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Literatura
 

Classicismo

 

 



Classicismo

Contexto Histórico - O Renascimento.
O Renascimento, importante movimento de renovação cultural ocorrido na Europa durante os séculos XV e XVI, é considerado o marco inicial da era moderna.

A base desse movimento encontra-se no crescimento gradativo da burguesia comercial e das atividades econômicas entre as cidades européias. Esse desenvolvimento estimulou a vida urbana e o surgimento de um novo homem, cujo valor não se apoia mais no nome da família mas no prestígio adquirido por seus próprio esforço e talento, contribuindo para o enriquecimento do ambiente cultural. As expedições oceânicas, por sua vez, alargaram a visão do homem europeu, pondo-o em contato com povos de culturas diferentes. O desenvolvimento da matemática e do método experimental propiciaram o surgimento das bases da ciência moderna.

Definições

Classicismo é a doutrina estética que dá ênfase à ordem, ao equilíbrio e à simplicidade.Os antigos gregos foram os primeiros grandes clássicos.Posteriormente, os romanos, os franceses, os inglesese e outros povos produziram movimentos clássicos.Cada grupo desenvolveu suas próprias características particulares, mas todos refletiam idéias comuns sobre a arte, o homem, o mundo.

O Classicismo confere maior importância às faculdades intelectuais do que às emocionais na criação da obra de arte, porque busca a expressão de valores universais acima dos particularismos individuais ou nacionais.Inspirando-se no modelo da Antiguidade clássica greco-romana e no Renascentismo italiano, estabeleceu princípios ou normas, como a harmonia das proporções, a simplicidade e equilíbrio da composição e a idealização da realidade.recusa, portanto,a emotividade e exuberância decorativa do barroco.

Graças aos humanistas, numerosas obras gregas e latinas, de assunto literário, filosófico e científico, foram traduzidas e difundidas. A filologia desenvolveu-se; surgiram as primeiras gramáticas das línguas modernas. O pensamento da época nutria-se da filosofia grega e das realizações artísticas, patrocinadas cada vez mais por ricos comerciantes (os burgueses), inspirava-se nas obras da Antiguidade Clássica.

Todas essas atividades resultaram na formação de um clima intelectual otimista e confiante na força do ser humano, que se torna o centro do universo, "a medida de todas as coisas". O Renascimento constituiu, pois, um dos mais prósperos movimentos intelectuais do Ocidente, mudando a imagem que o homem tinha de si mesmo. 

O Renascimento não apresentou as mesmas características em todos os lugares em que se desenvolveu. Rico e fecundo, adquiria aspectos diferentes à medida que saía de Florença, na Itália, onde surgiu em meados do século XV, e se difundia pelo resto da Europa. No entanto, apesar desta diversidade, manifesta sempre uma característica comum: a ruptura, em maior ou menor grau, com a tradição feudal, marcadamente religiosa e teocêntrica.

O século XVI também foi marcado por dois movimentos religiosos que tiveram funda repercurssão social e cultural: a Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero, na Alemanha, e a Reforma Católica (também chamada de Contra-Reforma), movimento de reação da Igreja de Roma. 

Na verdade, antes mesmo que Lutero desencadeasse uma vigorosa reação contra os abusos da Igreja de Roma, muitos católicos já tinham prostestado contra essa situação, particularmente o humanista Erasmo (1465-1536), que, em seu livro O Elogio da Loucura, de 1511, faz uma crítica ferina da sociedade da época, ridicularizando inclusive membros corruptos do clero católico. 


Veja aqui alguns trechos do livro de Erasmo, O Elogio da Loucura
No teatro fora de Portugal, predominou a idéia de Bertolt Brecht, autor da peça A vida de Galileu Galilei, que considerava que o teatro tinha que ter uma função conscientizadora, que provocasse o espectador para leva-lo a refletir sobre a realidade social. 

Embora a peça transcorra na Itália do século XVII, o problema de Galileu - a liberdade de pensamento e expressão - é mais atual que nunca. Assim, mesmo falando do passado, Brecht nos leva a refletir sobre problemas do presente.


