Início da Guerra Fria

Revisão de História: Início da Guerra Fria

 

História: Início da Guerra Fria

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Início da Guerra Fria

Revisão de História: Início da Guerra Fria

 

Início da Guerra Fria

Até então, porém, o confronto direto entre os aliados não havia se estabelecido. Isso aconteceria em 1947, com o surgimento da Doutrina Truman e do Plano Marshall, que colocariam em foco, no cenário mundial, apenas os atores americano e soviético.

É bom lembrar que a França tinha ficado profundamente abalada como a ocupação que sofrera por parte dos nazistas durante a guerra. Já o governo inglês estava muito mais preocupado em realizar reformas internas de caráter social e reconstruir a economia arrasada com a guerra do que controlar os rumos da política mundial.

A doutrina formulada pelo presidente norte americano Harry Truman traduziu-se pela política de contenção. Segundo essa orientação, a União Soviética era um grande inimigo que deveria ser combatido pela vigilância e pela força, se fosse necessário. Os soviéticos representavam a ditadura e a opressão, ao contrário dos americanos, que personificavam a democracia. Assim, caberia a Washington a defesa da liberdade mundial, pelo menos mundo ocidental.

O resultado direto e mais imediato da contenção foi a elaboração do Plano Marshall, destinado a dar apoio financeiro à reconstrução da Europa. Afinal, falidos, os Estados europeus não poderiam ser nenhum modelo de capitalismo. Além disso, a ajuda econômica consolidaria, de forma definitiva, a influência americana em território europeu.

Em princípio, o plano abrangia todo o continente, incluindo a própria União Soviética, mas o governo soviético, prevendo as consequências econômicas e geopolíticas da “ajuda” americana, retirou-se da programação.

As fases da Guerra Fria

Desde o início da guerra fria houve várias fases de confronto entre as duas superpotências. Em geral, porém, podemos resumi-las em dois períodos: de 1948 a 1953 e de 1953 a 1989.

1498-1953 constituiu a fase de maior tensão, marcada basicamente pelos seguintes episódios:
• Divisão da Alemanha (1949) em República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), pró União Soviética, e República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental), pró-Estados Unidos.
• Revolução Chinesa (1949), comandada por Mao Tse-tung, e adesão da China ao bloco soviético.
• Divisão da Coréia entre as duas superpotências, em 1945 (o Norte pró-União Soviética e o Sul pró-Estados Unidos), que acabou levando a uma guerra nesse país entre 1950 e 1953. diante da intenção das tropas do Norte de unificar a Coréia sob um regime socialista, os Estados Unidos participaram diretamente do conflito armado, ao lado das tropas do Sul em defesa do sistema capitalista.
• 1953-1989: Fase de coexistência pacífica que teve início com o acordo entre as duas superpotências para, com a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), colocar fim à Guerra da Coréia. O confronto militar não teve vencedor, e a disputa política terminou empatada, pois o país foi dividido entre o Norte, socialista, e o Sul, capitalista.

A partir de então, as duas superpotências passaram a adotar uma política de entendimento na solução dos conflitos que vez por outra ocorreram. O afrouxamento da tensão, simbolizado pelo empate na Coréia, ficou conhecido como tente (distensão).

Esse período foi marcado por algumas características que servem para definir a guerra fria:
Toda a política mundial ficou regida pela bipolaridade, o que não abria espaço, de nenhum dos lados, para o aparecimento de um terceiro centro de poder.
A manutenção feroz da bipolaridade criou uma espécie de cumplicidade entre as duas superpotências, que praticamente “congelaram” as disputas internacionais pelo medo de uma intervenção militar e de uma guerra nuclear mundial.
Como resultado dessa política, a corrida armamentista foi o principal aspecto do período, que subordinou a economia dos dois países ao militarismo.
Ao longo dessa fase os episódios de maior destaque foram: Formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança político-militar que uniu os países europeus e os Estados Unidos (1949).
Formação do Pacto de Varsóvia, a organização militar do Leste europeu e da União Soviética (1955). Construção do muro de Berlim (1961), que dividiu a cidade em dois lados: o capitalista, a oeste, e o socialista, a leste.
Guerra do Vietnã (1960-1973), durante a qual as tropas americanas combateram os guerrilheiros do Vietnã do Sul e o exército do Vietnã do Norte, empenhados em unificar o país sob o controle do governo socialista de Ho Chi Minh. Os Estados Unidos foram derrotados, e o Vietnã foi unificado sob o regime socialista.
Intervenção militar soviética no Afeganistão (1979-1989), sob a alegação de impedir o acirramento da crise política do país. O objetivo era permitir a existência de um governo pró-soviético, mas o governo não conseguiu, mesmo com a ajuda da União Soviética, vencer a resistência dos guerrilheiros.

