BLOCOS
REGIONAIS
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A formação de blocos
propicia a elevação da tensão das relações comerciais, uma vez que
cada bloco cria barreiras às mercadorias dos concorrentes. Revela uma
contradição entre o discurso neoliberal, que afirma ser necessário e
conveniente abrir as fronteiras e reduzir as taxas alfandegárias, e a prática
política, que faz exatamente o oposto.
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UE: o primeiro
bloco regional a se formar, com apenas seis países, foi o Mercado Comum
Europeu, criado pelo Tratado de Roma, em 1957. Em 1991, por meio do Tratado
de Maastrich, ampliou suas metas, mudando o nome para União Européia (UE).
Hoje esse bloco é composto por 15 países, que, em conjunto, detêm a maior
parte da riqueza mundial.
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Nafta: seguindo
essa tendência de formação de blocos regionais, em 1992,Estados Unidos,
Canadá e México formaram o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do
Norte). Os Estados Unidos planejam controlar a ampliação das atividades e
funções da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), criada em 1994,
visando a formar o maior bloco comercial do mundo, que superaria a UE.
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Bacia do Pacífico:
é o mais informal dos blocos, já que não está organizado através de
tratados, como estão os citados anteriormente. Caracteriza-se pelos
elevados investimentos do Japão, que controla também a maior parte dos
fluxos de mercadorias e tecnologias na região.
DISPARIDADES
CRESCENTES
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A crescente
miserabilização de uma larga parcela da população, associada ao uso de
sofisticadas tecnologias por parte de uma elite, amplia as disparidades sócio-econômicas,
fenômeno que ocorre tanto em escala nacional, como mundial.
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A pobreza aumenta. Em
1970, os países pobres tinham cerca de 75% da população do planeta e
respondiam por cerca de 27% do PIB mundial. Em 1998, a população desses países
pobres se elevou para 80% e a parcela do PIB mundial que eles produziam caiu
para 14%.
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A riqueza é mal
distribuída sob todos os pontos de vista. Em 1997, o consumo mundial de
bens e serviços foi de US$ 24 trilhões. A parcela de população mundial
mais rica, formada por 20% da humanidade, consumiu US$ 20,6 trilhões,
segundo o Relatório para o Desenvolvimento Humano da ONU.
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Escola
com precárias condições são comuns nos países
subdesenvolvidos.
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O acesso à educação
continua sendo um problema grave, especialmente com o desenvolvimento da
sociedade tecnológica, baseada no conhecimento. Segundo a Unesco, em 1996
havia cerca de 880 milhões de analfabetos no mundo.
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Outro problema
relacionado à educação é aquele que se refere à sua qualidade. Com a
globalização e a ampliação da sociedade high tech, torna-se necessária
uma educação sofisticada, com maior número de anos de escolarização.
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A fome, segundo dados
da FAO, atinge de forma aguda mais de 1 bilhão de habitantes, matando 40
mil pessoas por dia, ou seja, mais de 14 milhões por ano. Há ainda o
problema da fome crônica, que atinge 770 milhões de pessoas que se
alimentam de forma deficiente, pois alimentos ricos em proteínas são
caros.
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Os problemas de saúde
revelam-se pelas elevadas taxas de mortalidade infantil e pela baixa
expectativa de vida na maior parte dos países subdesenvolvidos. Observar a
pirâmide etária é uma boa forma para se constatar esse fato:
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A
base larga indica elevadas taxas de natalidade, com grandes
parcelas de população jovem (0 a 20 anos). As altas taxas de mortalidade
e a pequena expectativa de vida estão representadas
pelo estreito ápice (mais de 60 anos).
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Preocupada com a
qualidade de vida, a ONU criou um novo indicador, denominado Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH), que leva em conta: o PIB per capita e o poder
de compra da moeda de cada país; a parcela de analfabetos e o número médio
de anos de escolaridade; e, finalmente, as condições de saúde expressas
pelas taxas de mortalidade infantil e pela expectativa de vida.
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Com esse novo
indicador, diversas distorções são corrigidas. Os Estados Unidos, por
exemplo, que apresentam o mais elevado PIB mundial, indicados como a nação
mais rica do mundo, ficam com a 3ª colocação no IDH. O Brasil, com o 10º
PIB mundial, cai para a 79ª posição.
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