Grandes movimentos clássicos

Grécia
O primeiro períedo clássico, no Ocidente, aparece na Grécia antiga e alcança o seu apogeu no séc. V e IV a.C. Os gregos exaltaram a razão o e condenaram o sentimentalismo e o exagero. Tentaram ver toda a realidade por meio de um sistema unificado que lhes desse significado e direção. Os artistas gregos mostraram a beleza numa escala humana mais do que numa escala sobrenatural. As esculturas de Fídias e Praxíteles são magníficos exemplos de figuras humanas bem proporcionadas. Ésquilo, Sófocles e Eurípedes escreveram tragédias que mostram o valor da moderação e o perigo do orgulho excessivo. 

Roma 
O Classicismo romano desenvolveu-se em dois estágios, a época de Cícero, de 80 a.C. a 27 a.C., e a época de Augusto, de 27 a.C. a 14 d.C. Os romano adotaram os valores Clássicos gregos. Sob a influência de Cícero, homem de Estado e tribuno, as responsabilidades cívicas ganharam um nova importância. A literatura romana atingiu o apogeu se sua realização durante o governo de Augusto, quando quase todos os escritores era clássicos. 

França
O movimento Clássico francês do séc. XVII desenvolveu os valores clássicos de maneira mais expressiva do que qualquer outro. Os clássicos franceses deram forte ênfase à razão e à inteligência na análise das idéias e ações humanas. Entre as mais importantes personalidades da história intelectual e literária deste período estão o matemático e filósofo René Descartes, o escritor moralista duque de LA Rochefoucauld, o escritor de fábulas Jean de La Fontaine e os dramaturgos Pierre Corneille e Jean Racine 

Inglaterra 
O período clássico inglês seguiu o classicismo francês. Surgiu no fim do séc. XVII e chegou ao apogeu na metade do séc. XVIII. Os ingleses chamaram seu movimento de neoclassicismo, tomando como modelo o classicismo da França, Grécia e Roma. Para um discussão mais detalhada do classicismo inglês. 

O Classicismo Literário Português
Principal representante na lit. portuguesa: Luis Vaz de Camões

A Linguagem Clássico-Renascentista. 

A linguagem clássico-renascentista é a expansão das idéias e dos sentimentos do homem do século XVI. Seus temas e sua construção traduzem, de um lado, o espírito de aventuras trazido pelas navegações: de outro, refletem a busca dos modelos literários greco-latinos e dos humanistas italianos. 

Emprego da medida nova: Os humanistas passaram a empregar sistematicamente o verso decassílabo, denominado então de medida nova, em oposição às redondilhas medievais, chamadas de medida velha. 

Gosto pelo soneto: No Renascimento também foi criado o soneto, um tipo de composição poética formada por duas quadras e dois tercetos, com versos decassílabos, que até hoje é cultivado pelos poetas. Essa nova forma de fazer poesia foi chamado de "dolce stil nuovo", ou "doce novo estilo", por Dante. 

Formas de inspiração clássica: Além de criarem o soneto, os humanistas italianos recuperaram outras formas, já cultivadas pela literatura grega e latina:

Veja aqui alguns trechos da peça de Bertolt Brecht, A vida de Galileu

- a écloga: composição geralmente dialogada, em que o poeta idealiza assuntos sobre a vida no campo. Suas personagens são pastores (éclogas pastoris), pescadores (éclogas pisctórias) ou caçadores (éclogas venatórias); 

- a elegia: poema de fundo melancólico; 

- a ode: composição pequena, de caráter erudito, com elevação do pensamento, sobre vários assuntos. As odes podem ser classificadas em pendáricas (cantam heróis ou acontecimentos grandiosos), anacreônicas (cantam o amor e a beleza), e satíricas (celebram assuntos morais e / ou filosóficos); 

- epístola: composição em que o autor expõe suas idéias e opiniões, em estilo calmo e familiar. Pode ser doutrinária, amorosa ou satírica; 