Fim de uma era

Pela análise dos principais conflitos que opuseram as duas superpotências, pode-se perceber que a política de contenção era praticada por ambos os lados. Essa estratégia, no entanto, começou a apresentar sinais de desgaste.

 

A ideologia da Guerra Fria

O mundo bipolar possuía também uma ideologia, que consistia na supervalorização da oposição entre capitalismo e socialismo ou comunismo. É como se não houvesse outras opções ou vias, mas somente duas – uma simbolizada pelos Estados Unidos e a outra pela União Soviética.
Como se o século XX pudesse ser interpretado como um momento de luta ou oposição entre esses dois sistemas socioeconômicos ou “modos de produção”.

Essa ideologia, felizmente, já se encontra superada. Podemos até encontrá-la ainda, sob diversas roupagens, em inúmeras obras ou setores dogmáticos: mas, ao que tudo indica, essa interpretação simplificadora não faz mais adeptos, pois não tem base de sustentação na realidade empírica.

Do lado dos que defendiam o modo de vida norte-americano ou o capitalismo já não há mais o “inimigo”, o “outro lado” a ser combatido. O que surgiu com clareza nos anos 90 é o fato de que a noção de “capitalismo” não explica tudo que esse sistema socioeconômico existe tanto na Suécia como na índia, tanto no Japão como no Brasil, realidades extremamente diferenciadas.
Percebe-se que capitalismo não se identifica com o modo de vida norte-americano, que constituiu somente uma via possível dentro desse sistema contraditório e complexo, que muda constantemente.

Se assim a importância das lutas sociais, das culturas ou civilizações, das especificidades nacionais e até regionais. O importante passa a ser o entendimento do processo específico pelo qual o capitalismo se desenvolve numa dada realidade – seja no Japão, seja no Brasil, com todas as suas diferenças – e não somente uma generalização baseada na ideia de “capitalismo”.

E do lado dos que defendiam o “modelo soviético” (mesmo que tivesse em Cuba ou na Albânia o seu grande exemplo), já não há mais um “paraíso idílico” a ser apontado como ideal a ser seguido. A economia planificada e o partido político de inspiração leninista (o partido que se pretende único, guardião dos dogmas marxistas leninistas, extremamente centralizado e burocratizado, mas que afirma representar os trabalhadores) fracassaram em todas as partes onde vigoraram.

Já não adianta mais dizer que foram “desvio” ou “traições” devidas a um líder – seja Stalin, ou seja, outro qualquer -, pois não se tratou de um fracasso único e localizado e sim geral, repetido em todas as sociedades – e foram inúmeras – em que os ideais do leninismo foram implementados.

Tanto na ex-URSS como na China, tanto em Cuba como na Albânia ou na ex Iugoslávia, o resultado do socialismo real sempre foi o monopólio do poder por um partido que se burocratiza progressivamente, o asfixiamento da sociedade por um Estado policial que tudo quer controlar e prever.
Nessas condições, há uma redescoberta da complexidade do mundo. a questão das diferentes civilizações e seus modos de organização distintos.

Vide a importância do islamismo no Oriente Médio e em particular no mundo árabe, por exemplo, ou o peso do hinduísmo na índia e do confucionismo na China passa a ser novamente valorizada. Os projetos políticos, que muitas vezes redefinem as condições econômicas – como no caso da unificação europeia, por exemplo -, também são revalorizados. Enfim, se a pluralidade de caminhos ou opções que existem ou podem ser criados.

O dogmatismo do “caminho único” (seja o socialismo ou o capitalismo) está em baixa e a riqueza cultural da pluralidade e da diversidade ganha espaço nas teorias e explicações do mundo. No lugar da forma de pensar bipolar e maniqueísta (o bem contra o mal), temos agora uma crescente mentalidade pluralista e que admite múltiplos caminhos ou possibilidades.

Até é um erro tentar entender a nova ordem a partir da ideia de que “o capitalismo venceu e o socialismo foi derrotado”, assim como é ridículo ficar insistindo que “o socialismo vai renascer”. Essas duas formas de pensar são na verdade duas faces de uma única moda, aquela do dogmatismo e da visão bipolar.

O que temos que perceber é que a realidade ultrapassou essa opção bipolar e simplificadora, na qual só se concebem duas alternativas para o futuro. O futuro ficou mais rico e mais aberto, indefinido em vários aspectos, com múltiplas possibilidades. a nova ordem mundial implica também uma nova forma de entender a realidade, de pensar a humanidade e seu futuro.

Leia na sequência:
A ordem internacional bipolar
Processo de desenvolvimento do Capitalismo
Sistema socialista
Colapso do Socialismo
A nova ordem mundial

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