1. IDADE MODERNA (1453 -
1789)
O Renascimento
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Em oposição à cultura feudal, o
Renascimento foi um movimento cultural que expressou a mentalidade
burguesa.
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Os seus fundamentos são: antropocentrismo,
racionalismo e individualismo em oposição ao teocentrismo e às
concepções da filosofia escolástica.
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Assim, na cultura medieval, a religião era
o fundamento do conhecimento; no Renascimento, a ciência ocupou o seu
lugar. Esta nova concepção se expressou nas Artes Plásticas e na
Literatura e fez desenvolver o estudo da Medicina, da Física, entre
outras áreas.
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A Reforma também manifestou uma nova
mentalidade associada ao declínio do feudalismo. Assim, a concepção
medieval cristã, fundada na infalibilidade papal, deixou de ser aceita.
No seu lugar, Lutero propôs a infalibilidade da Bíblia e a salvação
pela fé.
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Calvino identificou a fé cristã com o
trabalho, justificando as práticas capitalistas.
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A Igreja Anglicana reafirmou a autoridade da
monarquia absolutista independente do poder papal.
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As transformações da Idade Moderna também
produziram algumas mudanças no catolicismo, fazendo surgir a
Contra-Reforma.
A
monarquia Absolutista (Antigo Regime)
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Superando as concepções medievais, na
Idade Moderna, a política se separou da religião. O Estado Moderno
instituiu um governo monárquico com poderes ilimitados.
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Entre os pensadores que justificaram os
Estado absoluto destacaram-se:
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- Nicolau
Maquiavel, autor de O Príncipe, entendia que o poder absoluto era
indispensável à manutenção da ordem; para tanto, considerava que
os fins justificam os meios;
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- Thomas Hobbes, autor do
Leviatã, considerava que o poder é um mal necessário. Apesar de
impedir a liberdade natural do homem, garante a sua existência;
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- Jacques
Bossuet afirmava que o poder real fora concebido por direito
divino, isto é, pelo consentimento de Deus.
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A monarquia absolutista harmonizou-se com as
principais forças políticas da sociedade. Assim, através do
Mercantilismo, a monarquia aliou-se com a burguesia e ao mesmo tempo
manteve-se unida com a nobreza e com o alto clero, concedendo-lhes
privilégios. A essa ordem da Idade Moderna denominou-se Antigo Regime.
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A política econômica mercantilista é
caracterizada pelo intervencionismo monárquico.
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Entre as suas práticas destacam-se:
monopólio do comércio, balança comercial favorável, protecionismo,
colonialismo e metalismo.
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A sua principal intenção era gerar o
enriquecimento da burguesia nacional, para obter recursos tributários que
viessem fortalecer a monarquia absoluta.
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Enfim, o mercantilismo conseguiu unir os
interesses da burguesia com os da monarquia, constituindo-se na base
financeira do governo absolutista.
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No início da Idade Moderna, as atividades
comerciais européias se expandiram em direção à África, América e
Ásia.
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Em conseqüência, intensificou-se o
comércio, formaram-se grandes empresas de navegação, de colonização e
de financiamentos bancários.
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Esta grande acumulação de capital, que
aumentou a produtividade na Europa e fortaleceu o Estado Absoluto, é por
muitos denominada de Revolução Comercial.
Principais
passagens da história do Absolutismo:
França - séc.XVII e
XVIII
Luís XIII
- Ministro Cardeal Richelieu;
- consolidação do absolutismo;
- Guerra dos Trinta Anos (1618-1648).
Luís XIV - o Rei Sol
- ministro Colbert;
- hegemonia francesa.
Luís XV - período de decadência
- Guerra dos Sete Anos (1756-1763).
Inglaterra - séc. XVI e
XVII
- reis Tudor, origem do
Absolutismo;
- Henrique VIII - Igreja Anglicana;
- Elisabeth I - Revolução Comercial;
- Reis Stuarts, decadência do absolutismo;
- 1649 - Revolução Puritana;
- Oliver Cromwell - a República;
- os Atos de Navegação;
- 1688 - Revolução Gloriosa;
- 1689 - a Declaração de Direitos;
- instituição do governo parlamentarista;
- origem do liberalismo.
O
Iluminismo
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Movimento de idéias contrárias ao Antigo
Regime.
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Combatia o absolutismo, o mercantilismo, os
privilégios feudais, etc.
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Locke, autor do
Segundo Tratado do Governo Civil, defendia um governo liberal;
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Voltaire, autor
das Cartas Inglesas, foi inspirador do despotismo esclarecido;
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Montesquieu,
autor de Espírito das Leis, defendia o Estado de Direito e o
princípio da tripartição dos poderes;
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Rousseau, autor
do Contrato Social, propôs um governo democrático fundado na vontade
geral.
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Fisiocratismo (Quesnay) e o Liberalismo
combatiam o intervencionismo mercantilista.
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A Enciclopédia foi um resumo panfletário
do Iluminismo, organizado por Diderot e D’Alembert.
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Iluminismo foi a ideologia que deu início a
uma “era de revoluções”, destacando-se, ainda, o despotismo
esclarecido em que monarcas absolutos aplicavam parte das idéias
iluministas, reformando seus Estados. Também influenciou a independência
dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e os movimentos emancipadores
da América Latina, entre outros.
A
Independência dos Estados Unidos
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A partir dos efeitos da Guerra dos 7 anos, a
Inglaterra acirrou a tributação colonial, originando a “Questão dos
impostos” (A Lei do Açúcar, a Lei do Selo e a Lei do Chá).
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No Congresso de Filadélfia, T. Jefferson
publicou a Declaração da Independência (4-7-1776).
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A Independência foi reconhecida pela
Inglaterra no Tratado de Versalhes (1783)
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Em 1787 ficou pronta a Constituição que
criou uma República liberal, fundindo os interesses dos republicanos e
federalistas.
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