
União Européia
Nascida por volta dos
anos 50 e tendo como nomes, Mercado Comum Europeu ou
Comunidade Econômica Européia, foi uma associação
pioneira. Foi com o exemplo desta união que deu origem a
outros mercados econômicos internacionais. A Comunidade Européia
foi constituída em seu início por doze países: Alemanha,
França, Espanha, Itália, Bélgica, Portugal, Grécia,
Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido, Irlanda e Dinamarca.
Já agora, em 1995, foram aceitos a Áustria, a Finlândia e a
Suécia, ampliando o antigo número, agora, para quinze.
Todos os países que estão
neste mercado, abriram suas fronteiras alfandegárias sendo
que os países restantes podem vender suas mercadorias em
qualquer destes, sem pagar nenhum imposto. Sucessivos tratados
foram negociados para uma unificação na economia e também,
em parte, na política avançando enormemente. Sendo que áreas
mais atrasadas neste bloco estão recebendo apoio por parte
dos outros integrante para que haja desenvolvimento, num todo;
e é claro tendo um segredo para todo este sucesso, que é, um
grande mercado consumidor de 360 milhões de pessoas.
Com a unificação da
Europa, as empresas estão ocupando um mercado mais amplo,
fazendo até fusões com empresas de outros países deste
bloco. E com essa unificação, o conceito de cidadania mudou
junto, já que um belga pode fazer um seguro na Itália, um
alemão pode comprar um carro inglês do mesmo preço que se
é praticado neste país e um espanhol pode abrir a filial de
sua firma na Holanda. Um porém nesta unificação é que os
países dela compostos, devem dar prioridade aos produtos que
são fabricados dentro da união, como é o caso da Grã-Bretanha
que deixou de comprar lã da Austrália e Nova Zelândia para
dar este direito aos italianos e dinamarqueses, mesmo seus preços
sendo mais elevados. Um dos maiores problemas existentes nesta
união são a mão-de-obra desempregada, que hoje contém 19
milhões de pessoas.
Tratado de Maastricht –
Assinado em dezembro de 1991, em Maastricht (Holanda), prevê
um mercado interno único e um sistema financeiro e bancário
comum com moeda própria – o euro –, que deverá entrar em
circulação a partir de 1999. Também fica garantida a
cidadania única aos habitantes dos países do bloco. O acordo
lança ainda as bases de uma política externa e de defesa
européias. A União da Europa Ocidental (UEO) será o braço
armado da UE e agirá em sintonia com a Organização do
Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar ocidental
liderada pelos EUA. Na questão social, ficam definidos quatro
direitos básicos: livre circulação, assistência previdenciária,
igualdade entre homens e mulheres e melhores condições de
trabalho. Além disso, serão unificadas as leis trabalhistas,
criminais, de imigração e as políticas externas dos países
membros. Após sua assinatura, o Tratado é submetido à
aprovação da população de cada país membro por meio de
plebiscitos nacionais ou votações indiretas.
Nafta
Como os EUA não têm
mais concorrência com a União Soviética e com o objetivo de
desenvolveram suas empresas para que sobrevivam, nasceu em
1992 o NAFTA -North American Free Trade Agreement (Acordo de
Livre Comércio da América do Norte) reunindo EUA, Canadá e
México para consolidar um comércio regional já intenso.
Prevê-se, como objetivo,
que daqui à quinze anos, serão eliminadas todas as barreiras
existentes entre estes três países fazendo, com que,
dinheiro e mercadorias circulem livremente em toda esta área
de acordo. Juntos eles somam cerca de 372 milhões de
habitantes que compreendem consumidores de poder de compra
elevado.
O NAFTA não prevê
acordos nos quais não estão contidos a livre circulação de
trabalhadores em busca de melhores condições e lugares e
também numa unificação total da economias dos países
pertencentes, e sim em um acordo que se forme uma zona de
livre comércio para a atuação e proliferação das empresas
em um espaço protegido.
Este bloco econômico está
esbarrando em muitas diferenças sociais que, como maior
exemplo o México possui em relação aos outros integrantes,
o que dificulta muito e causa descontentamento em alguns
sindicatos dos EUA, pois ao mesmo estão preocupados com a
possibilidade de algumas fábricas mudarem-se para o México
deixando a mão-de-obra, em lugares dos EUA, desempregada.
