O princípio da evolução postula que as
espécies que habitaram e habitam o nosso planeta não foram
criadas independentemente, mas descendem umas das outras, ou
seja, estão ligadas por laços evolutivos. Esta transformação,
denominada evolução das espécies, foi apresentada e
explicada satisfatoriamente por Charles Darwin, no seu tratado
A origem das espécies, em 1859.
A base da evolução biológica
é a existência da variedade, ou seja, as diferenças
individuais entre os organismos de uma mesma espécie. Na
grande maioria das vezes, os indivíduos produzem uma grande
quantidade de descendentes, dos quais apenas uma parte
sobrevive até a fase adulta. Assim, por exemplo, a cada ano,
o salmão põe milhares de ovos, uma ave produz vários
filhotes,. No entanto, as populações das espécies em um
ecossistema em equilíbrio não crescem indiscriminadamente.
Isto significa que os indivíduos são selecionados na
natureza, de acordo com suas características. Freqüentemente
menos de 10 % da prole sobrevive. Os indivíduos que
apresentarem características vantajosas para a sua sobrevivência,
como por exemplo, maior capacidade de conseguir alimento,
maior eficiência reprodutiva, maior agilidade na fuga de
predadores, têm maior chance de sobreviver até a idade
reprodutiva, na qual irá passar estas características
individuais vantajosas à prole. Isto ocorre porque todas as
características estão imprensas nos genes do indivíduo.
Este é o princípio da seleção natural de Darwin.
Darwin mostrou que a seleção
natural tende a modificar as características dos indivíduos
ao longo das gerações, podendo gerar o aparecimento de novas
espécies.
A partir desta teoria
pode-se estudar sob o aspecto evolutivo todo o parentesco
entre os seres vivos da Terra, o que culminou em uma árvore
genealógica da vida. Nela, os organismos unicelulares
semelhantes às bactérias foram os primeiros seres vivos,
surgidos a 3 bilhões de anos nos mares primitivos.
Toda a informação genética
dos seres vivos está registrada no DNA, a proteína que
constitui os genes e cromossomos. Durante o processo de
reprodução, a replicação destes genes sofre alterações
denominadas mutações genéticas. Quando as mutações começaram
a ocorrem nos primeiros seres vivos do planeta, iniciou-se o
processo de evolução, através do aparecimento das citadas
variações individuais na mesma espécie. A evolução é então
impulsionada pelo fenômeno da seleção natural, através das
centenas de milênios do tempo geológico.
A história da evolução
da vida está documentada através do registro dos fósseis
encontrados pelos arqueólogos e evolucionistas.
A pressão gerada pelo
ambiente sobre os seres vivos representa uma das principais
causas da evolução. Ambientes naturais geralmente apresentam
fatores negativos e limitantes, além de realidades difíceis
como a predação e a competição. Ambientes hostis e instáveis
impulsionam o processo evolutivo, uma vez que selecionam
fortemente apenas a sobrevivência dos mais aptos.
Como conseqüência da
pressão ambiental e da existência das mutações genéticas,
a vida evoluiu e se especializou, criando toda esta gama de
diferentes biomas e ecossistemas que constituem a biosfera. Só
o grupo dos animais conta atualmente com mais de 1 milhão de
espécies descritas. No topo da linha evolutiva, encontram-se
os animais mais complexos e elaborados, os vertebrados,
representando apenas 5 % do total.