
I. Em primeiro lugar, é preciso entender que
a prova de geografia é uma verdadeira prova de conhecimentos
gerais. Na primeira fase, se cobra mais o conhecimento menos
específico, mais genérico. Pede-se também que o
vestibulando domine os conceitos básicos de geografia. Por
isso mesmo, você precisa estar bem informado e atualizado dos
assuntos que andam ocorrendo no mundo. Recomendo que faça uma
leitura freqüente de jornais, revistas e outros meios.
Um bom exemplo disso foi a questão da Fuvest-98 sobre o padrão
de vida do Terceiro Mundo, que está usando agora o IDH (Índice
de Desenvolvimento Humano), da ONU. A partir dos anos 90, foi
criado esse meio de avaliação das condições de vida da
população, visando uma melhor caracterização dos países
de Primeiro e Terceiro Mundo. É um assunto de atualidades do
qual o vestibulando precisa estar bem informado.
II. Tradicionalmente,
existe uma divisão das questões de geografia geral na prova
da Fuvest. Normalmente essa divisão se faz pela geografia
geral, em que o assunto é mais importante, enquanto que a
localização passa a segundo plano. Um bom exemplo disso foi
a questão da Fuvest-98, que pedia para se comparar as formas
de relevo da América do Norte e da América do Sul. Um outro
exemplo de divisão da prova de geografia é a geografia
regional, em que o local é mais importante, enquanto que o
tema passa a ser secundário. Mais uma vez a Fuvest-98 oferece
o exemplo: uma questão sobre a Itália pedia uma avaliação
das diferenças de desenvolvimento entre o Norte e o Sul.
Ultimamente, vemos que a geografia geral tem sido mais cobrada
do que a geografia regional. Essa é uma tendência que vem
prevalecendo principalmente nas três últimas provas da
Fuvest.
Um outro tipo de tendência que a gente vem percebendo é o
inter-relacionamento dos temas ou assuntos. É muito comum
aparecer uma questão que aborda geografia física pedindo um
conceito de geografia humana, ou uma questão de geografia
humana em que se pede também algum conceito de geografia econômica.
III. A prova de geografia
requer sempre do vestibulando que se faça o estudo, a análise,
a interpretação do espaço. Então, o candidato precisa ter
em mente que deve estudar sempre analisando mapas, gráficos,
tabelas, esquemas, pois essas são ferramentas importantíssimas
da geografia. É preciso estabelecer também uma relação
entre causa e efeito. Muito provavelmente, o vestibular vai
estar atrás da causa ou do próprio efeito do fato analisado.
Um bom exemplo disso foi a Fuvest-98: 60 por cento das questões
cobraram mapas, gráficos, tabelas e esquemas.
Muito importante, importante mesmo, é que o vestibulando não
deixe a prova de geografia para o final, e que ele deixe o
tempo necessário para que ele possa analisar cada questão.
Eu tenho visto nos últimos anos - e até em conversa com
vestibulandos - candidatos deixando a prova de geografia por
último, por achar que já dominam o assunto. E muitas questões
estão sendo respondidas de última hora, não havendo tempo
para escolher a melhor alternativa. Por isso a gente pede: não
deixe para resolver as questões de geografia por último.
IV. Estatisticamente, os
temas mais cobrados têm sido os de geografia humana e de
geografia física, nos últimos vestibulares. Por exemplo: o
IDH, que é o Índice de Desenvolvimento Humano, um dos
fatores que a ONU vem usando desde a década de 90 para melhor
avaliar as populações, tem caído com certa freqüência. E
tudo indica que este ano também poderá ser cobrado,
inclusive porque a ONU publicou neste ano uma nova classificação.
Outro fator que a Fuvest tem cobrado com uma certa freqüência
são os indicadores sociais, do tipo crescimento natural,
esperança de vida, dos países de Primeiro e Terceiro Mundo,
sempre pedindo para fazer comparações e identificação do
tipo de país.
Outro exemplo de assunto que tem sido pedido nos últimos
vestibulares é o da geografia física, como por exemplo as
questões de clima associadas a modificações do fator
natural ou mesmo a temas da atualidade, por exemplo o El Niño,
como aconteceu no vestibular passado.
Ultimamente, um assunto quase que indispensável em todos os
vestibulares tem sido a interpretação das curvas de nível.
Caiu no vestibular de 95, 96, 97, 98; em 99, pode ser que caia
de novo.
A questão do meio ambiente também é um tema bastante
recorrente dos últimos vestibulares, especialmente em relação
a degradação desse meio ambiente pela intervenção humana
inadequada. Um exemplo desse tipo de questão ocorreu na
Fuvest-98, com o Sael, na África, área de desertificação.
V. Fazendo agora uma espécie
de futurologia, vamos tentar adiantar alguns assuntos que
poderão ser cobrados neste ano. Como já dissemos em dicas
anteriores, a Fuvest tem cobrado muitas questões de
atualidades, inclusive usando como fonte jornais, revistas,
fragmentos de texto ou até mesmo gráficos e tabelas
publicados nesses meios de comunicação. O melhor exemplo
disso ocorreu na Fuvest-98 com a questão do IDH, que usou uma
parte da matéria da Folha de São Paulo de dezembro de 93.
Outro exemplo disso foi a questão do El Niño na Fuvest do
ano passado, que retirou uma parte de um texto da revista Veja
de agosto de 97.
Agora, em relação aos assuntos que poderão ser cobrados
este ano, é muito importante que o vestibulando tenha em
mente a questão dos conflitos, por exemplo, que ocorreram
este ano na Irlanda, apesar do acordo de paz ter sido
assinado. Outro exemplo muito importante, muito falado este
ano, e que poderia ser questionado na Fuvest, é a questão da
Índia e do Paquistão, que explodiram as suas bombas atômicas.
Mais um exemplo de questões importantes que poderiam ser
abordadas são as crises recentes de Japão e Rússia, que estão
afetando a economia mundial. E também, talvez, uma questão
que aborde a relação dessas crises com a crise econômica
atual do Brasil. Outro exemplo: a queda das bolsas, que está
relacionada com os assuntos anteriormente citados. Um bom
exemplo também de um assunto que poderia ser cobrado, é o da
fusão de empresas e bancos, uma característica muito comum
hoje na nova ordem mundial e na globalização do sistema
capitalista.