
O Brasil, dada sua vasta extensão territorial, de dimensões
continentais, possui uma tipologia climática variada. Além
de sua extensão, outros fatores influentes nos diversos
climas brasileiros são as condições de temperatura,
altitude, pressão e proximidade com o oceano. Esta grande
diferenciação climática do país resulta, por sua vez, em
paisagens vegetais bastante variadas, o que faz do Brasil um
dos países detentores do ecossistema mais variado e complexo
no mundo.
O território brasileiro
está dividido em faixas climáticas: 92% do território
localiza-se entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio.
Portanto, pode-se dizer que o clima brasileiro é
predominantemente tropical, ainda apresentando faixas
equatoriais e sub-tropicais (zonas temperadas) distribuídos
entre os 8% restantes do território. A predominância de
altitudes mais baixas ao longo do território nacional
acarretam em temperaturas mais elevadas. as temperaturas médias
predominantes são superiores a 20 C.

Inicialmente, o Brasil é
um dos únicos países no mundo a apresentar a chamada
floresta equatorial (ao lado do Congo, na África),
circunscrita ao clima equatorial. Este clima prevalece na região
da Floresta Amazônica, apresentando características como
temperaturas médias que oscilam entre 24 e 26 C e índice
pluviométrico de médias superiores a 2.500 mm/ano (o mais
alto índice referente ao regime de chuvas do território
brasileiro). A vegetação da área compreendida por este tipo
de clima corresponde à chamada floresta equatorial (hiléia
amazônica).
O clima tropical atua nas
regiões do Planalto Central, além de áreas do nordeste e do
sudeste brasileiros. Este clima é caracterizado por duas estações
quentes distintas por ano, apresentando temperatura média
superior a 20 C. Quanto ao regime de chuvas, o índice pluviométrico
anual varia entre os parâmetros de 1.000 e 1.500 mm/ano. A
vegetação das áreas circunscritas a este tipo de clima é
tipicamente de cerrado, apresentando arbustos de casca grossa
e gramíneas. Já nas áreas adjacentes aos rios, há a presença
constante de matas ciliares.
Nas regiões mais altas
circunscritas pelos planalto atlântico no sudeste, e ainda na
regiões ao sul de Mato Grosso do Sul e ao norte do Paraná, o
clima predominante é o chamado tropical de altitude. Este
tipo de clima é caracterizado pelas médias de temperatura
oscilantes entre 18 e 22 C, apresentando um regime de chuvas
anuais cujo índice varia entre 1.000 e 1.500 mm/ano. A
floresta de araucárias (Serra do Mar e Serra da Mantiqueira)
e a mata tropical predominam nas regiões mais altas destas áreas
descritas, enquanto nas demais regiões a mata tropical
encontra-se em estado avançado de devastação.
O chamado clima tropical
atlântico predomina em praticamente toda a faixa litorânea
brasileira, estendendo-se desde o Rio Grande do Norte até o
Rio Grande do Sul. Tal clima tem por temperatura média anual
uma faixa de variação entre 18 e 26 C, possuindo índice
pluviométrico médio variando em torno de 1.200 mm/ano. O
quadro vegetal desta área é composto pela chamada Mata Atlântica,
constituindo uma das áreas vegetais que mais sofreram com a
devastação: a região do estado de São Paulo, detentora de
82% da Mata Atlântica original, se encontra atualmente
reduzida a ínfimos 5%.
O chamado clima semi-árido
estende-se pelos territórios correspondentes ao sertão
nordestino, incluindo o vale do Rio São Francisco, até o
norte do estado de Minas Gerais. Os índices pluviométricos
destas áreas são os mais baixos do país, apresentando um média
inferior a 800 mm anuais. Em contrapartida, as temperaturas médias
anuais correspondem às maiores no território brasileiro,
oscilando por cerca de 27 C. A vegetação correspondente a
estas regiões é a caatinga, encerrando vegetais de feições
retorcidas e espinhosas, com grande constância de plantas
cactáceas.
A região de climas mais
frios no Brasil corresponde à faixa territorial situada
abaixo do Trópico de Capricórnio , abrangendo os estados
sulistas, com exceção do norte do Paraná. O clima
subtropical destas regiões apresenta temperaturas médias
inferiores a 20 C, com índice pluviométrico variando entre
2.000 e 1.500 mm anuais. Tal região circunscrita a essa faixa
climática apresenta os invernos mais rigorosos do país,
sobretudo nas áreas de maior altitude, onde inclusive podem
ocorrer nevascas. A tipologia vegetal dominante constitui a
chamada floresta de araucária (zonas de altitude mais
elevada) e ainda as gramíneas (zonas mais baixas, como os
Pampas gaúchos e a Depressão Periférica). A mata das araucárias
também sofreu grandes devastações, mas há a ocorrência de
áreas de reflorestamento.
Dada a vasta extensão
das regiões costeiras ou litorâneas no Brasil, o clima das
diversas regiões brasileiras, de norte a sul, sofrem a influência
das correntes oceânicas atlânticas, sobretudo na própria
faixa litorânea. As correntes que atuam de maneira mais
direta nas variações climáticas brasileiras são a
Equatorial Norte e a corrente do Brasil (correntes quentes) e
ainda a Corrente das Falklands/Malvinas (correntes frias).