
Outras
Guerras
GUERRA DO ÓPIO
A Primeira Guerra do Ópio se deu
a partir de 1839 até 1842
entre Inglaterra e China. Com os crescentes problemas causados pelo ópio, o
governo chinês proibiu o comércio deste fazendo com que a Inglaterra que a
exportava para a China, mandasse uma frota de guerra e tomasse Xangai. Em 1842
os chineses são rendidos e aceitam o Tratado de Nanquim que forçava a China a
pagar pesadas multas de guerra, abrir cinco portos para o comércio e ceder Hong
Kong a os britânicos.
A Segunda Guerra do Ópio ocorreu de 1856 até 1860 entre a
China e os aliados Inglaterra e França. O pretexto foi um incidente com um
barco em Cantão. Em 1860 as tropas franco-britânicas ocupam Pequim fazendo com
que a China fizesse novas concessões.
GUERRA DOS BÔERES
(1899-1902)
Guerra entre a Inglaterra e os Bôeres
(descendentes holandeses) pela posse das repúblicas independentes do Transvaal
e do Orange, ricas em ouro, diamantes e ferro. Vendo o crescente interesse inglês,
os Bôeres iniciam a guerra e a dominam anexando territórios ingleses até 1902
quando a Inglaterra inicia uma contra-ofensiva e devasta a população, anexa o
Transvaal e o Orange ao Cabo e à Natal formando assim, em 1910, a União
Sul-Africana.
GUERRA DOS BOXERS
(1900-1901)
Revolta nacionalista chinesa contra o domínio
estrangeiro iniciado pela Sociedade Harmoniosos Punhos Justiceiros (Sociedade
dos Boxers). Os boxers contavam com o apoio popular e promoveram diversos,
ataques e rebeliões até que em 17 de Junho de 1900, os rebeldes sitiaram
Pequim. Uma coalizão estrangeira (Reino Unido, EUA, França, Japão, Rússia e
Alemanha) ocupou Pequim em 14 de Julho de 1900 e após derrotar os Boxers, impõem
pesadas indenizações de guerra e facilidades comerciais em troca da manutenção
territorial, mas mesmo com o acordo Alemanha, Rússia, Japão e França anexaram
territórios chineses.
GUERRA DA CORÉIA
(1950-1953)
Guerra iniciada em 25 de Junho de 1950 quando as
tropas da Coréia do Norte atacaram a Coréia do Sul. A União Soviética apoiou
a Coréia do Norte, mas não mandou tropas, e os EUA apoiaram o sul mandando
suas tropas. Os americanos dominaram rapidamente os norte-coreanos, mas quando
chegaram próximos da Fronteira com a China, está os atacou e fez com que eles
voltassem para o sul. Depois de algum tempo, o presidente americano (Truman)
conseguiu assinar um tratado de armistício em 27 de Junho de 1953, que
ratificava a divisão da Coréia. Mesmo assim, as agressões entre a Coréia do
Norte e a do Sul continuaram e até hoje há o perigo de novos ataques.
GUERRA DO YOM KIPPUR (1973)
Guerra que durou 19 dias entre Israel e a Liga Árabe (Egito e Síria
apoiados por Jordânia e Iraque). Com a aproximação com a URSS, Síria e Egito
conseguiram se recuperar da Guerra dos Seis Dias. Tentando recuperar os territórios
perdidos e responder aos bombardeios israelenses a Síria e ao Líbano, os árabes
atacaram em 6 de outubro (feriado comemorado pelos judeus chamado de Yom Kippur,
o Dia do Perdão). O ataque surpresa fez com que Israel recuasse no início, mas
se recuperasse logo depois. EUA e URSS interviram no conflito em 24 de outubro
foi assinado o cessar-fogo, mantendo as fronteiras antes da Guerra do Yom Kippur.
GUERRA DOS SEIS DIAS (1967)
Conflito entre Israel e a Liga Árabe (Egito, Síria e Jordânia
apoiados por Iraque, kuweit, Arábia Saudita, Argélia e Sudão). Já no início
de 1967 as tropas estavam sendo mobilizados e em 5 de julho Israel ataca e destrói
toda a força aérea egípcia, avançou sobre o Sinai e a Faixa de gaza. Após o
início do ataque ao Egito, a Jordânia e a Síria interferiram na disputa, mas
Israel que teve uma forte militarização com o apoio americano, derrotou seus
adversários com extrema facilidade. Ao final da guerra, Israel controlava a
Cisjordânia, toda a Jerusalém, as Colinas de Golã , a Faixa de Gaza e o
Sinai. a ocupação das Colinas de Golã foram estratégicas para Israel, pois
com isso os ataque sírios, que instalavam suas bases de mísseis lá , ficaram
comprometidos. O pretexto de diminuir os ataques terroristas palestinos e o
desbloqueio do golfo de Ácaba, não foi aceito como motivo para os ataques pela
ONU, que indicou a devolução dos territórios anexados, resolução não
aceita por Israel.