Resumão

Revisando seus conhecimentos


Geografia
 

Desenvolvimento e Subdesenvolvimento

 

Subdesenvolvimento

O subdesenvolvimento é produzido como conseqüência da evolução capitalista. Os países em desenvolvimento estão, em maioria, na África, Ásia, América Latina e vários países ex-socialistas

Origens históricas: quase todos foram colônias de exploração no passado. As riquezas retiradas das colônias permitiram maior acúmulo de capital na Europa. Com a Revolução Industrial, as potências se expandiram às custas dos menos desenvolvidos; mais tarde, com o Imperialismo, aumentou a exploração e, após a Segunda Guerra Mundial, passou a haver o Imperialismo econômico, dominando financeiramente.

A expressão Terceiro Mundo surgiu a partir da Conferência de Bandung, na Indonésia, em 1955, quando 29 países africanos e asiáticos independentes expressaram o objetivo de não estar sob a influência dos EUA nem da URSS. O Capitalismo era o Primeiro Mundo, o Socialismo o Segundo Mundo.A partir de então, países independentes politicamente são dominados comercial, financeira e tecnologicamente - Neocolonialismo/Neoimperialismo.

Os países "subdesenvolvidos" podem ser agrários, ou industrializados. O fato de ter indústria não significa, necessariamente, que o país seja desenvolvido. A produção pode ser de baixa tecnologia, ou, mesmo que bem desenvolvida, o país pode ter, ainda, muitas desigualdades sociais internas.

Os países subdesenvolvidos industrializados desenvolveram sua indústria após a Segunda Guerra Mundial. Uma parte foi a partir das décadas de 50 e 60, e desenvolveram-se à custa de endividamento econômico externo. Possuem riqueza e modernidade, mas violentas desigualdades sociais. Ex.: Brasil, México, Argentina. Outra parte desenvolveu-se a partir da década de 80, passando a produzir produtos baratos e de baixo nível tecnológico. São os chamados tigres asiáticos - Hong Kong, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura - e os novos tigres: Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia.

Problemas

Dependência econômica e tecnológica - vendem matéria-prima e a recompram industrializada, o que causa endividamento externo, que, por sua vez, obriga esses países a facilitar a influência externa, tendo, assim, a economia controlada por potências internacionais.
Famílias numerosas
Indicadores sociais ruins
Desigualdades sociais gritantes
Má distribuição de riqueza
Agropecuária de baixo nível técnico
Em alguns países, a população é rural e se concentra em atividades agrárias. A urbanização, conseqüentemente, é baixa. Em outros, uma grande parte da população se concentra no setor terciário, a urbanização é desordenada e as cidades são mal estruturadas.
A fome é um dos grandes problemas do mundo subdesenvolvido. Há duas formas de medir a fome: a fome aguda, uma medida quantitativa (em calorias) e a fome crônica, uma medida qualitativa (em proteínas). A primeira pode levar à morte por inanição, e é causada por graves problemas estruturais de baixa renda ou seca, pragas na plantação, etc. A segunda, mais comum, é menos evidente, e diminui a capacidade das pessoas ao longo do tempo.
A educação ruim, nos países subdesenvolvidos, é agravada pela grande quantidade de crianças e jovens sem condições de freqüentar uma escola. O governo tenta atender o maior número de estudantes, em detrimento da qualidade. No Brasil, em muitos colégios públicos simplesmente não há repetência; o aluno, aprendendo ou não, passa de ano, apenas para contar nos índices de aumento nos anos de estudo.

