
As áreas de maior concentração demográfica localizam-se no
Hemisfério Norte da Zona Temperada, na Eurásia (3/4 da
população mundial), sendo os países mais populosos do
Mundo: a China, Índia e EUA. Os países mais povoados do
mundo são: Bangladesh, Holanda, Bélgica, Formosa, Porto
Rico. Existem fatores condicionais para esta concentração
que são : Clima favorável, presença de recursos naturais,
riqueza em minérios para industrias e riqueza em solos para
agricultura. Assim formam-se as grandes cidades. E apesar de
existirem desde a Antigüidade, as cidades passam a ocupar, de
fato, o centro da vida somente a partir da Revolução
Industrial.
O processo de urbanização começa quase sempre interligado
à industria. A cidade atrai a população do campo devido a
presença da industria, que localiza-se junto aos principais
centros urbanos devido a necessidade de mão de obra e mercado
consumidor.
Com todos os atrativos e vantagens, principalmente materiais,
que a cidade oferece e com a liberação da mão-de-obra
rural, a urbanização pode ser considerada a marca registrada
do século 20. E, em decorrência dela, surgem vários
problemas como por exemplo os ambientais.
Como o ritmo de expansão da cidade é mais acelerado do que a
ampliação da sua infra-estrutura, eles tendem a agravar-se
com o tempo, ficando muito graves nas regiões mais pobres
porque aos problemas somam-se a miséria, a falta de
saneamento básico e a ocupação desordenada dos espaços
urbanos.
A perda da cobertura vegetal, provocada pela ocupação humana
e industrial e pela instalação de vias de circulação,
diminui a infiltração da água no solo, aumenta a
impermeabilização do solo, acentua as chamadas "ilhas
de calor afeta a fauna, reduz a umidade atmosférica, aumenta
a erosão, acaba com os mananciais. Com isso, a cidade passa a
conviver com o assoreamento de canais, rios e represas, a
falta d’água, os deslizamentos de morros e as inundações
constantes.
A poluição do ar, causada pelas indústrias e,
principalmente, pela fumaça lançada pêlos veículos,
provoca doenças e intensifica o efeito estufa. Além disso,
nos secos meses do inverno tropical, a inversão térmica
acaba concentrando ainda mais os poluentes, sem ações
adequadas pêlos governos que não assumem suas
responsabilidades.
O lixo doméstico e os resíduos industriais são outro
problema: o lixo, além de poluição é fonte de doenças, e
desperdício de matérias-primas. O lixo orgânico tem três
destinos: incinerado, o que polui o ar; transformado em adubo
nas usinas de compostagem; depositado em aterros sanitários,
o que produz um líquido altamente tóxico, conhecido como
"chorume", e o gás metano, boa fonte energética. O
lixo não-orgânico pode ser reciclado por meio de coleta
seletiva, e a reciclagem é uma fonte de renda, diminui o
desperdício de matérias-primas e reduz a poluição. Já os
volumosos resíduos líquidos necessitam de tratamento e
exigem vultosos recursos para a instalação de coletores e
estações de tratamento.
A visão em horizonte das grandes metrópoles já denúncia a
dura sobrevivência do homem: ausência quase absoluta de
natureza, enormes espigões, poluição quase total em todos
os sentidos, trânsito estrangulado, multidões movendo-se
como sombras. A carência de áreas verdes é flagrante. O
desequilíbrio ecológico é real, sensível. O clima nas
cidades não é o mesmo o que diminui a qualidade de vida
sensivelmente.
Para assegurar a melhoria da qualidade de vida em uma cidade,
e de sua população é necessário um desafio que não só
adote uma prática político-administrativa que contemple os
aspectos diretamente ligados ao meio ambiente, como efeito
estufa, poluição do ar, deslizamento de morros, desmatamento,
destino do lixo, falta d’água, contaminação de água e
outras no mesmo sentido, mas também que se invista muito em
infra-estrutura e em estratégias de desenvolvimento
tecnológico, econômico, social e cultural.