1. PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA (15.11.1889)
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foi conseqüência de um longo processo de transformações e de questões
sociais, políticas e econômicas que abalaram o alicerce do trono.
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forças envolvidas: Exército e fazendeiros de café ®
conjugação de interesses.
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facilidade e perplexidade: golpe de Deodoro.
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indecisão de muitos republicanos.
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não houve participação popular.
+ Os interesses das forças
envolvidas:
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Exército: razões corporativas e ideológicas ®
busca de afirmação como instituição importante, positivismo e o ideal messiânico
de purificação das instituições políticas.
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Fazendeiros de café: interesses econômicos ®
rentabilidade do café.
2. DIVERGÊNCIAS: Civis X
Militares
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Questões
+ Política econômica do
governo central:
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Oligarquias Cafeeiras: colocar o aparelho de Estado a serviço do grupo
agro-exportador ®
triunfo.
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Militares: realizar reformas que beneficiassem a incipiente classe média.
+ Organização política
republicana:
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militares: regime político centralizado com um Poder Executivo forte.
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aristocracia agrária: regime federativo (descentralização) com autonomia para
os Estados sem interferência do poder central ®
triunfo.
3. GOVERNO PROVISÓRIO
(1889-1891): Deodoro da Fonseca
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composição variada: militares, aristocracia e profissionais liberais ®
conflitos e discórdias.
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Deodoro da Fonseca: autoritarismo e desgaste político.
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Medidas:
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dissolução das Assembléias Provinciais, das Câmaras Municipais e da Câmara
dos Deputados.
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extinção da vitaliciedade do Senado.
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expulsão da família real.
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transformação das províncias em estados.
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extinção do Conselho de Estado.
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nomeação de interventores para os estados.
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criação da bandeira republicana nacional: lema positivista (“Ordem e
Progresso”).
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laicismo: separação entre o Estado e a Igreja.
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liberdade de culto.
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implantação do casamento civil.
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grande naturalização: os estrangeiros residentes no Brasil passavam a ser
cidadãos brasileiros (respeitando a decisão dos que não quisessem).
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Encilhamento: crise econômica.
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ministro da Fazenda: Rui Barbosa.
+ política econômica:
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objetivos: industrialização e independência econômica.
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reforma financeira: aumento das tarifas alfandegárias, facilidade na importação
de matérias-primas, tratado de comércio (açúcar) com os EUA, emissões de
moeda, facilidade de crédito.
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oposição: da aristocracia agrária, dos importadores e dos grupos financeiros
internacionais.
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conseqüências: inflação, especulação, “empresas fantasmas” ®
aumento do custo de vida e dos gastos dos empresários, desvalorização da
moeda e falências.
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Crise Ministerial:
+ Falta de unidade ideológica:
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civis: eleição imediata para presidente através do sufrágio universal.
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militares: continuação da ditadura e abolição do regime parlamentar.
+ Convocação da Assembléia
Constituinte:
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militares: oposição.
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civis: pressão.
+ Autoritarismo de Deodoro:
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empastelamento do jornal A Tribuna Liberal.
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deterioração das relações entre Deodoro e os ministros.
+ Queda do Ministério
(jan-1891):
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pedido de demissão coletiva por parte do Ministério.
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motivo: a construção do Porto de Torres (RS): negociata ®
empreiteiro amigo de Deodoro e garantias de juros.
+ Novo Ministério:
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Barão de Lucena: monarquista
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os membros do novo ministério não tinham passado histórico republicano.
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aumento da oposição a Deodoro da Fonseca.
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Constituição de 1891:
+ Assembléia Constituinte:
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a maioria dos deputados eleitos era contrária as idéias de Deodoro da Fonseca ®
reflexo da sua impopularidade.
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centro de oposição ao chefe do governo.
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conflitos ideológicos: continuação da ditadura X soberania do Poder
Legislativo.
+ Características:
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promulgada.
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modelada na Constituição dos EUA.
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forma de governo: República Federativa Presidencialista.
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Nome oficial do Brasil: Estados Unidos do Brasil.
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democrática e liberal.
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princípios: federalismo, presidencialismo e regime de representatividade.
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autonomia estadual (econômica e administrativa): elaborar constituição própria,
organizar forças policiais e militares, eleição de governadores (chamados de
presidentes), Assembléia Legislativa, contrair empréstimos externos, criar
impostos, códigos eleitorais ®
eram 20 estados.
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voto: sufrágio universal direto e descoberto para todo cidadão maior de 21
anos, exceto analfabetos, mulheres, mendigos, militares sem patente e religiosos
de ordem monástica.
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três poderes de Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário.
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mandato de presidente e vice-presidente: 4 anos e não podia ser reeleito.
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senadores: mandato de 9 anos.
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deputados: mandato de 3 anos.
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igualdade perante a lei.
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liberdade religiosa.
4. GOVERNO CONSTITUCIONAL
(1891): Deodoro da Fonseca
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Eleição do primeiro presidente do Brasil:
+ Seguindo determinação constitucional, foram eleitos
indiretamente e excepcionalmente pelo Congresso Nacional:
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Presidente: Deodoro da Fonseca.
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Vice-presidente: Floriano Peixoto.
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o candidato concorrente (oposição) foi Prudente de Morais do PRP.
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Floriano Peixoto foi o candidato da chapa de Prudente de Morais.
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ameaça de intervenção militar caso Deodoro da Fonseca não ganhasse a eleição.
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Instabilidade e Desgaste Governamental:
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antagonismo entre o governo e o Congresso.
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o governo possuía minoria parlamentar no Congresso.
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o Congresso era dominado pelas oligarquias estaduais opositoras do governo.
+ a oposição ataca o Ministério
do Barão de Lucena motivada por alguns negócios considerados escusos:
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construção do porto de Torres.
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concessão da Estrada de Ferro Central do Brasil a sindicatos estrangeiros.
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venda da reserva de ouro.
+ Lei das Responsabilidades do
Presidente:
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aprovada pelo Congresso com o objetivo de decretar o impeachment de Deodoro da
Fonseca.
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o presidente veta a lei e, através de um decreto, dissolve o Congresso
(3.11.1891).
+ Golpe:
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apoio de setores do Exército e dos governadores (presidentes) estaduais (exceto
Lauro Sodré do Pará).
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não houve repressão violenta contra os adversários.
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estado de sítio: capital e Niterói.
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censura à imprensa.
+ Contragolpe:
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manifesto dos congressistas contra o golpe.
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resistência: antideodoristas (civis e militares).
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oposição militar: Floriano Peixoto e Custódio de Melo.
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Custódio de Melo (ameaçado de prisão) ameaça bombardear o Rio de Janeiro:
navios na Baía da Guanabara.
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Deodoro renuncia e entrega o poder ao vice-presidente.