Em 1824, Pernambuco, com o apoio de varias
províncias do nordeste, levanta-se contra a monarquia e promove
uma revolução que chega até a proclamar a Republica, com o
nome de Confederação do Equador.
O chefe deste movimento foi Manuel Carvalho
Paes de Andrade, mas sua principal figura acabou sendo o Frei
Joaquim do Amor Divino Caneca, um frade carmelita. Ardoroso
anti-monarquista, Frei Caneca utilizava-se de suas crônicas em
um jornal de Recife para atacar violentamente o imperador e
defender a separação das províncias do nordeste do resto do
Brasil.
Para submeter os revoltosos, que tinham pego
em armas para defender suas idéias, Dom Pedro envia a
Pernambuco 1.200 homens, sob o Comando de Francisco Lima e
Silva, pai do futuro Duque de Caxias. O bloqueio de Recife é
feito por Lorde Cochrane, que castiga violentamente a cidade
através de seguidos bombardeios. Depois disso, é que Francisco
Lima e Silva entra vitorioso em Recife: a população civil, sob
as balas dos canhões, estava já, perecendo de fome, sem
remédios em munição.
Vários revolucionários são presos, mas o
chefe do movimento consegue refugiar-se em um navio inglês. A
seguir as outras províncias aliadas ao levante foram obrigadas
a se render: Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
E mais comprometido são condenados a morte.
Frei Caneca deveria morrer na forca, mas nem os carrascos nem os
presos comuns das cadeias querem enforcá-lo. Lima e Silva
ordena, então que o amarrem e o fuzilem,
Quando é dada a ordem de atirar um dos
soldados, João da Palma, atacado de forte emoção, cai morto.
"Milagre! Milagre!" – gritam muitos. Mas mesmo assim
o religioso não escapa da morte.