DESERTIFICAÇÃO
Um solo degradado, se não forem adotadas
medidas que eliminem as causas provocantes, pode tornar-se
desertificado, isto é, ter a sua fertilidade exaurida, além
de perder a capacidade de retenção da água indispensável
ao desenvolvimento das culturas. Área desertificada é uma
gleba que, embora não seja um deserto na concepção técnica
do termo, a este se assemelha, pela ausência de potencial
biológico do solo.
Há terrenos que, pelas características
do solo e condições climáticas, são mais suscetíveis a
se deteriorar que outros. Os usuários não reconhecendo os
limites exploratórios dessas terras, ultrapassam o limiar e
tornam essas áreas desertificadas. No território
brasileiro há, em todas as regiões fitogeográficas,
extensas áreas degradadas, algumas desertificadas.
Devido às suas condições climáticas e
características dos solos e pela maior intensidade de
exploração dos terrenos, com rotinas inadequadas,
praticamente desde o início da colonização, a região do
Nordeste é aquela em que se apresentam os terrenos mais
deteriorizados do território brasileiro. As zonas do semi-árido
e sub-úmidas-secas (destacadamente o norte do Estado de
Minas Gerais) atingem cerca de um (1) milhão de quilômetros
quadrados desertificados.
A região dos Cerrados, em face da
destruição das matas e da prática intensiva de queimadas,
apresenta muitas glebas degradadas e até desertificadas. Há
ambientalistas que afirmam ser de cinqüenta por cento dos
terrenos o índice de destruição. É lamentável, por
tratar-se do bioma mais rico do Universo, em biodiversidade,
nessa categoria.
Núcleo destacado de desertificação
desse ecossistema é a Zona do Jalapão, a leste do Estado
de Tocantins, com uma área de 30000 km2, e que vem se
expandindo a cada ano. É resultado da ação antrópica, ou
seja, da falta de orientação técnica dos usuários desses
terrenos e o discernimento de quando deveriam cessar as
queimadas, nas pastagens e lavouras.
No Estado do Rio de Janeiro, na parte
Noroeste, está se formando uma grande área desertificada,
atingindo a extensão de dez Municípios e que tende a se
expandir. É resultado de rotinas inadequadas, aplicadas nos
terrenos que eram explorados com a cultura do café,
abandonadas. É, também, no Estado do Rio de Janeiro que,
atualmente, se processa a maior devastação da Mata Atlântica.
Um solo degradado, caso não sejam adotadas medidas que
eliminem as causas provocantes, pode tornar-se desertificado,
isto é, ter a sua fertilidade exaurida, ficando
agricolamente improdutivo.
Na Conferência das Nações Unidas sobre
Desertificação, realizada em Nairóbi (Quênia), em 1977,
foi destacada a preocupação alarmante dos técnicos, em
relação ao constante aumento mundial das áreas
desertificadas. Recente relatório da ONU acusou que novos
desertos estão surgindo, em todo o mundo, com uma área em
torno de três milhões de hectares, por ano. A expansão
das áreas desertificadas também se observa,
lamentavelmente, em nosso País.
No Rio Grande do Sul, as zonas
desertificadas têm uma extensão superior a 2000 hectares e
estão sendo ampliadas, a cada ano. É uma típica demonstração
da ausência de orientação aos agricultores, pela mobilização
de terrenos que, por suas características texturais,
deveriam estar cobertos com vegetação permanentemente.No
Manual da Secretaria de Agricultura, RGS (1983), é
salientado que a degradação dos solos, naquele Estado é,
em parte, conseqüência do manejo inadequado dos terrenos,
fato constatado, destacadamente nas áreas que estão se
tornando desertificadas.
Corroborando, CASSOL (1981) ressalta:
"As áreas degradadas ocupadas com culturas anuais
intensivas ultrapassam em extensão as desertificadas."
E, destaca: "Nas explorações de trigo e soja, os
solos, originariamente com boas características, estão
apresentando problemas de degradação física pelo uso com
monocultura e manejo inadequado. O preparo do solo é feito
de modo a pulverizá-lo acentuadamente, e realizado em condições
impróprias de umidade e, ainda, a palha de trigo é
queimada."
O problema das áreas desertificadas no
Brasil atinge não só a zona semi-árida como a sub-úmida-seca,
com um total de 1 (um) milhão de quilômetros quadrados,
localizados na Região Nordeste e Norte do Estado de Minas
Gerais. A região do Cerrado, em face da destruição das
matas e da prática intensiva de queimadas, apresenta muitas
glebas que estão sendo degradadas e até desertificadas. Os
agricultores e pecuaristas não utilizam as tecnologias
adequadas para mobilização dos solos deste ecossistema.
Núcleo desertificado desse bioma é a
Zona do Jalapão, a leste do Estado de Tocantins, com uma área
de 30000 km2 e que vem se expandindo a cada ano. É
resultante da falta de orientação técnica dos usuários
desses terrenos. É, portanto, um deserto formado pela ação
inadequada das terras, pelo homem.Quanto representa, em
valores econômicos, a perda dessa área para explorações
agrícolas e pecuárias racionalmente planejadas?
No Estado do Rio de Janeiro há, também,
uma grande área desertificada, na parte Noroeste, atingindo
a extensão de dez (10) Municípios, e que tende a se
expandir. As autoridades governamentais têm sido
devidamente alertadas pelos conservacionistas, de que – é
sempre mais econômico preservar os recursos naturais do que
restaurá-los, depois que eles forem degradados. É
indispensável sejam elaborados, pelos Governos Estaduais,
Programas de restauração de áreas degradadas, de acordo
com as características específicas de cada ecossistema
onde se encontram.