O oxigênio obtido no processo
respiratório é necessário para, no interior da célula,
liberar a energia contida nas substâncias alimentares,
possibilitando assim o seu aproveitamento (da energia). A este
processo se denomina metabolismo oxidativo.
Os sistemas respiratórios tornam
possíveis as trocas gasosas ao nível celular. No reino
animal ocorrem diversos tipos de órgãos respiratórios. Um
órgão respiratório nada mais é do que uma parte do corpo,
onde o meio interno e o meio externo são separados por uma
membrana muito fina, através da qual os gases, podem se
difundir. Órgãos respiratórios encontrados nos animais
são: brânquias (para respiração no meio aquático);
traquéias, filotraquéias e pulmões (adaptados para a
respiração no meio aéreo).
No homem o oxigênio é fornecido ao
organismo pelo sangue, e este por sua vez capta o oxigênio ao
nível dos pulmões. O oxigênio é transportado pelo sangue
de duas maneiras: em solução no plasma (menor quantidade) e
ligada à hemoglobina (em maior quantidade). O gás
carbônico, produzido pelos tecidos ( na respiração celular)
é transportado, pelo sangue, de volta aos pulmões de onde é
eliminado na respiração. O CO2 é transportado
pelo sangue de três maneiras: em solução no plasma
(quantidade mínima); ligado às proteínas sanguíneas
(quantidade pequena); na forma de íon bicarbonato (maior
quantidade).
A hemoglobina, contida dentro das
hemácias, serve ao transporte de oxigênio (principalmente) e
também ao transporte de gás carbônico (pequena quantidade).
A hemoglobina ajuda também a manter estável a concentração
de íons de hidrogênio (pH) no sangue.
A quantidade de hemoglobina no sangue é
regulada, pela produção de hemácias. O ritmo da produção
de hemácias depende do teor de oxigênio no sangue. Uma queda
no teor de O2 do sangue, leva a um aumento na taxa
da produção de hemácias e consequentemente da quantidade de
hemoglobina. Esta regulação é relativamente lenta.
Respostas (no aumento de número de
hemácias) mais rápidas são obtidas através de regulação
da respiração. A respiração é acelerada sempre que o
nível de gás carbônico do sangue subir ou o nível do
oxigênio baixar. A queda na tensão de O2 do
sangue estimula quimioreceptores, que enviam impulsos aos
centros respiratórios, os quais por sua vez, estimulam a
respiração de gás carbônico atua nos centros
respiratórios, que respondem, e a respiração é estimulada.
A resposta ao gás carbônico é mais
potente do que a resposta ao déficit do oxigênio.