continuaria a gerar entre os homens.Durkheim deixa claro que, o importante para ele é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica interiorizada e não meramente mecânica.

Daí que os fenômenos individuais devem ser explicados a partir da coletividade, e não a coletividade pelos fenômenos individuais. Onde a divisão do trabalho ser um fenômeno social que só pode ser explicado por outro fenômeno social, como a combinação do volume, densidade material e moral de uma sociedade, sendo que o único grupo social que pode proporcionar a integração dos indivíduos na coletividade é a corporação profissional.

Durkheim propõe, com sua sociologia formular uma teoria do fato social, demonstrando que pode haver uma ciência sociológica objetiva e científica, como nas ciências físico-matemáticas. Para que haja tal ciência são necessárias duas coisas: um objeto específico que se distinga dos objetos das outras ciências e um objeto que possa ser observado e explicado, como se faz nas ciências.

Podemos dizer que o método sociológico de Durkheim apresenta algumas idéias centrais, que percorrem toda a extensão de sua visão sociológica. São elas:

Contraposição ao conhecimento filosófico da sociedade: A filosofia possui um método dedutivo de conhecimento, que parte da tentativa de explicar a sociedade a partir do conhecimento da natureza humana. Ou seja, para os filósofos o conhecimento da sociedade pode ser feito a partir de dentro, do conhecimento da natureza do indivíduo.

Os fenômenos sociais são exteriores aos indivíduos: a sociedade não seria simplesmente a realização da natureza humana, mas, ao contrário, aquilo que é considerado natureza humana é, na verdade, produto da própria sociedade. Os fenômenos sociais são considerados por Durkheim como exteriores aos indivíduos, e devem ser conhecidos não por meio psicológico, pela busca das razões internas aos indivíduos, mas sim externamente a ele na própria sociedade e na interação dos fatos sociais.

Os fatos sociais são uma realidade objetiva: ou seja, para Durkheim, os fatos sociais possuem uma realidade objetiva e, portanto, são passíveis de observação externa. Devem, desta forma, ser tratado como "coisas".

O grupo (e a consciência do grupo) exerce pressão (coerção) sobre o indivíduo:

Durkheim inverte a visão filosófica de que a sociedade é a realização de consciências individuais. Para ele, as consciências individuais são formadas pela sociedade por meio da coerção.

Para Durkheim estamos no caos devido à falta de moral na sociedade. A moral está ligada ao consciente coletivo, e só através deste podemos moldar nossa atuação social, particular, intelectual e econômico, encarando a moral como social.

Para Durkheim existem regras morais a serem seguidas pelos indivíduos, pela sua maneira de ser e de agir e podem ser coagidos pelo fato social, a reações inversas exercidas pela falta de moral.

A solução estaria em seguindo o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver, se cada membro da sociedade exercer uma função na divisão do trabalho, ele será obrigado através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros.

Portanto para Durkheim, fatos sociais são maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo. Não podem ser confundidos com os fenômenos orgânicos nem com os psíquicos, constituem uma espécie nova de fatos. São fatos sociais: regras jurídicas, morais, dogmas, sistemas, maneiras de agir, costumes, etc.

Para Durkheim os fatos sociais são considerados como ‘coisas’.
Fatos sociais: nem todos os fatos designados de social são fatos sociais, e há alguns que se distinguem dos estudados pelas outras ciências da natureza. O pesquisador deve isolar o fenômeno estudado de idéias individuais impostas ou pressuposto, analisando particularmente o fenômeno na forma em que se encontra, orientando-se pela natureza das coisas.

 Durkheim diferencia o fato social normal do patológico.

O fato social é normal quando voltado a um tipo social delimitado, ou seja o aborto e o crime é considerado como normal, porque sempre irá existir.

Patológico quando avança esta taxa dita ‘normal’. Numa sociedade isolada das grandes civilizações são aceitas certas atitudes, comportamentos e costumes que são ‘normais’ aos habitantes desta, mas que seriam tido como atos doentios, ilegais, ‘patológicos’. ou seja, doenças e chagas.

Características dos fatos Sociais:

Generalidade: é a comunhão no pensar, agir e sentir de um grupo de pessoas. Todos tem os ‘mesmos’ comportamentos, seguem os mesmos parâmetros e limites.

Exterioridade: é aquele fato que este intrínseco no indivíduo. Mesmo que o indivíduo queira roubar, matar ou cometer qualquer ato ilícito, ele não o fará, mas não por que está proibido pela lei para tais atos, mas por estar acima de sua vontade o limite do que pode ou não ser feito.

Coercitividade: É a obrigação do indivíduo a seguir determinada orientação, conceito ou norma já preestabelecida pela sociedade (Estado).

Boa Leitura / Professora Zezé

2a. Etapa

Ø     Faça um breve Fichamento após a leitura acerca do entendimento do texto.

Ø     Fundamente alguns pontos importantes.

v     Ressalto que o fichamento consiste em armazenar informações relevantes. Ou seja, um resumo sintetizando o conteúdo do texto.

3a. Etapa

QUESTÕES SOBRE O TEXTO

  1. Faça um breve resumo do que fora entendido da matéria.
  2. O que você entendeu por Fato Social?
  3. O que levou Durkheim a desenvolver o estudo dos Fatos Sociais e o Suicídio?
  4. Você considera o aborto e o crime um fato normal como estudou Durkheim?

 

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Ensino de História com a Professora Zezé
Primeira Aula
- Contexto da Independência
Terceira Aula -
Feudalismo Europeu
Quarta Aula Invasões e Vassalidades

Resenha: História e Memória

Veja também: História Cultural
Ensaio sobre as Guerras Mundiais

 

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