O NAFTA também está
interessado, é claro, em proteger os produtos ali fabricados,
colocando uma taxa de importação sobre alguns produtos
tornando-os menos atraentes para os consumidores desses três
países.
Tigres Asiáticos
Dos TIGRES ASIÁTICOS
fazem parte Japão, China, Formosa, Cingapura, Hongkong e Coréia
do Sul, tendo um PIB de 4,25 trilhões de dólares, e um
mercado consumidor de 1.295 bilhão de pessoas. *112
Na Bacia do Pacífico,
quem predomina sobre os outros componente é o Japão com uma
economia super competitiva que está enfrentando a UNIÃO
EUROPÉIA e os EUA, destina volumosos investimentos aos Dragões
Asiáticos - Coréia do Sul, Formosa, Cingapura e HongKong -
que são os países que mais crescem industrialmente naquela
região e precisam de apoio financeiro o qual o Japão está
promovendo para a atuação de um mercado competitivo no cenário
mundial da economia. E aos países de industrialização mais
recente o Japão também está colaborando para o
desenvolvimento dos mesmos neste setor; países, que são os
seguintes: Indonésia, Tailândia e Malásia, além das zonas
exportadoras do litoral da China.
Este bloco asiático,
movido pelo potente Japão, está tentando erguer os outros países
para que se torne um bloco que tenha competição na economia
mundial e que ocupe parte dela, como o Japão já está
fazendo e conseguindo à algum tempo e neste momento querendo
ajudar seus vizinhos para formar um bloco onde investidores de
multinacionais apliquem seu dinheiro e façam um bom proveito
de toda esta estrutura que está sendo montada para este
objetivo.
A partir da década de
70, o direcionamento da indústria eletrônica para a exportação
de produtos baratos traz prosperidade econômica crescente e rápida
para alguns países da Ásia. Coréia do Sul, Formosa
(Taiwan), Hong Kong e Cingapura são os primeiros destaques.
Dez anos depois, Malásia, Tailândia e Indonésia integram o
grupo de países chamados Tigres Asiáticos. Apesar da recessão
mundial dos anos 80, apresentam uma taxa de crescimento médio
anual de 5%, graças à base industrial voltada para os
mercados externos da Ásia, Europa e América do Norte.
As indústrias e exportações
concentram-se em produtos têxteis e eletrônicos. Os Tigres
beneficiam-se da transferência de tecnologia obtida através
de investimentos estrangeiros associados a grupos nacionais.
Os Estados Unidos e o Japão são os principais parceiros econômicos
e investidores. Com exceção de Cingapura, as economias dos
Tigres Asiáticos dispõem de mão-de-obra barata: as organizações
sindicais são incipientes e as legislações trabalhistas forçam
a submissão dos trabalhadores. Tal situação só é possível
porque é sustentada por uma cultura conformista, que valoriza
a disciplina e a ordem, e admite a intervenção do Estado em
diversos setores econômicos. O planejamento estatal é posto
em prática em larga escala, seguindo de perto o modelo japonês.
Os regimes fortes e
centralizadores da Indonésia, Cingapura e Malásia, garantem
a estabilidade política necessária para sustentar o
desenvolvimento industrial e atrair investimentos
estrangeiros. Na Coréia do Sul, os golpes de Estado são
acompanhados de perseguições e assassinatos de políticos
oposicionistas, e de massacres de grevistas. Em Formosa, o
regime ditatorial de Chiang Kaishek, iniciado em 1949,
prolonga-se até 1985, quando se inicia um processo de lenta
transição para a democracia. Chiang Kaishek morre em 1975 e
seu filho Chiang Ching-Kuo mantém o regime ditatorial por
mais nove anos. Em 1984, o destino de Hong Kong é decidido
por um acordo entre o Reino Unido e a China. Prevê-se a
devolução do território de Hong Kong à soberania chinesa
para agosto de 1997. Em troca, a China promete manter o
sistema capitalista em Hong Kong durante 50 anos, cedendo-lhe
autonomia administrativa.