- epitalâmio: composição em honra aos recém casados, própria para ser recitada em bodas;

- canção: composição erudita, de longas estrofes, versos decassílabos por vezes entremeados com outros de seis sílabas (heróicos) e de caráter amoroso;

- epigrama: composição de 2 ou 3 versos com pensamentos engenhosos e de estilo cintilante; 

- sextilha: composição de seis estrofes de seis versos com uma forma muito engenhosa, em que as palavras finais dos versos de todas as outras, apenas com a ordem trocada;

- ditirâmos: canto festivo para celebrar o prazer dos banquetes; 

Antropocentrismo: O mundo e as idéias deixam de girar em torno de Deus (teocentrismo) e passam a centrar-se no homem. A natureza passa a ser valorizada e investigada, encarada como fonte de vida e prazer, posta a serviço do homem, e não mais como pecado. Foi a valorização das capacidades físicas e espirituais do homem. 

Influência da cultura greco-latina (Paganismo): A imitação dos modelos greco-romanos da antiguidade está na base da renovação literária surgida no Renascimento que tomou o nome de Classicismo. Como nas outras artes, também na literatura isso não significa copiar, e sim recriar. Os autores clássicos mais seguidos no Classicismo foram Homero, Virgílio, Ovídio, dentre outros. Também a teoria de Platão (essência x aparência) na concepção do amor foi muito difundida. 

Racionalismo / Universalismo: Observemos essa estrofe de um soneto de Camões:

Não há coisa a qual natural seja
Que não queira perpétuo o seu estado
Não quer logo o desejo o desejado,
Por que não falte nunca onde sobeja. (sobra)

Podemos perceber como o autor nesses versos trabalha mais com o conceito do amor do que propriamente com os sentimentos. (Diz-se que ele universalisa os sentimentos, tira o carater individual dos mesmos). A conjunção conclusiva logo confirma a preocupação do texto com a lógica e com as idéias. Esse racionalismo, contudo, não se dá apenas na literatura. Manifesta-se também na ciência e nas atividades econômicas daquela sociedade, voltada para o comércio, para as navegações e para os lucros. Pode-se dizer que a necessidade de compreender melhor, dominar e transformar a natureza experimentada pelo burgues do século XVI levou-o a substituir a fé cristã pela razão, pondo fim à mentalidade teocêntrica medieval. 

Uso da mitologia: Um grupo de artistas, chamados de humanitas, defendia que a cultura pagã, anterior ao aparecimento do cristianismo, era mais rica e expressiva, pois valorizava o indivíduo, seus feitos heróicos e sua capacidade de dominar e transformar o mundo. Por isso, se empenhavam em imitar as obras da arte da Antiguidade greco-latina, difundir suas idéias e traduzir suas obras para a língua falada na época, o italiano. A partir daí, seres, deuses e personagens da cultura dos Helenos e Romanos (Vênus, Zeus, Marte, Afrodite, Baco, Eolo...) foram sendo "incorporados" nas artes dos autores Clássicos.

Exaltação das faculdades humanas: A valorização das capacidades físicas e espirituais do homem foi chamada de antropocentrismo e, naturalmente, contrapunha-se à visão teocêntrica do mundo imposta pela Igreja. 

Busca do amor platônico, elevado, espiritual / Neoplatonismo: Seguindo a concepção platônica onde existem um mundo que percebemos com os sentidos, ilusorio e confuso, de sombras onde nada é estável ou permanente chamado Mundo dos Fenômenos e um outro mais elevado, espiritual e eterno, onde está a imutável essência de todas as coisas e acessível somente através da razão chamado Mundo das Idéias, os autores clássicos buscavam um amor idealizado, espiritualizado e racional, que se aproximava da Verdade Absoluta. A partir daí, o amor é visto de uma forma distante, onde muitas vezes o ser amado não tem conhecimento de sua situação e o desejo é aplacado pelo juízo. 

