Um dos Planos mais ambiciosos das empresas
de biotecnologia é de, em breve, começar a usar o seu
estoque de conhecimentos e pesquisas no segmento
multibilionário da saúde pública. Essa, pelo menos, é a
expectativa do professor James Robl, da Universidade de
Massachusetts, e de Viren Mehta, sócio na empresa de
investimentos em saúde Mehta & Isaly. "A descoberta
dos escoceses", ele disse, "conduzirá à criação
de um segmento inédito e extremamente rentável no setor da
saúde pública".
A clonagem, da maneira como realizada no
Instituto Roslin, de Edimburgo, deverá acelerar também o
processo de criação, possibilitando maiores lucros. E isso
porque será possível duplicar porcos, vacas e outros animais
reconhecidos pela qualidade do leite, da carne, ou características que os tornam preciosos.
"Temos, nos EUA, de 7 Milhões a 8
Milhões de vacas produzindo leite no valor de US$ 20 bilhões
por ano", comentou o professor Robl. "Aumentos em
eficiência podem significar vigorosos retornos
financeiros."
Analistas norte-americanos acreditam que os
maiores beneficiados com a utilização da nova técnica não
serão as grandes companhias de biotecnologia, como a Genzyme
Corp, ou a Biogen Inc., mas laboratórios pequenos e poucos
conhecidos no mercado, quase sempre ligados a universidades. O
presidente da Genzyme, James Geraghty, já declarou que sua
empresa "não tem planos" de se envolver com a nova
tecnologia.
Pesquisadores da Advanced Cell Technology,
ligada à Universidade de Massachusetts, confessam estar
prontos para entrar em ação ao primeiro sinal verde, ou
assim que se comprovar, definitivamente, a eficiência da
tecnologia descoberta na Escócia. O mesmo dizem seus
companheiros da escola de Medicina Veterinária Tufts.
O professor Robl acredita que as primeiras
clonagens seletivas poderão começar dentro de poucos anos e
em menos de uma década será possível iniciar a produção
de órgãos para transplante.