CARACTERÍSTICAS:
O Modernismo
Movimento renovador nas
artes e letras brasileiras, o modernismo teve como marco
inicial a Semana da arte moderna (1922). Seus objetivos
primordiais eram: romper com as tradições acadêmicas
atualizar as artes e a literatura brasileira em relação
aos movimentos de vanguarda europeus e encontrar uma
linguagem autenticamente nacional. Os antecedentes do
modernismo estão presentes na área literária de Graça
Aranha (canaã), Euclides da Cunha (Os sertões),
Lima Barreto (Triste fim de Policarpo Quaresma) e Manoel
bandeira (Cinza das Horas); na pintura de Lasar Segall e
Anita Malfatti; na escultura de Vítor Brecheret; na
crítica de Andrade Murici e João Ribeiro ,
entre outros.
No Brasil o modernismo é
aplicado ao período literário que se entendeu de 1922 a
1945. Os sinais precursores do modernismo datam de 1917, ano
em que foi realizado em São Paulo a exposição de Anita
Malfatti. A pintura de influência expressionista provocou
um polêmico artigo escrito por Monteiro Lobato intitulado
"Mistificação ou Paranóia?".
A arte no Modernismo
Em artes plásticas o
modernismo não foi uma ruptura brusca provocada pela Semana
da Arte Moderna de 1922. Pelo contrário esta manifestação
se inseriu em um longo processo de descontentamento com o
passado, cuja as raízes se encontravam, inclusive, dentro
da própria Academia. Pintores como Antônio Parreiras,
Benedito Calixto e Almeida Júnior receberam um aprendizado
acadêmico e foram capazes de exerce-los na prática, mas
procuraram uma maior liberdade técnica e expressiva,
sobretudo quando se dedicaram a paisagem, a costumes e tipos
populares.
Pré-Modernismo (lit.)
A semana de 1922 resultou
de lento processo de preparação proveniente da ânsia de
renovação formal e da motivação nacionalista que
influenciou os artistas conscientes da revolução estética
em curso nos países europeus. Oswald de Andrade, Manoel
Bandeira, Ronald de Carvalho e Graça Aranha – Todos
futuros participantes da explosiva apresentação da semana
-- conheceram, na Europa, os movimentos vanguardistas e
voltaram convencidos da necessidade de promover também no
Brasil uma revolução estética.
A música no modernismo
Também na música, a
semana da arte moderna de 1922 é considerada o marco
inicial do modernismo; entretanto, antes dela já havia
manifestações musicais de Vanguarda (Villa-Lobos). A
semana revelou e intensificou o conflito entre o antigo e o
novo, apresentou a música atonal e bitonal, sem
desenvolvimento clássico, primitiva em seus ritmos
obstinados, obrigando a revisão dos conceitos tradicionais.
A religião no
modernismo
Nascida do violento
conflito entre o ensinamento rígido e tradicional da igreja
e a ciência moderna com seus métodos positivos, a crise
modernista desenvolveu-se durante o pontificado de Pio X
(1903-1914), em 4 (quatro) países na Itália,
Grã-Bretanha, Alemanha e sobretudo na França, onde a
ciência religiosa estava muito atrasada. Na Itália, com
Antônio Fogazzaro e Romulo Murri, trata-se sobretudo de um
movimento de libertação intelectual da tutela
eclesiástica. Na Grã-Bretanha, Geórgia Tyrrell pretendeu
subordinar a revelação divina as emoções piedosas dos
Cristãos. Na Alemanha, um reformismo bem pouco heterodoxo
espalhou-se nas universidades Católicas.
Modernismo Hispânico
Movimento renovador da
literatura espanhola hispano-americana que surgiu, como ao
romantismo, no fim do séc. XIX (1880-1890), liderado
pelo poeta nicaragüense Rubén Darío. Influenciado pelo
simbolismo e Parnasianismo franceses, caracteriza-se
basicamente pelos esteticismo. Foram precursores importantes
do movimento o colombiano José Asunción silva e o cubano
José martí. Além de Darío, destacaram-se: Amado Nervo; o
cubano julián del casal; os argentinos Enrique Larreta e
Leopoldo Lugones; o peruano Santos Chocano ; o boliviano
Ricardo Jaimes Freyre; os uruguaios Herrera y Reizig e
Enrique José Rodó. Na Espanha, a influência de Darío
exerceu-se em poetas como Manoel Machado, Francisco
Villaespesa e Emílio Carrère.
O modernismo Português
Movimento literário e
plástico que surgiu por volta de 1915 e que tinha nos
poetas Mário de Sá-Carneiros, Fernando Pessoa e no poeta
pintos Amada Negreiros seus principais expoentes. Articulado
em torno da revista Orfeu, investia contra academismo,
parnasianismo e o Saudosismo. Na Segunda geração
modernista, destacaram-se João Gaspar Simões, José Régio
e Adolfo Casais Monteiro