Serra do Imeri,
faz parte do bloco maior denominado serra de Tapirapecó, localizada no
maciço das Guianas. A porção brasileira desse planalto é menos sedimentar
do que a área vizinha em território venezuelano, mas há considerável
extensão de terrenos mesozóicos (120 milhões de anos) nos altos das serras
divisórias entre os dois países.
A importância da
serra do Imeri deriva de que nela se situam os pontos mais elevados do relevo
brasileiro, o pico da Neblina, com 3.014 m de altitude, e o 31
de Março, com 2.992 metros. É uma região que serve de divisor de águas
dos rios que se dirigem para a bacia do Orinoco, ao norte, e para bacia do rio
Negro, ao sul. É uma região praticamente vazia de população, localizada no
extremo norte do país, e recoberta pela floresta ombrófila densa (ver Floresta
tropical úmida). Encontra-se aí localizado o Parque Nacional do Pico da
Neblina. A rede hidrográfica que desce suas encostas é encaixada e o mais
importante rio é o Cauaburi, que tem, de início, o curso paralelo à serra,
provavelmente acompanhando uma linha de falha de sentido oeste-leste, para
depois tomar direção sul, vindo a desaguar no rio Negro, um dos mais
importantes afluentes do Amazonas.

Dentro do Parque Nacional do
Pico da Neblina, um dos maiores bióticos protegidos do planeta, encontra-se o
ponto mais alto do Brasil, o Pico da Neblina, que, com seus 3.014 m, está
sempre encoberto por nuvens ou nevoeiro. Identificado em 1953 por uma
expedição venezuelana, só em 1962 se teve a certeza de que está em terras
brasileiras, a menos de 1 km da fronteira com a Venezuela.

Pico da Neblina,
pico mais elevado do Brasil, situado na serra do Imeri (3.014 metros).
Essa serra faz parte do sistema denominado Planaltos de Roraima, nos limites
do Brasil com a Venezuela, e serve de divisor de águas entre a bacia do
Orinoco e a do rio Negro. Ao lado de Imeri, caminhando de oeste para leste, as
serras de Tapirapecó, Curupira, Parima e Pacaraima, compõem o conjunto de
serras com grandes elevações que marcam os limites setentrionais do Brasil,
com altitudes acima dos 1.000 metros. O sistema é formado de
embasamentos cristalinos muito complexos, característicos do Maciço das
Guianas. Sobre a base cristalina, aparecem extensos depósitos sedimentares e
ocorrência de intrusões vulcânicas. O conjunto recebeu também muita
influência dos movimentos tectônicos quando a Cordilheira dos Andes se
levantou. Alguns pontos se fraturaram, outros afundaram e formas escarpadas
surgiram. Estas serras, ainda pouco exploradas, possuem grandes jazidas
minerais.

Pico da Bandeira
Devido às diferenças de
altitude, que variam da ordem dos 900 metros até os 2.890 metros do Pico da
Bandeira, o Parque Nacional do Caparaó abriga, em seu lado mineiro, três
andares de vegetação. Atualmente, porém, a vegetação é quase toda de
formações secundárias, pois as florestas foram devastadas. No entanto, em
1942 foram identificadas quase 270 espécies botânicas no Caparaó. Entre os
animais, habitam o parque gambás, cuícas, pacas, tapitis, caxinguelês,
vários ratos-do-mato, guaxinins, iraras e gatos-do-mato. Há outros picos de
grande altitude na região: Cruzeiro, com 2.860 metros; Calçado, com 2.840; e
Cristal, com 2.798 metros.