A filosofia de Platão exerceu grande influência no Ocidente. Até o século XV, apenas uma pequena parte de sua obra era conhecida. Em 1481, o humanista italiano Ficino traduziu todos os seus textos para o latim, colocando-o ao alcance dos intelectuais. Mas a leitura de Platão sofreu influências das idéias cristãs que imperavam na época. Com isso, o Mundo das Idéias, o reino da Verdade absoluta, passou a ser associado ao Céu cristão. De qualquer forma, seu pensamento marcou bastante a vida cultural do Renascimento. Observa-se, por exemplo, nesses versos de Camões do poema "Babel e Sião", de Camões, a presença clara das idéias platônicas: 

Mas, ó tu, terra de Glória
Se eu nunca vi tua essência,
Como me lembrais na ausência?
Não me lembras na memória,
Senão na reminiscência?

Que alma é tabua rasa
Que com a escrita doutrina
Celeste tanto imagina,
Que voa da própria casa
E sobe à patria divina

Não é logo a saudade
das terras onde nasceu
A carte, mas é do Céu
Daquela santa Cidade
De onde esta alma descendeu. 

Sujeição a regras rígidas de conteúdo e forma: Os escritores renascentistas trouxeram à tona a valorização de conteúdo, com temas universalistas e racionais e de forma, com versos decassílabos distribuídos em duas quadras e dois tercetos (medida nova - soneto). Também recuperaram outras, de inspiração clássica, anteriormente citadas. 

Clareza e objetividade e uso de linguagem sóbria, simples e precisa: Pelo próprio Universalismo e Objetivismo, anteriormente citados.

Valorização do gênero épico para cantar os feitos de heróis nacionais: A mais importante obra épica do classicismo português é a epopéia Os lusíadas que narra os feitos heróicos dos portugueses (os lusos, daí o nome da obra), que, liderados por Vasco da Gama, lançaram-se ao mar numa época em que ainda se acreditava em monstros marinhos e abismos. Ultrapassando os limites marítimos conhecidos - no caso o cabo das Tormentas ao sul da África - chegariam a Calicute, na Índia. Tal façanha, que uniu o Oriente ao Ocidente pelo mar, deslumbrou o mundo e foi alvo de interesses políticos e econômicos de diversas nações européias. 

Ânsia de fama e glória terrenas / Culto da beleza e da perfeição: Repudiando a concepção medieval do mundo como um "vale de lágrimas", um lugar de tentaçoes e pecados que desviam o homem do caminho da salvação espiritual, os Renascentistas exaltaram a dignidade do ser humano, destacando-o como um ser livre, capaz de alcançar a felicidade terrena e de criar seu próprio projeto e vida. O Cristianismo, evidentemente, continua imperando, mas o homem renascentista já nao vive tão angustiado com as questões religiosas quanto vivera o homem medieval. Ao recolocar o ser humano no centro do universo (Antropocentrismo) o Renascimento muda também o conceito que se tinha da natureza. Ela passa a ser vista como o reino do homem, um livro que deve ser investigado e compreendido, estimulando, assim, as pesquisas e as experiências científicas. Redimencionada, a natureza é encarada como fonte de vida e prazer, que deve ser posta a serviço da felicidade do ser humano. Essa nova forma de considerar o homem representou, pois, uma ruptura com a visão de mundo medieval e fez do Renascimento o marco inicial da era moderna. 

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Música(Classicismo)

A música criada durante o período renascentista ainda não exibe as características do classicismo. A simplicidade, a emoção contida e a clareza da forma clássica só aparecem nas composições a partir de meados do século XVIII, depois do barroco, quando as outras artes já vivem o movimento neoclássico. A transição da música barroca para a clássica é feita sobretudo por Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) e Johann Christian Bach (1735-1782), filhos do compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750). No classicismo, os compositores passam a elaborar formas maiores e mais desenvolvidas, como a sonata, a sinfonia e os concertos para instrumentos e orquestra. Os dois principais representantes desse período são os austríacos Joseph Haydn (1732-1809) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).


