
Os Séculos XVIII e XIX
A
Revolução Francesa (1789-1799) e Napoleão Bonaparte
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Entre as razões mais
importantes para o desfecho revolucionário estavam o absolutismo dos
Bourbons, a sobrevivência dos privilégios feudais, as divergências
entre os três Estados nacionais (1º Clero, 2º Nobreza, 3º Burguesia e
camadas baixas), as idéias iluministas, a crise financeira e a convocação
dos Estados Gerais pelo rei Luis XVI.
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A fase da
Assembléia Nacional sob o domínio da alta burguesia, instituindo
o Novo Regime, notabilizado pela monarquia constitucional e pela
garantia da propriedade privada.
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A fase da Convenção
Nacional teve por destaque o conflito entre girondinos e
jacobinos, seguindo-se a ditadura montanhesa com o Terror. O governo
popular de Robespierre terminou com a reação burguesa termidoriana.
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A fase do Diretório
teve o comando da alta burguesia que anulou as conquistas populares
para viabilizar um governo liberal. No entanto, internamente sofreu a
oposição jacobina (Graco Babeuf) e, externamente, os ataques das potências
absolutistas européias.
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Golpe do 18 brumário
(9/11/1799) de Napoleão Bonaparte consolidou as conquistas revolucionárias
burguesas, instituindo o governo do Consulado, seguido do Império.
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As guerras napoleônicas
ampliaram o domínio francês na Europa, culminando no Bloqueio
Continental contra a Inglaterra.
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A decadência de Napoleão
acelerou-se com o fracasso da campanha da Espanha, com a catastrófica
campanha da Rússia (1812). O último governo de Napoleão, chamado de Os
Cem Dias, terminou na batalha de Waterloo (1815).
Principais
passagens da história da Revolução Francesa:
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Antecedentes
- Absolutismo de Luís
XVI;
- Ministro Necker e a igualdade fiscal;
- Convocação dos Estados Gerais;
- “Juramento do Jogo da Pela”; - 14 de julho 1789 – a tomada da
Bastilha.
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A Assembléia Nacional
(1789-1792)
- Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão;
- Constituição Civil do Clero;
- Constituição de 1791 – O Novo Regime;
- Fuga e prisão do rei em Varennes.
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A Convenção Nacional
(1792-1795)
- Convenção Girondina: execução de Luís XVI (1793);
- Convenção Montanhesa: Constituição do Ano I (voto universal);
- O Terror: a ditadura jacobina de Robespierre;
- A Convenção Termidoriana: reação burguesa.
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O Diretório
(1795-1799)
- Constituição do Ano III (voto censitário);
- A conspiração dos Iguais (Graco Babeuf);
- O 18 brumário de Napoleão Bonaparte (9-11-1799).
Principais
passagens da história de Napoleão
O Consulado
(1799-1804) e o Império (1804-1815)
- Banco da
França;
- Código
Civil;
- Reformas
(educacional, administrativa, etc);
- 1806 –
Decreto de Berlim (Bloqueio Continental);
- 1812 –
Derrota na Rússia;
- 1814 –
Exílio em Elba;
- 1815 –
Os Cem Dias;
- 1815 –
Waterloo e exílio para Santa Helena.
O
Congresso de Viena
A
Independência da América Espanhola
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A ocupação da Espanha
por Bonaparte serviu de pretexto para o início da guerras de independência
na América Espanhola. Entre as principais lideranças criollas estavam
Simon Bolívar, que desejava a unidade americana sob o regime republicano
e San Martín, a favor da fragmentação e monarquia.
Os
Estados Unidos no século XIX
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Expansionismo
norte-americano na América após a independência foi acompanhado pelo
crescimento das divergências entre o norte e o sul.
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Estavam centradas na
questão da Abolição x Escravidão, Protecionismo x Liberalismo.
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Na eleição de Lincoln
teve início a Guerra de Secessão (1861-1865), com a conseqüente vitória
do norte industrial, resultando no progressismo capitalista dos Estados
Unidos e expansionismo imperialista.
Principais
passagens da América no Século XIX
A Independência
da América Espanhola
- Conflito dos criollos com os chapetones;
- 1808- Intervenção de Napoleão na Espanha;
- Os libertadores Simon Bolívar e San Martin;
- 1810 – Início dos Movimentos de Independência;
- 1822 – O encontro de Guayaquil (Bolivar e o Panamericanismo);
- Oposição da Santa Aliança e apoio dos norte-americanos (Doutrina Monroe)
e da Inglaterra.
Estados Unidos
- Expansão territorial, comprando (Louisiana, Flórida, Alaska) ou
conquistando (noroeste mexicano);
- 1812 – Segunda Guerra de Independência;
- 1848 – Guerra contra o México e Corrida do Ouro, Califórnia;
- 1860 – Vitória de Lincoln pelo Partido Republicano;
- A Vitória Nortista e o assassinato de Lincoln em 1865;
- A Ku-Klux-Klan;
- 1895 – José Martí Independência de Cuba, guerra contra a Espanha, EUA e
o Maine;
- 1899 – EUA ocupam Cuba e Porto Rico;
- 1901– Emenda Platt sobre Cuba e Theodere Roosevelt com o Big Stick.
A
Revolução Industrial e as Novas Doutrinas Sociais
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A Revolução
Industrial representou o uso da maquinofatura e a maturidade capitalista,
graças à abundância de capitais acumulados e também de mão-de-obra.
Contou com pioneirismo inglês.
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As fases tecnológicas
da Revolução Industrial:
- Primeira (1760-1850): ferro, tecidos e vapor;
- Segunda (1850-1950): aço, eletricidade, petróleo e expansão.
