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O Brasil é um país
extremamente rico em rios, situando-se, no seu território, a maior parte
das duas maiores bacias hidrográficas do planeta: a Amazônica e a Platina,
composta pelas bacias do Paraná, Uruguai e Paraguai, cujos rios principais
apresentam suas nascentes no território brasileiro.
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A presença, no Brasil,
de uma ampla rede hidrográfica é decorrente do fato de a maior parte do
território brasileiro estar situada em domínios climáticos caracterizados
pela ocorrência de elevados índices pluviométricos, ou seja, do tipo
equatorial e tropical.
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Os rios brasileiros são
predominantemente volumosos e planálticos, ou seja, ricos em queda d’ água,
o que significa dizer que apresentam, no seu conjunto, elevada potência
hidráulica, isto é, grandes possibilidades para a instalação de usinas
hidroelétricas.
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Os cursos fluviais
brasileiros são exorréicos, ou seja, têm co-mo destino final, de forma
direta ou indireta, o oceano. São também, predominantemente, perenes — a
exceção ocorre no Sertão Nordestino onde o clima semi-árido determina a
existência de rios temporários.
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Os rios brasileiros
apresentam predominantemente regime pluvial-tropical: isso significa dizer
que as suas águas pro-vêm das chuvas, com cheias de verão e vazantes de
inverno.
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Com exceção do rio
Parnaíba — no Nordeste Ocidental ou Meio-Norte —, cuja foz tem forma
de delta, e do Amazonas, que possui foz mista, os rios brasileiros
apresentam foz na forma de estuário.
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Mais de 90% da produção
de energia elétrica no Brasil, da or-dem de 55 mil MW, são provenientes
de usinas hidroelétricas, fato decorrente, entre outros fatores, da
grande potência hidroelétrica do território brasileiro, da ordem de 250
mil MW.
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A maior potência
hidroelétrica do país encontra-se na Amazônia, ou seja, nas duas bacias
hidrográficas presentes nessa região — a Amazônica e a do Tocantins.
E a maior potência hidroelétrica instalada está na bacia hidrográfica
do Paraná, no Centro-Sul do
país.
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A maior parte da produção
de energia elétrica no Brasil está a cargo da Eletrobrás, por meio de
suas subsidiárias, caso da Eletronorte, Chesf, Furnas e Eletrosul. Dentre
as Estaduais destaca-se, pela quantidade de usinas instaladas, a Cesp —
Cia Energética de São Paulo.
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A usina de
Itaipu, a maior do Brasil, apresenta uma potência instalada de 12.600W

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A usina de Tucuruí, a segunda do Brasil, apresenta uma potência instalada de
4.245 MW, sendo a base de sustentação energética do Projeto Grande
Carajás

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O aproveitamento da
energia elétrica na Amazônia é relativamente pequeno, fato que decorre,
entre outros fatores, da distância das quedas d’água presentes na região
(em sua maior parte situadas nos afluentes do rio Amazonas) em relação aos
mercados consumidores do Centro-Sul.
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Dentre as usinas
hidroelétricas presentes no Complexo Regional Amazônico, destaca-se, por
sua potência instalada, a de Tucuruí, no rio Tocantins, integrada ao
sistema Eletronorte, que atende às necessidades energéticas, entre
outras áreas, dos projetos minerais e industriais desenvolvidos no âmbito
do Projeto Grande Carajás.
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Dentre as usinas
hidroelétricas presentes no Complexo Regional do Centro-Sul, destaca-se,
por sua potência instalada, a de Itaipu, no rio Paraná, construída de
comum acordo com o Paraguai e que atende, nos dias atuais, a parte
considerável das necessidades energéticas do Sudeste e do Sul do país.
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