Advérbio ou Adjetivo?
Sua dúvida é muito pertinente
e mais comum do que se imagina.
A diferenciação pode ser
determinada por diversas formas:
Adjetivo
1. O adjetivo sempre modifica um substantivo, ou seja, ele fornece a este
substantivo uma determinada qualidade ou característica.
2. o adjetivo pode sofrer flexão de número ou gênero,i.é, pode ir para o
plural, assim como para o feminino.
3. Na oração, ele exerce as funções de:
Adjunto adnominal- As três meninas procuravam um gatinho [preto]
Predicativo do sujeito – Ele continua [gripado]. O menino dorme [tranqüilo]
Predicativo do objeto direto – Encontrei seu pai [pensativo]
Predicativo do objeto indireto – Chamaram-lhe de [medroso]
Advérbio
1. O advérbio sempre apresenta uma circunstância, dando idéia de tempo,
lugar, modo, afirmação, dúvida, etc.
2. O advérbio modifica adjetivo, verbo ou outro advérbio. Assim, ele se refere
sempre a estes três, nunca ao substantivo.
4. O advérbio é sempre invariável, ou seja, não pode ir para o feminino, nem
para o plural.
3. Na oração, o advérbio só exerce a função de adjunto adverbial- Venha
[aqui]! Ele chegou [ontem]. [Infelizmente] não estarei [lá].
A garota estava [muito] zangada. A cerveja que desce [redondo]
Tendo as características dos dois em conta, é fácil identificá-los.
Lembre-se sempre que, se se referir a um substantivo, nunca é advérbio. Outra
possibilidade é conseguir uma lista dos principais advérbios, que são poucos,
e procurar memorizá-los para poder identificá-los na frase.
Continuemos pela diferenciação
entre complemento nominal e adjunto adnominal:
Como o próprio nome diz, complemento
nominal é o termo que complementa o sentido de um nome. E, quando se
fala em nome, faz-se referência aos substantivos (nomes que se
dão a todos os seres, idéias e sentimentos), adjetivos (qualificações,
qualidades) e advérbios (palavras que modificam verbos,
adjetivos ou outros advérbios, expressando circunstâncias como tempo, negação,
afirmação, dúvida, intensidade, etc.). Só para lembrar, vejamos alguns
exemplos: substantivos - saudade, alegria, vontade, casa, porta, parede,
etc.; adjetivos - triste, alegre, redondo, vermelho, etc.; e advérbios
- muito, pouco, sim, não, amanhã, etc.
Alguns desses nomes a que nos
referimos pedem um termo que lhe complete o sentido. Pensemos no nome saudade.
Por natureza, ele pede um complemento (quem tem saudade tem saudade de
alguma coisa). Esse de alguma coisa seria, pois, o complemento
nominal. Exemplo: Mariana nega, mas tem muita saudade de seu
antigo namorado. A função sintática de de seu antigo
namorado é complemento nominal. É interessante ressaltar
que o complemento nominal sempre é introduzido por preposição (de, com,
em, a, etc.) e pode vir em forma de oração (quando possuir verbo). Veja
um exemplo de um complemento nominal em forma de oração: Mariana nega, mas
tem muita saudade de que eu fique ao seu lado.
A oração que eu fique ao seu lado (é oração porque tem
verbo - fique) exerce a mesma função sintática que de seu antigo
namorado, no exemplo anterior. A diferença reside no fato de que este é
oracional, enquanto aquele não.
Já o adjunto adnominal
é qualquer palavra ou grupo de palavras que estejam ligados a um tipo
específico de nome: o substantivo. O adjunto adnominal
modifica esse nome, atribuindo-lhe características (lugar de origem, posse e
espécie, por exemplo). Exemplo: Comprei um carro
de Santos. O substantivo carro é
determinado por dois elementos, que giram em torno dele: um e
de Santos. Perceba que esses elementos determinam o
sentido de carro (não é um carro qualquer; é um carro de
Santos). Viu como o adjunto adnominal delimita, restringe o sentido de
um substantivo?
Confusão entre adjunto
adnominal e complemento nominal - Há um caso em que se confundem essas
duas funções sintáticas - quando uma preposição liga uma palavra a um
substantivo abstrato. Não lembra o que é substantivo concreto e substantivo
abstrato? Vamos lá: substantivos concretos são aqueles que
possuem uma imagem física definida (não importando se essa imagem é verídica
ou fictícia). Exemplo: casa, porta, cabeça, parede, etc. O substantivo
abstrato é aquele que deriva de verbos, indicando ação, e de
adjetivos, indicando o nome de qualidades. É, ainda, o que expressa
sentimentos. Exemplos: amor, saudade, tristeza, beleza, correria, etc.
Todo termo que estiver grudado a um substantivo concreto (adjunto adnominal é o
que está junto a um nome), com ou sem preposição, será adjunto adnominal. Se
há um termo ligado por meio de preposição a um substantivo abstrato,
esse elemento pode ser complemento nominal ou adjunto adnominal.
Existe uma técnica muito simples para diferenciar as funções. O termo será complemento
nominal se for destinatário, se receber a ação
proposta pelo substantivo; será adjunto adnominal se for agente
ou possuidor do substantivo. Observe estes dois exemplos, que ilustram
bem a questão:
O amor de mãe é
indelével; O amor à mãe é
indelével.
Em ambos os casos, o
substantivo abstrato amor é ligado a um termo por meio de preposição
(de mãe e à mãe). No primeiro, o amor não pertence à mãe,
mas chega até ela (o amor destinado à mãe). Como o
termo à mãe é destinatário, será complemento nominal. No outro
exemplo, a mãe é possuidora e agente do amor (o amor que
é de mãe). Se indica posse, com certeza será adjunto
adnominal.
O adjunto adverbial é
o termo que, a exemplo dos advérbios, expressa uma circunstância que
modifica um verbo, um adjetivo, um outro advérbio ou a oração inteira. A
diferença entre adjunto adverbial e advérbio é que este (advérbio)
pertence à morfologia enquanto aquele, à sintaxe.
Os adjuntos adverbiais podem expressar circunstâncias de tempo,
modo, lugar, negação, dúvida,
causa, conseqüência, concessão (idéias
contrárias), intensidade, etc. Exemplo:
Hoje à noite
,
eu comerei muito.
Há dois adjuntos adverbiais
nessa frase: Hoje à noite, que indica tempo, e muito, que
indica intensidade.
Por derradeiro, lembremos o que
é o predicativo do objeto. Predicativo, em Gramática, é
qualquer qualificação ou característica que se dê a um nome
por meio de um verbo de ligação (ser, estar, parecer, ficar, etc.).
Exemplo:
Esse garoto é, sem dúvida,
culpado.
A qualificação culpado é
ligada ao nome garoto por meio de verbo de ligação (é).
Se é ligada por verbo, é predicativo. Se não houvesse verbo
e estivesse grudada ao nome, seria adjunto adnominal. Exemplo:
Esse garoto
culpado
deve ser expulso da cidade.
O predicativo do objeto é a
qualificação que se dá ao objeto (objeto é o complemento de
qualquer verbo). É difícil enxergar esse tipo de predicativo porque o verbo de
ligação geralmente está escondido. Exemplo:
O juiz julgou esse garoto
(como
sendo) culpado.
O predicativo culpado qualifica
esse garoto - que é objeto do verbo julgar (quem julga julga alguém)
- e o verbo de ligação (sendo) está implícito, oculto. Culpado é,
então, um predicativo do objeto.
veja : faq - português - principais
regras