Antes de mais nada é
bom lembrar que só podemos entender a questão ambiental, aqui no Brasil, na
forma da onda da globalização neoliberal que vem promovendo uma total perda da
soberania nacional sobre a gestão dos seus recursos naturais, coibindo assim a
alternativa de projetos de desenvolvimento sustentáveis, aprofundando as
desigualdades sociais, dilapidando os recursos naturais, excluindo em grande
parte a população do mercado de trabalho, sem que participe dos frutos
propiciados pelo avanço da ciência e tecnologia.
Quanto a esta questão, não confundir, por exemplo,
efeito estufa, (natural, conceito da Física) com efeito de estufa
(aquele provocado pela ação do homem, conceito da geografia). Lembre-se: a
última grande conferência sobre o clima, se deu em Kioto, Japão, no ano
de 1997, sendo que este ano houve mais um encontro em Bohn no qual ficou claro
que alguns países não estão cumprindo suas resoluções. Dois resistentes foram a
Austrália e o Japão. O Governo Bush neoliberal de direita não ratificou o
acordo de Kioto mesmo sendo os EUA responsáveis pela emissão de ¼ dos "gases de
estufa" do globo. Um capítulo polêmico deste encontro, foi a emissão dos
gases de estufa, cuja as quantidades devem ser reduzidas ao nível de quinze
anos atrás. Os Americanos são 100 milhões de carros. Cada americano
consome energia para: 3 suíços, 4 italianos, 160 tanzanianos e 1100 ruandeses.
Utilizam 40% dos recursos renováveis do globo sendo que sua fontes de energia
são baseadas em combustíveis fósseis: Carvão, Petróleo e Gás Natural.
A questão ambiental é uma questão global, sendo necessária
uma ação conjunta de todos os países do globo. As energias carbonadas,
petróleo e carvão, principalmente, as queimadas*, os gases emitidos pelas
fábricas, são causas básicas do efeito de estufa, ilha de calor, chuva ácida e
inversão térmica, problemas sério dos tempos atuais e que reforçam uma de nossas
principais contradições. Ela reside no fato de não coadunarmos
desenvolvimento científico e questão ambiental. Lembre-se de que, no
Brasil, estamos conhecendo sérios retrocessos na legislação
ambiental. Os principais são poder reflorestar com eucalípteros e o
projeto de desmatamento da amazônia em fase de discussão. O projeto da
bancada ruralista prevê redução da área de preservação dos atuais 80% para 20%
na Amazônia e de 35% para 20% no Cerrado Amazônico.
Na quarta conferência mundial sobre o clima, chegou-se a
conclusão de que a temperatura da terra deve elevar-se mais 5 graus até
2100. Os gases de estufa proveniente da queima combustíveis fósseis, em
especial o petróleo e carvão, faz nossa necessidade de fontes
alternativas como a solar, a eólica, a das marés, a dos géiseres ou a de
biomassa, que são as fontes da revolução técnico científica. A agenda 21
é uma plano ambicioso que prevê a implantação de um programa de desenvolvimento
sustentável para todo o globo para o século XXI. Nela os países X se comprometem
destinar 0,7% dos seus PIBs para aplicação neste programa. Por enquanto só
mandaram as fábricas que mais poluem. Há uma proposta de crescimento zero não
aceita pelos países periféricos uma vez que teriam que estagnar o seu processo
de industrialização.
Nas regiões de fronteira agrícola, ou em países de
industrialização recente, tais como os tigrinhos asiáticos, é muito comum o uso
de queimadas para limpar campos. Estas se dão nos meses mais secos do
ano, em áreas de pastagens ou queima de coivaras, casando acidentes em
rodovias, com mortes de pessoas, animais, e sérios problemas respiratórios
em cidades circundadas por canaviais, num dos casos mais alarmantes de
poluição atmosférica.
