Formação do espaço brasileiro

Revisão de Geografia: Formação do espaço brasileiro

 

Geografia: Formação do espaço brasileiro

Resumão – Revisão da Matéria de Geografia – Revisando seus conhecimentos
Geografia: Formação do espaço brasileiro

 

Revisão de Geografia: Formação do espaço brasileiro

Formação do espaço brasileiro

 

O PROCESSO DE FORMAÇÃO E OCUPAÇÃO DO ESPAÇO BRASILEIRO E SUAS RELAÇÕES COM AS POLÍTICAS TERRITORIAIS E O MEIO AMBIENTE

Durante todo o desenrolar do processo histórico de organização do seu território, o Brasil passou por fases bem distintas umas das outras, principalmente no que se refere à forma de ocupação do espaço, à intensidade das intervenções sobre o meio e à abrangência espacial da ocupação.

A esses três importantes fatores deve-se acrescentar o papel desempenhado pelo Estado, através de suas políticas territoriais, as quais objetivavam metas diferentes de acordo com a época: simples ocupação para garantir a posse da terra, exploração econômica, integração inter-regional, entre outras.

No início da formação do espaço brasileiro, com a ocupação das terras próximas ao litoral, a disponibilidade de capitais possibilitou que a intervenção do homem sobre o meio se processasse, inicialmente através de atividades extrativas vegetais, e, depois, por meio das atividades agrárias, que desempenharam uma função relevante na organização do espaço produtivo brasileiro, desenvolvido em função da atividade econômica predominante e dos interesses econômicos de Portugal e dos proprietários de terras em cada época.

Esses últimos tiveram seu poder fortalecido durante todo o período de tempo compreendido entre os séculos XVI e XIX, quando o Estado era mais um mediador e, algumas vezes, instrumento de defesa e apoio aos interesses dos grandes detentores de capitais e terras.
Isso não deve ser entendido como uma ausência do poder estatal na definição das estratégias de formação territorial, mas apenas como uma maneira de tomada de posição, na qual e Estado tinha sua influência na variância entre a intervenção mais atuante, inclusive com investimentos diretos, e a menos atuante.

A interferência direta do Estado nas atividades econômicas intensificou-se a partir de 1930, quando foram estabelecidas políticas de fortalecimento de instituições destinadas a apoiar as atividades agrárias, e implantados grandes empreendimentos industriais sob controle acionário estatal.

A partir daí, foram verificadas grandes transformações na estrutura econômica do país. A indústria teve sua importância aumentada, já que passou a comandar a formação e organização do espaço brasileiro, desencadeando o processo de urbanização, com a intensificação dos fluxos demográficos, já que estes são influenciados pela distribuição espacial das atividades econômicas.

A partir da intensa dinâmica que se processou na organização do território brasileiro, foi havendo o incremento da articulação e da interdependência entre os núcleos urbanos de todos os portes, pondo um fim à longa história de desvinculação entre essas unidades, que vigorou durante os primeiros séculos da colonização, quando o papel de cada “cidade” era apenas servir de suporte para os empreendimentos agrícolas ou de exploração mineral adjacentes, os quais eram voltados para o mercado externo.
Esse fato explica a pouca necessidade de comunicação entre esses incipientes núcleos populacionais, durante esse intervalo de tempo, caracterizando a primeira etapa importante de ocupação do território.

Cabe salientar que a ocupação do território brasileiro, inicialmente restrita ao litoral, a partir do século XVII, direcionou-se também para o interior, através da criação de gado, sendo responsável por um povoamento muito tímido, mas que contribuiu para a formação dos primeiros núcleos urbanos no interior, sobretudo no Nordeste.

A produção mineral iniciada no século XVII produziu uma ocupação caracterizada pelo surgimento de núcleos urbanos isolados, que correspondiam a cada uma das jazidas de exploração. Essa atividade, no seu apogeu, ajudou o Sudeste a superar o Nordeste em importância econômica, servindo inclusive de atrativo para grandes levas populacionais. Todavia, com a decadência da mineração, essas áreas passaram a constituir centros de dispersão populacional.

A ocupação da Amazônia deu-se a partir do século XVII, com a implantação de pequenos núcleos, que na realidade não significavam uma efetiva ocupação do espaço regional, o qual, ainda hoje, mostra-se não totalmente integrado nos níveis intra e extrarregional, excetuando-se as cidades de médio e grande porte, sobretudo as capitais estaduais, como Belém, por exemplo.

Já na direção do extremo sul do país, o povoamento foi promovido pelo Estado, visando a uma ampliação do espaço territorial, que, além de receber fluxos de criadores do Sudeste, teve seu desenvolvimento devido também aos imigrantes europeus.

A partir do momento em que o Estado passou a sentir a necessidade cada vez maior de implementar políticas territoriais para dinamizar a ocupação, foram oferecidos uma série de incentivos à iniciativa privada, e implantadas infraestruturas que permitissem o desenvolvimento a articulação da rede urbana. Essas medidas baseavam-se na criação de planos e programas diversos, além das superintendências de desenvolvimento regionais.

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Veja a seguir: Políticas urbanas no Brasil

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