Países Desenvolvidos e Países Subdesenvolvidos

CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS

Dominação econômica;
Apresentam estrutura industrial completa, produzem todos os tipos de bens;
Agropecuária moderna e intensiva, emprego de máquinas e mão-de-obra especializada.
Desenvolvimento científico e tecnológico elevado;
Modernos e eficientes meios de transporte e comunicação;
População urbana é maior que a população rural, são urbanizados. Exemplo: Inglaterra, EUA, Alemanha, etc.
População Ativa empregada, em principalmente, nos setores secundário e terciário. Exemplo: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha;
Pequeno número de analfabetos;
Elevado nível de vida da população;
Boas condições de alimentação, habitação e saneamento básico;
Reduzido crescimento populacional;
Baixa taxa de natalidade e mortalidade infantil;
Elevada expectativa de vida.
As sociedades desses países são altamente consumistas isto é percebido sobretudo devido ao poder aquisitivo elevado da sociedade e a grande quantidade produtos com tecnologia avançada, que são lançados no mercado a cada ano. Se todas as nações do mundo passassem a consumir supérfluos com a mesma intensidade das nações desenvolvidas o mundo entraria em colapso, pois, não haveria matéria-prima suficiente para abastecer a todos os mercados.

A luta por melhores condições de vida da população é visível, principalmente no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda, não existindo grandes disparidades entre uma classe social e outra. Para que isso fosse possível foi necessário a participação direta da sociedade, exigindo dos seus governantes uma postura voltada para os interesses da população.

Os governos passaram a cobrar mais impostos das classes sociais mais favorecidas em prol da sociedade. Os impostos cobrados são direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde, aposentadorias mais justas, etc., isto foi possível graças ao engajamento consciente de todos os cidadãos na formação do Estado Democrático.

A democracia existe de fato nas nações desenvolvidas, e consiste num Estado de direito que resulta de reivindicações permanentes por parte dos cidadãos. A democracia é um processo contínuo de invenção e reivindicações de novos direitos.

CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Passaram por um grande processo de exploração durante o período colonial. Colônia de Exploração;
Baixo nível de industrialização, com exceção de alguns países como: Brasil, México, os Dragões de Exploração;
Dependência econômica, política e cultural em relação às nações desenvolvidas;
Deficiência tecnológica e baixo nível de conhecimento científico;
Rede de transporte e meios de comunicação deficientes;
Baixa produtividade na agricultura que geralmente emprega numerosa mão-de-obra;
População Ativa empregada principalmente nos setores primários ou no setor terciário em atividades marginais (camelôs, trabalhadores sem carteira assinada etc). Exemplo: Brasil, Etiópia, Uruguai;
Cidades com crescimento muito rápido e cercada por bairros pobres e miseráveis;
Baixo nível de vida da maioria da população;
Crescimento populacional elevado;
Elevada taxa de natalidade e mortalidade infantil;
Expectativa de vida baixa.
Existem países subdesenvolvidos que são fortemente industrializados como é o caso do Brasil, México, Argentina, Dragões Asiáticos, etc. A industrialização existente nesses países na verdade é sustentada por países desenvolvidos, que os utilizam para expandir seus parques industriais e garantir lucros vultuosos. Um exemplo nítido de expansão industrial é, o caso dos Dragões Asiáticos que evoluíram enormemente nas últimas décadas, principalmente no setor industrial através do capital e tecnologia japonesa.

Alguns fatores atraem esses investimentos estrangeiros para os países subdesenvolvidos, como:

Mão-de-obra barata e numerosa;
Muitas vezes são isentos de pagamento de impostos;
Doação de terrenos por parte do governo;
Remessa de lucro das transnacionais para a sede dessas empresas;
Legislação flexível.
Na visão de alguns escritores como Demétrio Magnoli "A grande mutação na economia mundial e na geopolítica planetária agravou as desigualdades entre a acumulação de riquezas e a disseminação da pobreza. O desenvolvimento assume padrões crescentemente perversos, marginalizando parcelas maiores da população. Em escala mundial, a década de 80 presenciou uma ampliação da fratura econômica entre o Norte e o Sul. Atualmente, os 20% mais ricos da população do planeta repartem entre si 82,7% da riqueza, enquanto os 20% mais pobres dispõem apenas de 1,4%."

A partir daí podemos afirmar que o desenvolvimento em partes dos países centrais são de fato sustentados à custa da exploração dos países periféricos.