A escravidão de menores e de armazém é uma constante nas
áreas de carvoaria, como as denunciadas na região Centro Oeste e Norte do
Brasil. Neste sentido, são também graves as denuncias feitas a China dentro da
OMC, já que este país é um paraíso proletário e um dos principais acusados de
Dunnping Social. Não se esqueça da escravidão de mulheres no mundo
muçulmano e da venda de mulheres chinesas (Cidadania).
ÁGUA
A água potável será
um dos recursos mais caros (custo benefício) do século XXI. Sendo assim,
os rios internacionais são, cada vez mais geoestratégicos, motivando conflitos entre os países envolvidos. Um grande exemplo é a questão do
Nilo, ou ainda, as nascentes do rio Jordão, palco das disputas entre árabes e
judeus, no Oriente Médio. Nestas regiões, água é, relativamente, mais importante
que o petróleo. No Centro Oeste do Brasil, a calagem de solo causa eutrofização de mananciais, constituindo-se em um grave impacto sobre
recursos hídricos. Não falta água por falta de chuvas. A grande causa da
escassez é o mau uso dos solos agrícolas e urbanos por compactação pelo uso
de máquinas e pastoreio ou ainda pela impermeabilidade de área
urbana. Fala-se em taxar todo e qualquer uso de água. É
necessário racionalizar o uso da água e, em caso extremo, seu racionamento. Quarenta municípios goianos já apresentam problemas
crônicos com abastecimento de água. No município de Bom Jesus de Goiás os pivôs
de irrigação chegaram a ser paralisados por ordem do ministério público. Todas
as grandes cidades do mundo já se ressentem deste recurso, em especial as megacidades dos países periféricos, serão palcos, mais e mais, de
disputas por rios que as abastecem e de grandes epidemias. O Nilo e o
Níger são dois bons exemplos destas disputas. O Brasil embora tendo a maior reserva de água disponível do globo apresenta regiões em
estresse hídrico, menos de 2000 metros cúbicos de água por habitante por
ano. Este é o caso de muitas áreas do Nordeste.
ENERGIA
O século XIX foi da
máquina a vapor, um motor a combustão externa. O século XX foi do motor a
combustão interna. Já o século XXI será da célula de combustível que promete
divorciar o automóvel da poluição. Quanto a nossa crise energética, tanto a
Petrobrás quanto o setor energético e tudo o que é público no Brasil passaram a
sofrer as conseqüências do projeto neoliberal. A receita do FMI foi retirar
dinheiro das estatais para equilibrar as contas públicas. O resultado foi que
não só a Petrobrás como todo o setor energético sofreram com tais medidas
resultando em graves "Acidentes Ecológicos", ameaças, ou até mesmo, apagões.
Agora dois setores geoestratégicos estão prontos para serem privatizados. Outros
setores como saúde, transporte e educação também estão sucateados. Desta forma
os meios de comunicação de massa imperam em suas opiniões. "Achamos" que tudo no
Brasil deve ser privatizado.
Quanto as fontes de energia, temos que analisá-las em
termos de disponibilidade, viabilidade, extração, transporte, armazenamento,
distribuição, poluente ou limpa, renovável ou esgotável. Assim, no caso do
Brasil, as fontes alternativas, (biomassa, eólica ou solar) assumem uma
importância fundamental por ser um país tropical. A energia solar é considerada a fonte energética
do século XXI. Na década
de 70, houve o fortalecimento da OPEP e OPAEP, (países produtores de
petróleo) em reação às sete irmãs (empresas que controlam a distribuição
do petróleo no globo e estão em processo de fusões). No mundo, como um
todo, os países buscaram as fontes alternativas como forma de se
prevenirem ante as crises do petróleo. Lembre-se do programa Proálcool,
da tentativa ineficaz das nucleares que Fernando Henrique acabou por
quase desativar. É bom lembrar dos erros de projetos, como a represa de Balbina
no Amazonas, causando sérios problemas ao meio ambiente.
Por estes fatores, a dédada de 70 é considerada a "década da crise
energética", além, é claro, da variável social, com baixos salários e repressão militar duríssima. Lembrar da Operação Condor dos militares
latino-americanos que trabalharam em conjunto na repressão as forças
revolucionárias. Já a dédada de 80 foi considerada a "década da
destruição e perdida" com problemas ambientais sérios, dentre eles o
acidente com o Césio em Goiânia.
