Geografia Política

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Revisão de Geografia: Geografia Política

A geografia e os principais focos de tensão do mundo atual

Pode-se afirmar, que um dos ramos mais fecundos da ciência geográfica é a Geografia Política, termo que muitas pessoas confundem com a Geopolítica. De uma maneira sintética, pode-se dizer que a primeira tem como um dos objetivos principais a análise da dinâmica dos processos políticos no espaço, enquanto que a segunda relaciona-se mais diretamente com as questões estratégicas e militares. Um dos principais elementos de análise da Geografia Política é a questão dos Focos de Tensão.

Para uma análise bem feita de um foco de tensão deve ter como base pelo menos cinco parâmetros fundamentais:

1º) Estudo da posição geográfica da área – Trata-se de um dos elementos básicos de análise, pois, muitas vezes a localização estratégica de uma área pode ser um dos elementos-chave do foco. Veja o caso do Oriente Médio, por exemplo. Para a realização e interpretação desse estudo, é indispensável fazer uso da cartografia, através de mapeamento.

2º) Relação do conflito com a Teoria Centro-Periferia – Normalmente, um foco está relacionado com uma das partes de maior poder, o centro, representado pelo Estado ou por um grupo humano, e a periferia, que corresponde à parte mais fraca e oprimida.

3º) Análise do foco de tensão – Trata-se de uma descrição dos acontecimentos – como, por exemplo, quem está lutando contra quem. O governo colombiano e os guerrilheiros das FARC exemplificam bem essa questão. Outro aspecto importante é a ideologia de quem faz a análise. Todo cuidado é pouco ao se interpretar um determinado foco, pois a mídia, muitas vezes, tende a uma análise em função de sua identidade ideológica. As notícias veiculadas pela CNN (EUA) durante a guerra do golfo e no conflito de Kossovo servem como ilustração desse aspecto.

4º) Forças presentes – O foco pode ter uma ou várias causas básicas, diretas e indiretas. Como exemplos temos a influência dos países centrais, a exemplo dos EUA, e a questão étnica e religiosa, que tem determinado vários conflitos da atualidade.

5º) Levantamento de hipóteses sobre o futuro do foco – Esta é uma das questões mais complexas da Geografia Política, pois os processos políticos são dinâmicos e incertos. Um estudo mais detalhado dos itens anteriores pode deixá-lo mais seguro para levantar algumas hipóteses do foco em questão. É importante ressaltar que, após o término da Guerra Fria e concomitantemente com o fim do denominado Conflito Leste-Oeste, acreditava-se que o mundo iria entrar em uma época de paz. Entretanto, constata-se que os conflitos apenas mudaram de natureza, sendo que na maioria dos casos eles não têm mais a conotação ideológica (capitalismo x socialismo) do passado, mas a influência das questões separatistas, religiosas e étnicas.

6º) O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), é uma organização jihadista islamita de orientação Wahhabita que opera majoritariamente no Oriente Médio. Também é conhecido pelos acrônimos na língua inglesa ISIS ou ISIL. Em 29 de junho de 2014, o grupo passou a se autointitular simplesmente “Estado Islâmico” (EI). Um califado foi proclamado, com Abu Bakr al-Baghdadi como seu califa, ainda que sem o reconhecimento pela comunidade internacional. O EIIL afirma autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e aspira tomar o controle de muitas outras regiões de maioria islâmica,a começar pelo território da região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.

O grupo, em seu formato original, era composto e apoiado por várias organizações terroristas sunitas insurgentes, incluindo suas organizações antecessoras, como a Al-Qaeda no Iraque (AQI) (2003-2006), o Conselho Shura Mujahideen (2006-2006) e o Estado Islâmico do Iraque (ISI) (2006-2013), além de outros grupos insurgentes, como Jeish al-Taiifa al-Mansoura, Jaysh al-Fatiheen, Jund al-Sahaba, Katbiyan Ansar al-Tawhid wal Sunnah e vários grupos tribais iraquianos que professam o islamismo sunita. O objetivo original do EIIL era estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque. Após o seu envolvimento na guerra civil síria, este objetivo se expandiu para incluir o controle de áreas de maioria sunita da Síria.

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