Urbanização em Países Sub-Desenvolvidos

Já os fatores repulsivos são típicos de países subdesenvolvidos, sem indústrias ou com um baixo nível de industrialização. Estão ligados fundamentalmente às péssimas condições de vida existentes na zona rural, em função da estrutura fundiária bastante concentrada, dos baixos salários, da falta de apoio aos pequenos agricultores, do arcaísmo, das técnicas de cultivo, etc. Assim, há uma grande transferência de população para as cidades, notadamente para as grandes metrópoles, criando uma série de problemas urbanos. Tais problemas são resultado de um fenômeno urbano característico de muitos países subdesenvolvidos: a macrocefalia urbana.

É importante que as metrópoles de São Paulo, de Nova Iorque e de Xangai, que estão entre as cinco maiores do mundo, têm um percentual baixo em relação à população total e urbana de seus países. Porque o total da população do Brasil, dos Estados Unidos e da China é muito grande. Por outro lado a população do Uruguai e da Líbia é muito pequena. Por isso Montevidéu e Trípoli, cidades bem menores, têm um peso tão grande na população total e urbana de seus países. Assim a macrocefalia deve ser entendida como o resultado da grande concentração das atividades econômicas, principalmente dos serviços, e, portanto, da população em algumas cidades, que acabam se tornando muito grandes relativamente. Embora esse fenômeno ocorra também em países desenvolvidos, ele assume proporções maiores nos subdesenvolvidos. Nos países desenvolvidos, como o crescimento das cidades foi lento e bem-estruturado, o fenômeno não assumiu proporções tão grandes como em muitos países subdesenvolvidos, onde o crescimento das cidades foi, além de muito concentrado espacialmente, rápido e desordenado. A conseqüência foi uma série de problemas facilmente percebidos na paisagem urbana desses países.

O crescimento rápido de algumas cidades, que acaba culminando no fenômeno da metropolização, é resultado da incapacidade de criação de empregos, seja na zona rural, seja em cidades pequenas e médias, o que força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescente-se a isso o fato de esses países, com raras exceções, apresentarem altas taxas de natalidade e, portanto, alto crescimento demográfico, e está formado o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido. Veja o gráfico.

Mesmo o centro dinâmico dos países subdesenvolvidos não tem capacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes, e logo começa a aumentar o número de pessoas desempregadas. Muitos desempregados permanentes, para poder sobreviver, acabam se refugando no subemprego, que é toda forma de trabalho remunerado ou prestação de serviços que funciona à margem da economia formal, compondo, por isso a economia informal ou subterrânea. É a economia que não aparece nas cifras oficiais, pois não tem nenhum tipo de registro e não recolhe nenhum tipo de imposto. Como os rendimentos, em geral, são muito baixos, mesmo para os trabalhadores da economia formal, muitos não tem condições de comprar sua moradia nem de alugar uma casa ou apartamento para viver. Assim. Proliferam cada vez mais as submoradias: favelas, cortiços, pessoas abrigadas debaixo de pontes e viadutos, quando não vivendo ao relento. Essa é a face mais visível do crescimento desordenado das cidades. Os números da tabela abaixo explicitam esse que é um dos mais graves problemas urbanos brasileiros e do mundo subdesenvolvido.

*Se considerássemos a população das regiões metropolitanas, o número de favelados aumentaria consideravelmente.

Cria-se, assim, um meio social extremamente favorável à proliferação de outro problema que atormenta o cotidiano de milhões de pessoas nas grandes cidades dos países subdesenvolvidos: a violência urbana. Roubos, assaltos, seqüestros, assassinatos etc. atingem milhares de pessoas todos os anos, fazendo muitas vítimas fatais. Sem contar ainda a violência no trânsito, que faz tantas outras vítimas de acidentes. É por essas razões que o estresse é o "mal do século", atingindo principalmente os habitantes das grandes metrópoles, tanto nos países subdesenvolvidos como nos desenvolvidos, pois muitos desses problemas também ocorrem em metrópoles de países ricos.

 

 

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