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A partir das condições
sociais (Questão Social) durante a industrialização dos séculos XVIII
e XIX, emergem lutas e idéias antiliberais, exigindo direitos
trabalhistas e sociais, a exemplo do luddismo, dos sindicatos e do
cartismo.
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Ao mesmo tempo
cresceram novas correntes de pensamento: o Socialismo Utópico (Fourier,
Saint-Simon, Owen) propõe reformas sociais com base em premissas românticas;
o Socialismo Científico (Marx e Engels) fundado na Revolução proletária;
o Anarquismo (Bakunin, Tolstoi) defensor da destruição do Estado; e a
Doutrina Social da Igreja (Papa Leão XIII com a encíclica Rerum Novarum), a favor de reformas sociais.
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As Internacionais
Socialistas:
- Na 1ª-, predominou o conflito entre Marxistas e Anarquistas;
- Na 2ª-, destacou-se a dissidência entre os marxistas, originando a
social democracia e os comunistas revolucionários.
A
França no Século XIX
A Restauração
dos Bourbons com Luís XVIII e Carlos X deu-se com base na Legitimidade de
Talleyrand. n A oposição burguesa desembocou na Revolução Liberal de 1830,
dando início ao governo do rei burguês Luís Filipe.
Em 1848, no
ápice da agitação trabalhista e popular européia, aconteceu a Primavera
dos Povos.
Na França,
nas eleições de 1848, a burguesia retomou o controle político com o governo
populista de Luís Bonaparte, consolidando-o com o Segundo Império,
sobrevivendo até a Guerra Franco-Prussiana de 1870.
A vitória
alemã significou a humilhação da França, que perdeu as ricas regiões da
Alsácia e Lorena, nascendo o ideal de revanchismo contra a Alemanha, uma das
principais marcas da Terceira República criada em 1870.
O
Nacionalismo e as Unificações
Com a
industrialização e a necessidade de mercados, as burguesias do norte
italiano e alemão construiram o projeto nacionalista de unificação.
A
Unificação Italiana
Após o
Congresso de Viena a Itália foi dividida e transformada numa simples
“expressão geográfica”, motivando o Risorgimento.
A liderança
na luta pela unificação coube à Sardenha-Piemonte e a Cavour.
Foi na
Guerra Franco-Prussiana (1870) que os italianos conquistaram Roma e
completaram a unificação.
A conquista
da unidade deu origem à Questão Romana, Monarquia Italiana versus Papa, que
só foi resolvida com o Tratado de Latrão, com Mussolini, em 1929, quando foi
criado o Estado do Vaticano.
A
Unificação Alemã
Após o
Congresso de Viena a região alemã foi dividida, passando a pertencer à
Confederação Germânica sob o domínio do Império Austríaco.
Em 1834 foi
criado o Zollverein – aliança aduaneira dos Estados alemães –,
que representou o primeiro passo para edificar a unidade política nacional
alemã.
No processo
de unificação destacou-se a ação de Bismarck, ministro prussiano.
Na Guerra
Franco-Prussiana completou-se a unidade política alemã em torno de um império
(Segundo Reich Alemão).
A partir da
unidade, o novo Estado viveu um forte progressimo industrial e, pouco depois,
a disputa por áreas coloniais com um forte armamentismo.
O
Imperialismo do Século XIX
Ao contrário
do colonialismo do século XVI que dirigiu-se principalmente para a América,
buscando especiarias e metais preciosos, subordinando-se ao mercantilismo do
capitalismo comercial e fazendo uso da fé como justificativa para as
conquistas (levar a fé aos infiéis), o imperialismo do século XIX refletia
a maturidade capitalista industrial.
O
Neocolonialismo centrou-se basicamente na África e Ásia, buscando mercados e
contava com a justificativa da missão civilizadora dos conquistadores.
Dos
diversos conflitos na partilha afro-asiática destacaram-se a Guerra dos Boers
(África do Sul), a Questão Marroquina, a Guerra dos Cipaios (Índia), a
Guerra do Ópio e dos Boxers (China) e as disputas na região balcânica.
A emersão
do Japão, com a era Meiji e conseqüente expansão territorial sobre áreas
vizinhas.
O
imperialismo e as disputas coloniais acirraram o armamentismo, os conflitos e
sucessivos impasses entre as potências, o que desembocaria na I Guerra
Mundial.
Principais
passagens da Europa política no Século XIX
A
França no Século XIX
A Restauração
Francesa
- Governo de Luis XVIII (1815-1824);
- Governo de Carlos X (1815-1830) – Lei do Duplo Voto;
A Revolução Liberal de 1830 – Governo de Luis Felipe (Rei burguês);
A Revolução de 1848 (Primavera dos Povos): 2ª República Francesa;
A Presidência de Luis Bonaparte e o golpe do 18 brumário de 1851;
O 2º Império de Napoleão III (1852-1870);
A Guerra Franco-Prussiana de 1870 – Alsácia e Lorena;
1870- A Terceira República e o revanchismo;
1871- A Comuna de Paris;
1894- Caso Dreyfuss.
Imperialismo
do Século XIX
1763 - Inglaterra assume o domínio da Índia;
1830 - França conquista a Argélia;
1840 - Guerra do Ópio (China contra Inglaterra);
1857 - Guerra dos Cipaios (Índia contra Inglaterra);
1868 - Era Meiji no Japão;
1875 - 1904 Inglaterra vai assumindo o controle de Suez;
1884 - 1885 Conferência de Berlim em que 14 países europeus, mais os Estados
Unidos e Rússia, definiram as fronteiras coloniais africanas;
1899 - Guerra dos Boers (África do Sul), com ingleses contra os holandeses;
1900 - Guerra dos Boxers (China contra potências imperialistas);
1904 - Guerra Russo-Japonesa e Questão Marroquina.