Mudança de Paradigma Dúvida Metódica

Revisão de Filosofia: Mudança de Paradigma Dúvida Metódica

 

Filosofia: Mudança de Paradigma Dúvida Metódica

Resumão – Revisão da Matéria de Filosofia – Revisando seus conhecimentos
Filosofia: Mudança de Paradigma Dúvida Metódica
Mudança de Paradigma Dúvida Metódica

Dúvida Metódica
O filósofo tem como ponto de partida a busca de uma verdade primeira que não possa ser posta em duvida; por isso, converte a duvida em método.
Começa duvidando de tudo, das afirmações do senso comum, dos argumentos da autoridade, do testemunho dos sentidos, das informações da consciência, das verdades deduzidas pelo raciocínio, da realidade do mundo exterior e da realidade do seu próprio corpo.

O cogito
Descartes só interrompe a cadeia de duvidas diante de o seu próprio ser que dúvida. Se duvido, penso; se penso, existo: “cogito, ergo sum”, “penso, logo existo”. Eis ai o fundamento para a construção de toda a sua filosofia.

Mas este “eu” cartesiano é puro pensamento, uma res cogitans (um ser pensante), já que, no caminho da dúvida, a realidade do corpo (res extensa, coisa extensa, material) foi colocada em questão.

A partir dessa intuição primeira (a existência do ser que pensa), que é indubitável, Descartes distingue os diversos tipos de ideias, percebendo que algumas são duvidosas e confusas e outras são claras e distintas.
Por intuição, o filósofo entende “não o testemunho mutável dos sentidos ou juízo falaz (enganoso) de uma imaginação que compõe mal o seu objeto, mas a concepção de um espírito puro e atento, tão fácil e distinta, que nenhuma duvida resta sobre o que compreendemos”.

As ideias claras e distintas são ideias gerais que não derivam do particular, mas já se encontram no espírito, como fundamentação para a apreensão de outras verdades.

São as ideias inatas, verdadeiras, não sujeitas a erro, pois vêm da razão, independentes das ideias que “vem de fora”, formada pela ação dos sentidos, e das outras que nos formamos pela imaginação.
Inatas porque são internas à nossa capacidade de pensar.

Por exemplo, a primeira ideia inata, porque clara e distinta, é o cogito, pelo qual o ser humano se descobre como res cogitans, isto é, como ser pensante.
São inatas também as ideias da infinitude e da perfeição de Deus e as ideias de extensão e movimento, constitutivas do mundo físico.
Nesse sentido, o ser humano é compreendido como res cogitans, (coisa pensante) e res extensa (coisa extensa).

Embora o conceito de ideias claras e distintas resolva alguns problemas com relação á verdade de parte do nosso conhecimento, não da garantia alguma de que o objeto pensado corresponda a uma realidade fora do pensamento.

Como sair do próprio pensamento e recuperar o mundo do qual tinha duvidado? Para resolver essa questão, Descartes lanças mão da famosa prova ontológica da existência de Deus.

O pensamento deste objeto Deus é a ideia de um ser perfeito; se um ser é perfeito, deve ter a perfeição da existência, senão lhe faltaria algo para ser perfeito.

Portanto, ele existe. Se Deus existe e é infinitamente perfeito, não me engana. A existência de Deus é garantia de que os objetos pensados por ideias claras e distintas são reais.
Portanto, o mundo tem realidade. E dentre as coisas do mundo, meu próprio corpo existe.

 

Consequências do cogito
Podemos perceber no percurso realizado por Descartes uma incontestável valorização da razão do entendimento, do intelecto.
Como consequência, estabelece-se o caráter originário do cogito como autoevidencia do sujeito pensante e principio de todas as evidencia.
Acentua-se o caráter absoluto e universal da razão que, partindo do cogito, e só com suas próprias forças, descobre todas as verdades possíveis.

Dai a importância de um método de pensamento como garantia de que as imagens mentais, ou representações da razão, correspondam aos objetos a que se referem e que são exteriores a essa mesma razão.
A partir do século XVII busca-se o ideal matemático, isto é, uma ciência que seja uma mathesis universalis (matemática universal).

Isso não significa aplicar a matemática, no conhecimento do mundo, mas usar o tipo de conhecimento que lhe é peculiar inteiramente dominado pela inteligência e baseado na ordem e na medida, o que lhe permite estabelecer cadeias de razões.

Outra consequência do cogito é o dualismo psicofísico (ou dicotomia corpo-consciência), segundo o qual o ser humano é um ser duplo, composto de substância pensante e substância extensa.
Descartes sente dificuldade para conciliar as duas substâncias, cujo antagonismo será objetos de debates durante os dois séculos subsequentes.

De fato, enquanto o corpo é uma realidade física e fisiológica – e, como tal, possui massa, extensão no espaço e movimento, bem como desenvolve atividades de alimentação, digestão etc.-encontra-se sujeito às leis deterministas da natureza.

Por outro lado, as principais atividades da mente, recordar, raciocinar, conhecer e querer, não tem extensão no espaço nem localização: nesse sentido, não se submetem as leis físicas, antes são a ocasião da expressão da liberdade.

Estabelecem-se, então, dois domínios diferentes: o corpo, objetos de estudo da ciência, e a mente, objetos apenas de reflexão filosófica.
Essa distinção como veremos, marcará as dificuldades do desenvolvimento das chamadas ciências humanas a parti do século XIX (ver Capitulo 15- As ciências humanas).

“DESCARTES, René, Discurso do Método e Meditações metafísicas Apud ARANHA, Maria e MARTINS, Maria, Introdução à Filosofia, Pág.130, 131, 132”

Mudança de Paradigma Dúvida Metódica – Conclusão
Depois de ter expostos alguns dos problemas que nortearam o pensamento filosófico no final da Idade Média e inicio da Idade Moderna.

Só me resta concluir que alguns desses fatores contribuíram de forma decisiva para a mudança de paradigma, cito aqui alguns deles: o Humanismo resgatando os textos antigos, as Revoluções cientificas de Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Galileu Galilei e Johannes Kepler dando origem uma nova concepção de universo.

A Reforma de Lutero abalando a autoridade universal da igreja católica no ocidente, valorizando a interpretação da Bíblia pelo próprio individuo, a decadência do feudalismo e o surgimento do mercantilismo trazem uma nova ordem econômica baseada no comércio.

Voltar a ler Mudança de Paradigma Introdução

Revisão de Filosofia: Mudança de Paradigma Dúvida Metódica

Bibliografia: Aristóteles, Metafísica; Discurso do Método e Meditações Metafísicas; Edson Apostila; Iniciação à História da Filosofia; Manoelito Antonio Soares Filho

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