Associe fontes de energia ao tipo de transporte
adotado em cada país. Desta forma, fica mais fácil entender quais países são
mais velozes na produção, como os tigres ou tigrinhos asiáticos, e porque países
como o Brasil, Índia, China, Indonésia e Rússia são considerados "países
baleias", por serem grandes e lentos. O modelo de transporte rodoviário é o
mais caro. O ferroviário é muito viável para o Brasil. Lembre-se da
Norte-Sul que vai interligar Belém (PA) a Senador Canêdo e começou, este ano,
suas obras em Anápolis.
A hidrovia é, sem dúvida, o transporte
mais
barato, em termos de custo benefício. Recentemente, num total desrespeito a
legislação ambiental, barcaças de grande calado resolveram, a revelia,
tentar abrir uma hidrovia no rio Araguaia. Seria o Araguaia adequado para se
fazer uma Hidrovia? Não se esqueça das voçorocas neste rio.
Todo país para atrair investimentos dentro da novíssima divisão
internacional do trabalho, deve ser viável, o que significa trabalhar em Just
In Time, tendo que possuir boa infra-estrutura. Será que o Brasil em crise
energética irá atrair investimentos?. De que adianta ter minérios se não se
pode extraí-lo a menor custo? Minério tem muito pouco valor agregado. Jamais
houve vantagem comparativa para países que produzem matérias primas. O
gaseoduto virá da Bolívia chegando até Goiás, contudo, toda obra deve
pautar-se em Eia-Rima confiável. A instalação de várias Empresas, como a
perdigão em Rio Verde, (Detroitização) podem causar sérios impactos
ambientais. Alguns bem visíveis, são os impactos na represa de
Corumbá, com a matança de toneladas de peixes. Serra da Mesa,
(agora Cana Brava e Peixe também no rio Tocantins) a represa do Yang
Tsé Kiang na China. Preste atenção nas negociações para venda da Celg e das
construções da ETA e da ETE em Goiânia, que envolvem a preservação do rio Meia
Ponte e sua recuperação, em 50 anos, tendo como modelo o Tâmisa. O uso bélico
da energia nuclear constitui-se num dos graves problemas atuais. Os TNPs
devem ser revistos por todos os países. É lógico, ( nascentes do rio Ganges e
Indu) países como o Paquistão e a Índia, que disputam a Kashimira, fazem
vista grossa as sanções da ONU, onde fica, bem visível o colonialismo do Grupo
dos 7 mais a Rússia, sobre os países emergentes. Estes países estão
desenvolvendo, mais e mais, armas biológicas (motivo da sanções da OMC ao
Iraque). Estas são consideradas bombas atômicas dos países pobres. Será que
o Taleban irá conseguir armas Atômicas?
CIDADE
Quais
os problemas das nossas cidades? Saber o que é movimento
pendular, (muitas cidades já implantaram o transporte
alternativo) comércio informal e formal. As cidades mudam
suas formas e funções. Assim sendo, saiba quais as diferenças
entre cortiço, jardins e favelas. Nossas cidades se ressentem
de um melhor plano diretor, o que é a causa de sérios
problemas ambientais, como a ilha de calor, o efeito de estufa,
inversão térmica, a emissão de efluentes que contribui para a
eutrofização de água, assoreamento de rios e impermeabilidade
de área urbana. As grandes enchentes são uma constante, porque
nossas cidades estão com estruturas envelhecida. A conurbação
de cidade gera problemas de administração entre os municípios
envolvidos. A reciclagem de lixo se revestem de uma importância
nos tempos atuais. Em algumas cidades implantou-se indústrias
de reciclagem de lixo, promovendo empregos, sendo um projeto
ecossustentável dentro da cidade. A cidade é uma
otimização de variáveis. Cresce deixando espaços internos e
especula áreas. A ordem é lucrar não importa como (Economismo).