
O
mundo não será mais o mesmo depois dos ataques terroristas que fulminaram o
Pentágono,símbolo do poderio militar norte-americano, e o World Trade
Center,
ícone do capitalismo financeiro globalizado. Os
dois dos maiores símbolos da América estão em ruínas. O
Pentágono, em Washington, centro da inteligência americana, e as torres gêmeas
do World Trade Center, em Nova York, ícone maior da superioridade econômica da
América, viraram escombros. É surpreendente que o terror tenha chegado tão próximo
à ficção. Inimigo sem rosto fundado na imprevisibilidade e no desprezo pela
vida de inocentes, o terrorismo representa um atentado contra a humanidade.
Às primeiras imagens dessa catástrofe, já se apontavam os prováveis
suspeitos: árabes islâmicos. Esquecia-se de que o último atentado em
Oklahoma, em 1995, tivera sido obra de um cidadão americano, Timothy McVeigh,
herói da Guerra do Golfo, executado em junho.
Mas, dessa vez, o primeiro nome anunciado foi o de Osama Bin Laden, considerado
o inimigo número um dos EUA. Especula-se que o milionário saudita esteja
vivendo sob a proteção dos radicais do Taleban. George W. Bush prometeu
retaliação. Tudo indica que o Afeganistão será o primeiro alvo. Em seguida,
deve sobrar também para o Iraque e para a Líbia de Gaddafi, apontados como
financiadores do terrorismo.
Acusada de apoiar Bin Laden, a milícia Taleban, que controla mais de 90% do
Afeganistão, já teve a simpatia dos EUA. Quando as tropas soviéticas chegaram
a Cabul, em 1979, com o objetivo de colocar no poder um regime pró-Moscou, os
americanos armaram a guerrilha muçulmana, os mujahidin, na luta contra a invasão
comunista. Convencionou-se chamar o episódio de "Vietnã soviético",
visto que ficaram dez anos em território afegão, perderam milhares de jovens e
saíram humilhados. Como os paradigmas da Guerra Fria não valiam mais,
americanos e soviéticos simplesmente abandonaram o Afeganistão à sorte da miséria
e do radicalismo do Taleban.
O regime de Cabul promete resistir à ameaça americana e para isso convoca uma
guerra santa do mundo árabe contra os inimigos do islã. Bush declara que os
Estados Unidos estão em guerra. Retaliação e vingança são os apelos do
momento.
A grande mudança se dará no cenário
geopolítico mundial. Ferido, o império americano reforçará seus instintos
mais agressivos. A extrema direita e as forças conservadoras estão
desimpedidas para responder com violência extrema e desmedida contra os
inimigos do american way of life. A legitimidade para ações beligerantes
requeridas pelo presidente Gerge W. Bush foi conquistada. As primeiras pesquisas
de opinião demonstram que mais de 90% do povo americano apoiam a retaliação
ilimitada contra quem quer que tenha praticado ou apoiado o atentado de 11 de
setembro.
A política externa de Bush tem-se pautado por medidas unilaterais. Ele não
referendou o Protocolo de Kyoto, abandonou a conferência contra o racismo e, ao
contrário de Bill Clinton, nega-se a assumir seu papel de mediador na crise
entre palestinos e israelenses. Agora, promete vingança. Impossível negar, a
intolerância trouxe o terror para Manhattan.
O
fundamentalismo islâmico passou a ganhar terreno em outros países da região,
inclusive dentro do movimento palestino, até então essencialmente nacional e
laico. As ações, por vezes espetaculares, do Hezbollah (Partido de Deus, dos
xiitas libaneses) no sul do Líbano e os atentados do Hammas (movimento islâmico
palestino) nos territórios ocupados catalisam a atenção de uma população
desesperada pela repressão, pobreza e avanço das colônias judaicas. É
importante acrescentar, entretanto, que a indefinição, ou melhor, o caráter
vago da ideologia e o programa de ação política do fundamentalismo islâmico
mantêm aberta a porta da influência dos grupos conservadores e economicamente
dominantes do mundo árabe.
Tudo indica que a instabilidade dos mercados e bolsas de
valores não fugiu do padrão. Se a crise do Sudeste Asiático, a crise da Rússia
e da Argentina já motivaram oscilações no mercado financeiro internacional
seria estranho se o maior ataque bélico já ocorrido nos Estados Unidos não
paralisasse os negócios e aumentasse o nervosismo cambial em economias
dependentes do dólar.
O fato do Petróleo subir reflete mais o temor de um conflito que envolveria os
maiores produtores de combustível do planeta do que efetivamente um problema de
produção e distribuição. O ouro ter subido também é reflexo de um momento de grande
apreensão. Afinal, o "ouro é a mãe de todas as moedas", na dúvida
sobre o futuro do dólar "o bom filho a casa torna" . Nenhum movimento
econômico ocorrido pode ser considerado anormal ou indicador de uma tendência
sólida.
A pergunta sobre se isto aprofundará a recessão da economia global não tem
uma resposta clara.
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Na
primeira foto vemos o World Trade Center antes do atentado. Logo
abaixo, o cenário após o atentado.
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Por outro lado, os gastos militares e a reconstrução de Manhattan ao invés de
acentuarem a paralisação da maior economia da Terra poderá alavancá-la. Esta
tem sido a história daquele país. Foi assim na Segunda Grande Guerra. Foi
assim após Perl Harbor. Foi assim na Guerra Fria, entre outros momentos. Aliás,
a Internet é filha do Departamento de Estado norte-americano. No final dos anos
50, os Estados Unidos assustados diante do lançamento da Sputinik, nave
espacial da então União Soviética, iniciaram um processo de inovação tecnológica
que acabou gerando a supremacia aeroespacial que os norte-americanos mantém até
hoje. A comunicação em rede e através de pacotes de informação redundantes
que geraram a Internet nasceu do temor de um ataque nuclear soviético.
Em síntese, os Estados Unidos têm usado volumosos recursos para manter sua
supremacia política e militar. Cabe lembrar que os gastos com a defesa deste
império superam em valores o PIB brasileiro. Também é importante ressaltar
que a tecnologia de ponta tem nascido de projetos militares que posteriormente
migram para os mercados de consumo civil. A história parece que irá se
repetir, tudo indica que assistiremos pela TV cenas de Império contra-ataca.
Os
mais importantes vestibulares brasileiros tem como tradição
abordar temas atuais. Neste ano, é provável que os exames
das principais universidades públicas e particulares
destaquem em suas questões o atentado terrorista que derrubou
as torres do World Trade Center, em Nova York (EUA), ou
assuntos que tenham relação com o ataque ocorrido
recentemente.
Na opinião de professores de cursinhos, há mais
probabilidade de o assunto ser tratado nas provas discursivas.
Há mais dúvidas do que certezas, e fica difícil questionar
o candidato em testes de múltipla escolha.
A proximidade das primeiras provas pode levar o tema para a
segunda fase dos próximos exames ou para os vestibulares com
datas mais distantes. Portanto há tempo para estudar!
Confira
o que pode cair nas provas vestibulares