Arte e Literatura(Classicismo)

Tendência artística e literária que resgata formas e valores greco-romanos da Antiguidade Clássica, especialmente a cultura grega entre os séculos VI a.C. e IV a.C. Esta retomada acontece várias vezes ao longo da história ocidental, inclusive na Idade Média. Porém, é mais intensa do século XIV ao XVI na Itália. Nas Artes Plásticas , na Literatura e no Teatro, o classicismo coincide com o Renascimento. Na música adquire certas características próprias e manifesta-se, posteriormente, a partir de meados do século XVIII. Após o barroco e o rococó, no século XVIII, a tendência se repete, com o nome de neoclassicismo.
O classicismo é profundamente influenciado pelos ideais humanistas, que colocam o homem como o centro do Universo. Reproduz o mundo real, de forma verossímil, mas moldando-o segundo o que é considerado ideal. É importante que as obras sejam harmônicas e reflitam determinados princípios, como ordem, lógica, equilíbrio, simetria, contenção, objetividade, refinamento e decoro. A razão tem mais importância do que a emoção.
As adaptações aos ideais e aos problemas dos novos tempos fazem com que o classicismo não seja mera imitação da Antiguidade. Na época renascentista, por exemplo, a alta burguesia italiana em ascensão, na disputa de luxo e poder com a nobreza, identifica-se com os valores laicos da arte greco-romana.

Arquitetura

BARROCO – Surge no século XVII, na Itália, em oposição ao classicismo. A arquitetura é um meio de propagar a fé na Igreja e no Estado, por isso as principais construções são igrejas e edifícios públicos. Tem como características o abandono de normas e convenções, da geometria elementar e da simetria. As fachadas são ondulantes e decoradas com esculturas. Há grande uso de pilastras e o interior é repleto de madeira entalhada recoberta de dourado. Linhas diagonais e escadas dão movimento e altura às construções. O exagero de formas e a mistura de texturas transmitem a idéia de dramaticidade e representam a opulência da sociedade da época. Os principais nomes são Francesco Borromini (1599-1667) e Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), autor das 162 colunas da praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A preocupação com o espaço que circunda os edifícios é outra característica do barroco. Da Espanha, o barroco é exportado para as colônias americanas. Tem destaque no Brasil, com Aleijadinho (1738?-1814). Outras construções importantes são os palácios, como o de Versalhes, na França, com seus famosos jardins.

ROCOCÓ – Desenvolve-se entre 1700 e 1780, refinando a arquitetura pomposa do barroco. As cores vivas dão lugar aos tons pastéis e os relevos exagerados são substituídos por superfícies delicadas que ganham ênfase em pontos isolados. Igrejas e palácios exibem uma integração entre arquitetura, pintura e escultura. A estrutura dos edifícios é iluminada por várias janelas para criar interiores graciosos e etéreos. Os espaços interior e exterior chamam a atenção pela complexidade e requinte. Os arquitetos constroem espaços unificados e reduzem o tamanho das colunas. Nas igrejas, os tetos das naves laterais são levantados até a altura da nave central para unificar o espaço, como na Igreja de Carmine, em Turim, construída por Filippo Juvarra (1678-1736). Destacam-se Balthasar Neumann (1687-1753) e Fischer von Erlach (1656-1723).

NEOCLASSICISMO – Surge entre 1750 e 1830, sob influência do Iluminismo. Retoma o gosto pelas formas clássicas e corretas. A organização do espaço é geométrica e predominam nos edifícios as formas simples, com detalhes gregos ou romanos, colunas, paredes lisas e contrastes de texturas. As obras são monumentais e grandiosas. Os arquitetos mais importantes são alemães, ingleses e franceses. Entre estes, destacam-se Étienne-Louis Boullée (1728-1799) e Claude-Nicolas Ledoux (1736-1806). Os edifícios característicos são o Arco do Triunfo, em Paris, o Portão de Brandenburgo, em Berlim, e o Petit Trianon, em Versalhes.
 

 

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